Além disso, mais de um ano após a entrada em vigor da lei que restringiu o uso de celulares nas escolas, educadores de Goiânia relatam mudanças no comportamento dos estudantes. Dessa forma, segundo profissionais ouvidos pela reportagem, os alunos passaram a prestar mais atenção nas aulas, participar com maior frequência das atividades e conversar mais durante os intervalos. Com isso, em algumas escolas, até o recreio mudou. Nesse sentido, segundo os profissionais da educação, o tempo que antes era ocupado pelas telas passou a ser preenchido por brincadeiras e interação entre os colegas.
Portanto, A Lei nº 15.100 foi sancionada em janeiro de 2025 e passou a limitar o uso de celulares e outros aparelhos eletrônicos pessoais nas escolas de educação básica, inclusive durante aulas, recreios e intervalos. Em seguida, A regra permite exceções quando o aparelho é necessário para atividades pedagógicas ou em situações relacionadas à acessibilidade, inclusão ou saúde. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a educadores de Goiânia continuam sendo acompanhados com atenção.
De acordo com as apurações, em Goiás, algumas escolas já haviam adotado medidas próprias antes da legislação federal. Por outro lado, É o caso do Colégio Estadual Nazir Safatle, localizado no Jardim Curitiba, em Goiânia, onde os celulares começaram a ser recolhidos na entrada em 2024 e devolvidos aos estudantes somente no fim do período.
Vale destacar que segundo a diretora Camila Noleto, a mudança foi percebida no rendimento escolar e na maneira como os alunos passaram a se relacionar. “Nós percebemos uma mudança muito significativa na aprendizagem e, principalmente, na postura dos estudantes. Eles conseguem prestar muito mais atenção nas aulas, participam mais, interagem mais com os professores e também entre eles”, afirmou.
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Para a diretora, uma das diferenças mais visíveis aparece justamente no recreio. Antes da restrição, era comum que os estudantes permanecessem concentrados nos próprios celulares. Agora, segundo ela, o ambiente ficou mais movimentado.
“O recreio ficou mais vivo. Os alunos conversam, brincam, interagem entre si. É possível perceber pelo próprio barulho do recreio que eles estão muito mais animados e envolvidos uns com os outros”, relatou.
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Melhorias nas atividades
A mudança também foi observada pela coordenação pedagógica do Colégio Estadual Olavo Bilac, no setor Aeroviário. A coordenadora Elisângela Queiroz afirma que a maior parte dos estudantes já entendeu a proposta da restrição, embora ainda exista resistência entre alguns.
A coordenadora também percebeu melhora na concentração durante as aulas e maior participação dos estudantes. “Então a gente hoje agradece muito, porque melhorou muito. Até a concentração, o foco dos estudantes, melhorou muito. O aparelho não deixou de fazer parte da rotina escolar. Quando existe uma finalidade pedagógica, o celular pode ser utilizado com orientação do professor”, detaca.
No Nazir Safatle, a retirada dos celulares também gerou dúvidas entre os próprios professores no início da implantação. Parte dos profissionais temia que a medida representasse um retrocesso ou dificultasse o trabalho em sala. Com o passar do tempo, a percepção mudou.
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