Terça-feira, 13 de outubro de 2026
Goiás

Região Central de Goiânia tem 40 ‘mocós’, aponta levantamento da PM

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Região Central de Goiânia tem 40 ‘mocós’, aponta levantamento da PM

Sobre o tema envolvendo Região Central, além disso, um levantamento realizado pela Polícia Militar (PM) mapeou 40 estruturas abandonadas usadas como abrigo para pessoas em situação de rua, usuários de drogas e criminosos. Dessa forma, conhecidos como “mocós”, os locais estão espalhados pela área do 38º Batalhão, responsável pelo policiamento de 64 bairros da capital.

LEIA TAMBÉM Vale ressaltar que os aspectos relacionados a Região Central continuam sendo acompanhados com atenção.

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Com isso, os setores Campinas, Centro e Universitário concentram a maior quantidade de “mocós”, bem como o Setor dos Funcionários. Nesse sentido, na região do Dergo, conforme o comandante do batalhão, tenente-coronel Johnathan Tarley, havia a presença de cerca de 10 barracas abandonadas, que eram utilizadas por pequenos traficantes, mas foram derrubadas em ação conjunta com a Prefeitura de Goiânia.  Esse ponto reforça a repercussão gerada em torno de Região Central nos últimos dias.

“Esse levantamento foi realizado no final do ano passado. Portanto, produzimos um relatório de inteligência com a quantidade de ocorrências e sugerimos a demolição ou que o proprietário seja notificado. Em seguida, A Defesa Civil avalia a estrutura do imóvel e, na maioria dos casos, é feita a demolição. Muitos desses locais estão com a estrutura comprometida, então é arriscado para quem usa”, explica Tarley.  Especialistas destacam que novas atualizações sobre Região Central devem surgir em breve.

De acordo com as apurações, entre os “mocós” identificados pela PM está uma escola de implantes odontológicos abandonada no Setor Central, onde foram encontrados materiais e aparelhos de raio-x de alto valor. Em agosto, a prefeitura chegou a realizar uma intervenção no local após ser informada pela corporação sobre o risco de contaminação por radiação, visto que o local costuma ser alvo constante de furtos por parte de usuários de drogas. Nenhum aparelho radioativo, porém, foi encontrado.

Na semana passada, o município também autuou o proprietário de uma edificação inacabada e abandonada na esquina da Avenida Araguaia com a Rua 2, no Centro da capital. Fechado e sem uso há cerca de 25 anos, o espaço vinha sendo alvo de ocupações irregulares, o que motivou uma operação entre a PM e a Guarda Civil Metropolitana (GCM) na estrutura

“Os responsáveis nos procuraram e já vão fazer o fechamento desse prédio [na Rua 2]. Como lá está aberto, as pessoas têm acesso. Vai ser feito um muro alto com uma concertina. Neste caso já não é demolição porque a estrutura é aproveitável”, explica o tenente-coronel.

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Região Central: Demolições 

Desde que foi enviado o relatório apontando os “mócos”, a prefeitura, com auxílio do 38º BPM, demoliu cerca de 10 estruturas. Grande parte dos locais estavam concentrados no Setor Central, conforme Tarley. Há ainda a previsão para novas intervenções ainda neste ano.  

“No Setor Central foi demolido o banheiro da Praça do Trabalhador, os dois imóveis na Rua 74. A maior concentração foi no Centro, mas teve demolições no Dergo, Setor Universitário e Setor dos Funcionários “, reforça o tenente-coronel. 

Baixa na criminalidade 

As intervenções nos “mocós” se refletem diretamente no combate à criminalidade, de acordo com o comandante do 38º BPM. Conforme Tarley, a unidade registrava, em média, dois homicídios por mês. Os crimes, normalmente, são praticados entre moradores em situação de rua e pequenos traficantes que utilizam esses espaços como abrigo ou boca de fumo. 

No entanto, com a demolição dos “mocós”, o setor central já não registra mortes violentas há cerca de dois meses. A ação, segundo o militar, é uma forma de antecipar a prevenção e, com isso, evitar crimes contra a vida, bem como o tráfico de drogas na região conhecida por comportar pessoas em situação de vulnerabilidade social.

“São estratégias transversais para minimizar esse fator de risco. A gente tem essa questão dos ‘mocós’, a patrulha da dignidade, onde encaminhamos moradores em situação de rua para a comunidade terapêutica. Já encaminhamos 138 pessoas, além dos grupos de WhatsApp com os comerciantes. São várias ações, não apenas uma isolada”, concluiu. 

Para mais detalhes e apuração completa, consulte a fonte da notícia.

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Redação Foco Goiás