Sobre o tema envolvendo provedor e mulher, além disso, eleito deputado federal com mais de 3 milhões de votos, Lucas Pavanato (PL-SP), de 28 anos, chegará à Câmara dos Deputados defendendo uma agenda conservadora que inclui a redução da maioridade penal, restrições a procedimentos de transição de gênero para menores e o fim de cotas raciais. Dessa forma, O parlamentar também defende um modelo de “família tradicional” no qual o homem exerce principalmente o papel de provedor e a mulher, de cuidadora do lar.
Com isso, pavanato recebeu 3.038.438 votos nas eleições deste domingo (4), equivalentes a 12,82% dos votos válidos para deputado federal em São Paulo. Nesse sentido, foi o candidato ao cargo mais votado do estado e ficou atrás apenas de Nikolas Ferreira (PL-MG) no país. Portanto, os dois ultrapassaram os recordes anteriores de votação para a Câmara dos Deputados. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a provedor e mulher continuam sendo acompanhados com atenção.
Em seguida, O resultado representa uma ascensão eleitoral acelerada. De acordo com as apurações, em 2022, Pavanato disputou uma cadeira de deputado estadual e recebeu pouco mais de 36 mil votos, ficando como suplente. Por outro lado, dois anos depois, conquistou 161.386 votos e tornou-se o vereador mais votado da cidade de São Paulo. Vale destacar que agora, multiplicou novamente a votação e chegará a Brasília em fevereiro de 2027. Esse ponto reforça a repercussão gerada em torno de provedor e mulher nos últimos dias.
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Homem provedor e mulher cuidadora
Sendo assim, uma das posições defendidas por Pavanato diz respeito à divisão de papéis entre homens e mulheres dentro da família. Além disso, O deputado eleito sustenta o modelo que chama de “família tradicional”, formada por homem, mulher e filhos. Especialistas destacam que novas atualizações sobre provedor e mulher devem surgir em breve.
Dessa forma, durante a campanha para vereador em 2024, Pavanato afirmou em debate promovido pela Folha de S.Paulo que famílias seriam mais estruturadas caso houvesse maior presença masculina nos lares. Com isso, na concepção apresentada por ele, o homem deve assumir principalmente a responsabilidade pelo sustento financeiro da família, permitindo que a mulher tenha mais tempo para cuidar da casa e dos filhos.
Nesse sentido, na ocasião, definiu o homem como “protetor” e “provedor” e a mulher como “cuidadora” e “ajudadora do lar”. Portanto, as declarações foram contestadas por outras candidatas que participavam do debate.
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Contra cotas raciais e transição de gênero para menores
Em seguida, as pautas relacionadas a gênero também ocupam espaço importante na plataforma política de Pavanato.
De acordo com as apurações, entre as propostas apresentadas por ele estão a proibição de terapias hormonais usadas em procedimentos de transição de gênero para menores de 18 anos e a proibição do uso de banheiros de acordo com identidade de gênero quando diferente do sexo biológico.
Pavanato também propõe acabar com cotas raciais, de gênero e vagas exclusivas destinadas a pessoas trans, substituindo esses mecanismos por políticas de cotas baseadas exclusivamente em critérios socioeconômicos.
O político também se posiciona contra a descriminalização do aborto e das drogas e costuma utilizar a expressão “agenda woke” para criticar políticas relacionadas a gênero e ações afirmativas.
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Quer reduzir maioridade penal
Outra bandeira que Pavanato pretende levar ao Congresso é a segurança pública.
O deputado eleito defende mudanças na legislação para reduzir a maioridade penal em crimes considerados graves. Entre suas propostas está o fim da proteção da maioridade penal para autores de crimes hediondos. Nesta segunda-feira (5), após a eleição, voltou a defender uma política de segurança mais rígida e afirmou que pretende trabalhar pela redução da maioridade penal.
Ele também afirma que pretende ampliar a fiscalização sobre o Judiciário durante o mandato em Brasília.
Do MBL ao bolsonarismo
Lucas Pavanato nasceu em Sorocaba, interior de São Paulo, em 12 de maio de 1998. Segundo a Câmara Municipal paulistana, ele é empresário e administrador. Sua participação política começou ainda jovem, durante as manifestações pelo impeachment da então presidente Dilma Rousseff.
Aos 18 anos, mudou-se para São Paulo. Segundo perfil publicado pela Folha, chegou a morar em um sótão dentro de um comitê político na Vila Mariana. Pavanato se aproximou do Movimento Brasil Livre (MBL), participou da organização de manifestações e, posteriormente, tornou-se estagiário e assessor do então vereador Fernando Holiday.
Com o tempo, rompeu com o MBL e se aproximou do bolsonarismo. Filiou-se ao PL e passou a atuar politicamente próximo a nomes como Jair Bolsonaro e Nikolas Ferreira.

Milhões de seguidores e confrontos nas redes
Foi principalmente nas redes sociais que Pavanato ampliou sua projeção política. Em 2026, chegou a aproximadamente 5,2 milhões de seguidores no Instagram, onde publica vídeos curtos sobre política, abordagens de rua, humor e confrontos ideológicos.
O próprio Pavanato reconhece a importância desse formato para sua estratégia de comunicação. Em entrevista à Folha durante a campanha, afirmou que confrontos políticos têm maior capacidade de viralização nas redes do que propostas legislativas. Ele também disse considerar debates acalorados uma maneira de expor o que classifica como hegemonia ideológica da esquerda em universidades.
Pavanato também admitiu que já cometeu erros ao comentar assuntos sobre os quais não tinha conhecimento suficiente, mas afirmou que passou a ser mais cauteloso.
Nesta segunda-feira, após a eleição, atribuiu o desempenho nas urnas ao que chama de autenticidade. Segundo Pavanato, políticos excessivamente preocupados com discursos formais e orientados por estratégias de marketing acabam se distanciando do eleitor.
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De 161 mil para mais de 3 milhões de votos
O crescimento eleitoral de Pavanato ocorreu em apenas dois anos.
Ele saiu dos 36 mil votos obtidos para deputado estadual em 2022 para 161.386 votos na eleição municipal de 2024, quando se tornou o vereador mais votado da capital paulista. Em 2026, saltou para 3.038.438 votos.
A votação também ajudou o PL a ampliar sua representação paulista na Câmara dos Deputados. O partido elegeu 19 deputados federais pelo estado.
Pavanato tomará posse em 1º de fevereiro de 2027 para um mandato de quatro anos. Aos 28 anos, chega à Câmara com uma das maiores votações já registradas para o cargo no Brasil e com a promessa de manter em Brasília as pautas conservadoras e o estilo de comunicação que marcaram sua ascensão nas redes sociais.
Para mais detalhes e apuração completa, consulte a fonte da notícia.
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