Sobre o tema envolvendo ‘Qualidade de vida’, além disso, uma cafeteria em Goiânia se antecipou à proposta de emenda à Constituição (PEC) que colocou fim à escala 6×1 e alterou sua jornada para 5×2 há cerca de um ano. Dessa forma, segundo os empresários Cláudia Rodrigues e Eder de Sousa, criadores da Oh! Com isso, umami, a mudança registrou alta de 250% no faturamento.
Nesse sentido, A ideia é ampliar o tempo de descanso dos colaboradores para aumentar a qualidade de vida da equipe, enquanto os proprietários conciliam as demandas da operação. Portanto, A PEC do fim da 6×1 define jornada máxima de 40 horas e dois dias de descanso remunerado por semana, sem redução de salário. Em seguida, ela passou no Senado em 14 de outubro e já foi promulgada. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a ‘Qualidade de vida’ continuam sendo acompanhados com atenção.
Ao Mais Goiás, Cláudia comentou o resultado da votação. “Recebemos essa aprovação de forma muito positiva, porque reconhece a importância de equilibrar a vida profissional com as necessidades pessoais dos trabalhadores”, destacou ao reforçar que a cafeteria já adota a escala 5×2 desde a inauguração. “Acreditamos que essa organização permite que as pessoas tenham mais tempo para cuidar da saúde, da família e de seus compromissos. Para nós, a mudança não representa uma ruptura, mas reforça uma escolha que fizemos desde o início da empresa.”
‘Qualidade de vida’: Transição
Pelo texto, a jornada máxima cairá das atuais 44 para 40 horas semanais. A transição prevê que, 60 dias depois da promulgação, o limite será reduzido para 42 horas por semana e o trabalhador já terá direito aos dois dias de repouso remunerado. Após 12 meses, a jornada máxima cairá definitivamente para 40 horas. Um dos dias de descanso deverá ser, preferencialmente, o domingo.
Para Cláudia, alguns setores enfrentarão desafios. Segundo a empresária, o principal será entender como adaptar suas operações sem comprometer o atendimento e a qualidade dos serviços. “Cada atividade tem suas particularidades, e isso exige planejamento, dimensionamento adequado das equipes e compreensão dos horários de maior demanda. No setor de alimentação, por exemplo, é preciso considerar o movimento dos estabelecimentos e organizar os turnos de acordo com o perfil dos clientes”, argumentou.
“Mas acredito que é possível conciliar produtividade, resultados e qualidade de vida. As empresas também precisam compreender que profissionais que têm tempo para cuidar da própria vida tendem a trabalhar mais satisfeitos e felizes”, enfatizou. Ou seja, a jornada profissional precisa ser compatível com outras dimensões da vida.
“Uma empresa que pretende adotar esse modelo precisa se preparar. É necessário entender o perfil do cliente, os horários de maior movimento e as demandas da operação, mas também conhecer as necessidades dos colaboradores e organizar a equipe a partir dessa realidade. Não basta definir os dias de descanso; é preciso estruturar o funcionamento do negócio para que a decisão seja viável no dia a dia”, concluiu.
Mais tempo para a rotina
Atendente da cafeteria, Yare Sobreira comemora ter um dia adicional de descanso. Segundo ele, essa medida facilita a resolução de compromissos que nem sempre cabem nos intervalos da jornada de trabalho. “Com um dia a mais de descanso, a gente consegue resolver as coisas que precisa, ir ao médico, pagar contas e cuidar de burocracias. Isso ajuda a organizar melhor a rotina e distribuir essas atividades ao longo da semana”, disse.
“As pessoas querem qualidade de vida e também querem ganhar dinheiro. É possível ter os dois. Quando a empresa oferece condições para que o profissional tenha tempo para cuidar da própria vida, isso contribui para que ele trabalhe mais satisfeito”, continuou.
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