Quarta-feira, 21 de outubro de 2026
Goiás

Calorão pode fazer mal a animais de estimação; saiba como proteger seu pet

Proteção de pets no calor intenso
Calorão pode fazer mal a animais de estimação; saiba como proteger seu pet

Além disso, O calor intenso registrado em Goiás exige atenção dos tutores para evitar problemas graves de saúde nos animais de estimação. Dessa forma, com temperaturas que chegaram a 41,4°C no estado, cães e gatos podem sofrer com desidratação, queimaduras nas patas e hipertermia, condição que, em casos graves, pode provocar lesões em órgãos e levar à morte. Com isso, filhotes, idosos, animais obesos, com doenças cardíacas ou respiratórias e cães de focinho curto estão entre os que precisam de cuidados ainda maiores.

Nesse sentido, segundo a médica veterinária e professora doutora Tábata Laíza Morais, os primeiros sinais de que o animal está sofrendo com o calor costumam aparecer no comportamento. “Os primeiros sinais são respiração mais forte e acelerada, salivação e o animal fica inquieto. Portanto, aos primeiros sintomas, o ideal é que o tutor já interfira porque a evolução costuma ser bem rápida”. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a animais de estimação continuam sendo acompanhados com atenção.

Em seguida, A diferença entre uma ofegação normal e um quadro preocupante está principalmente na persistência dos sintomas, conforme explica a médica veterinária Ana Gabriella: “Na hipertermia, a respiração tende a permanecer muito intensa e persistente, acompanhada de outros sinais como fraqueza, dificuldade para ficar em pé, vômitos, diarreia, alteração da coloração das gengivas, confusão ou desmaio”. Esse ponto reforça a repercussão gerada em torno de animais de estimação nos últimos dias.

Quando o calor deixa de ser apenas desconforto

De acordo com as apurações, O aumento da temperatura corporal pode desencadear uma série de alterações no organismo. Por isso, não é preciso esperar que o cachorro fique prostrado para tomar alguma providência. Especialistas destacam que novas atualizações sobre animais de estimação devem surgir em breve.

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Por outro lado, O problema pode continuar mesmo depois que a temperatura do animal diminui. “Temperaturas corporais elevadas podem causar lesões nas células e alterações na coagulação, comprometendo diversos órgãos: rins, fígado, cérebro, sistema gastrointestinal e sistema cardiovascular. Vale destacar que algumas complicações aparecem horas depois do episódio, e casos graves podem deixar sequelas permanentes ou até levar à morte”, destaca Ana Gabriella.

Água e ambiente fresco são essenciais

Sendo assim, em casa, o animal deve ter água disponível durante todo o dia e permanecer em um espaço protegido do sol e com boa circulação de ar. Além disso, em situações de desconforto provocado pelo calor, a primeira medida é retirar o pet do ambiente quente.

animais de estimação
Foto: Ilustrativa/Pixabay

Dessa forma, A hidratação também pode ser observada pela rotina do animal. Com isso, alterações na quantidade de urina e apatia são alguns sinais que podem indicar perda excessiva de líquidos.

“Gengivas mais secas ou pegajosas, redução da urina, urina mais concentrada, apatia, fraqueza e perda de elasticidade da pele são sintomas que devem chamar a atenção do tutor”, orienta a veterinária.

Cuidado ao tentar refrescar o animal

Nesse sentido, na tentativa de baixar a temperatura do pet rapidamente, algumas atitudes podem acabar dificultando o processo. O resfriamento deve ser feito de maneira gradual, sem recorrer a temperaturas extremas.

“Um erro comum é envolver o animal completamente em uma toalha molhada e deixá-la sobre o corpo, principalmente se o tecido ficar quente e impedir a dissipação do calor. Também não é indicado colocar gelo diretamente sobre o corpo do animal. Em um quadro de suspeita de hipertermia, o mais importante é retirá-lo do calor e buscar atendimento profissional quando os sintomas forem intensos”, destaca Ana Gabriella.

Tábata também faz uma ressalva sobre a ingestão de água. “Não se deve obrigar um animal muito debilitado, confuso ou com alteração de consciência a beber água, pelo risco de aspiração”.

Passeio pode virar risco para as patas

Não é apenas a temperatura do ar que deve preocupar os tutores. O chão exposto ao sol também pode ficar muito quente e provocar queimaduras nas patas. Por isso, os passeios devem ser feitos nos horários mais amenos e, sempre que possível, em locais com sombra e grama. A atividade física também deve ser reduzida durante os períodos de calor extremo.

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“Evite exercícios e passeios nos horários mais quentes, nunca deixe o animal dentro de carro ou ambiente fechado e quente, mantenha água fresca disponível e ofereça um local sombreado, fresco e bem ventilado”, afirma a professora Tábata Laíza.

Focinho curto e tosa

Alguns cães têm maior dificuldade para perder calor por causa das características anatômicas. É o caso de raças braquicefálicas, como Pug, Bulldog e Shih-tzu. “A anatomia das vias respiratórias dificulta a troca de calor. Animais obesos e com pelagem densa também têm maior dificuldade em dissipar calor”, explica Tábata.

Animais com doenças cardíacas ou respiratórias também precisam de cuidados específicos. Nessas situações, o calor pode aumentar a sobrecarga sobre o organismo.

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Foto: Ilustrativa/Pixabay

Apesar da associação entre pelo e calor, raspar completamente o animal não é uma recomendação geral. “Normalmente o pelo funciona como isolante térmico e protege contra radiação solar”, explica Tábata. A orientação é manter os pelos limpos e desembaraçados e avaliar a necessidade de tosa de acordo com as características de cada raça.

Alimentação pode continuar normal

O calor pode reduzir o apetite de alguns animais, mas não há necessidade de diminuir automaticamente a quantidade de alimento oferecida.

Uma alternativa para aumentar a ingestão de líquidos é utilizar alimentos úmidos, desde que sejam adequados à dieta do animal. “Fornecer alimentos mais úmidos nesse período de calor ajudam a manter o animal mais hidratado. Petiscos gelados, gelo e picolés próprios pra cães também são uma boa opção para dias mais quentes”, indica a doutora.

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Ana complementa que uma mudança significativa no apetite não deve ser ignorada. “Se o animal passar a recusar alimento, principalmente se isso vier acompanhado de vômitos, diarreia, prostração ou outros sinais clínicos, não devemos simplesmente atribuir ao calor. É importante investigar a causa”.

Piscina também exige supervisão

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Foto: Ilustrativa/Pixabay

Brincadeiras com água podem ser usadas como forma de entretenimento e ajudar a aliviar o calor, mas não devem ocorrer sem acompanhamento. No caso de piscinas, o tutor precisa permanecer atento.

“Na piscina, o principal risco é afogamento. Também não é necessário utilizar água extremamente gelada. Água fresca é suficiente, e o objetivo é ajudar o animal a perder calor sem causar um resfriamento brusco ou estresse”, orienta a veterinária.

No fim das contas, nos dias de calorão, vale lembrar: deixe a água por perto, fuja do sol e respeite o ritmo do animal. Afinal, sombra e água fresca também fazem parte do “kit verão” dos bichos.

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Para mais detalhes e apuração completa, consulte a fonte da notícia.

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Redação Foco Goiás