Sobre o tema envolvendo estéticos em Goiânia, além disso, em nota divulgada nesta segunda-feira (24), o hospital Ankar, de Goiânia, negou ter havido negligência do caso da paciente que morreu depois de realizar procedimentos estéticos no rosto, na madrugada do dia 12 de agosto deste ano. Dessa forma, A paciente que veio a óbito é a empresária Andreia Vieira Gaspar, de 51 anos. Com isso, A família de Andreia enviou uma representação ao Ministério Público (MP) em que denuncia uma série de falhas que teriam contribuído para o falecimento.
“A defesa esclarece que a paciente recebeu atendimento de emergência imediato, com assistência da equipe médica e de enfermagem e adoção das medidas necessárias diante do quadro apresentado”, afirma o hospital. “A partir da intercorrência, a paciente foi prontamente assistida pelos profissionais presentes, com utilização da estrutura hospitalar necessária e realização das medidas de emergência indicadas”.
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Nesse sentido, O Ankar também rebateu críticas de familiares que dizem que Andreia não teria passado por consulta presencial com o cirurgião antes do procedimento. “É importante destacar que a avaliação e os exames pré-operatórios foram realizados externamente, antes da admissão da paciente no Hospital Ankar para a realização do procedimento cirúrgico”.
Contexto e detalhes sobre estéticos em Goiânia

“Todos os registros referentes ao atendimento estão devidamente documentados em prontuário, que poderá ser disponibilizado às autoridades competentes sempre que necessário”, complementa o Ankar. A nota diz ainda que o hospital vai colaborar com a investigação.
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Cirurgia era realização de um sonho
Portanto, andreia morava na Espanha havia cinco anos e veio a Goiânia para realizar a cirurgia. Em seguida, ela saiu de Madri e desembarcou no Brasil no dia 3 de agosto, segundo a representação enviada pela família ao MP. De acordo com as apurações, A irmã da vítima, Djiane Vieira, afirmou que a empresária sonhava em realizar os procedimentos. “A minha irmã pagou R$ 118 mil para entrar, linda como, [na cirurgia] e depois morresse nos meus braços”, desabafou em entrevista à TV Anhanguera.

Por outro lado, A empresária se submeteu a ritidoplastia profunda, frontoplastia com redução de testa, mentoplastia óssea, blefaroplastia superior, lipoaspiração e enxertia de gordura no rosto. Vale destacar que para execução dos procedimentos, foi preciso aplicar anestesia geral. A cirurgia ocorreu no dia 11 de agosto, entre 8h10 e 16h20.
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Após a cirurgia, Andreia foi levada a um quarto comum, não a uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A família relata que ela chegou ao leito com a língua inchada e não conseguia fechar a boca. O cirurgião teria visitado o quarto por volta das 20h, afirmando que a cirurgia foi um sucesso e deixado o hospital.
“Ela estava com a língua muito inchada, ela não conseguia fechar a boca. O hospital não tinha UTI e ele [médico] dizia que tinha. Eles não tinham uma ambulância para cuidar da minha irmã”, “, afirmou Djiane.

A família diz que Andreia pediu atendimento médico quando começou a passar mal, mas não foi atendida de imediato. Segundo a representação ao MP, a empresária começou a apresentar dificuldade para respirar, sensação de afogamento e secreção nas vias aéreas ainda na noite do dia 11. A família afirma que ela relatou sentir um incômodo na garganta, mas que a equipe de enfermagem tratou as queixas como “nervosismo”.
Andreia sofreu parada cardiorrespiratória por volta das 2h15 do dia 12 de agosto. Às 2h28, a irmã Djiane enviou áudio no grupo de WhatsApp da clínica. “A minha irmã tá morrendo, pelo amor de Deus. Ninguém atende, ninguém aparece, pelo amor de Deus”. O óbito foi declarado às 4h15. O corpo foi levado ao Serviço de Verificação de Óbitos (SVO) de Goiânia. Segundo a representação da família ao MP, a necrópsia apontou trombose coronariana aguda, infartos pulmonares e secreção hemorrágica nas vias aéreas.
Para mais detalhes e apuração completa, consulte a fonte da notícia.
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