RAQUEL LOPES
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Lima e Silva, disse que uma possível interferência externa nas eleições deste ano só poderá ser descarta após análise técnica da Polícia Federal.
A declaração ocorreu após o presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Nunes Marques, afirmar que não há, até o momento, indícios de interferência estrangeira no processo eleitoral.
“Assuntos como esse merecem o cuidado, o escrutínio, uma pesquisa correta para que nós não tenhamos nenhum alarde antes e também não passemos a possibilidade de desprezar algum dado relevante”, afirmou.
Contexto e detalhes sobre interferência externa
O ministro disse ainda que os contatos com autoridades diplomáticas dos Estados Unidos fazem parte da rotina dos órgãos de inteligência e estão relacionados a episódios anteriores, como o fechamento da embaixada americana, e não a uma possível ingerência nas eleições.
Segundo ele, as informações recebidas serão analisadas pela PF para verificar a existência de eventuais infrações.
“Neste caso, o próprio serviço diplomático americano entrou em contato com as nossas autoridades e vai ser prestado todo tipo de cooperação e uma avaliação criteriosa dos achados, a fim de que eles não sejam nem subdimensionados, nem superdimensionados”, disse.
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