Terça-feira, 20 de outubro de 2026
Goiás

Pesca será proibida em rios de Goiás a partir de 1º de novembro; veja o que pode e o que não pode

pesca-sera-proibida-em-rios-de-goias-a-partir-de-1o-de-novembro;-veja-o-que-pode-e-o-que-nao-pode
Pesca será proibida em rios de Goiás a partir de 1º de novembro; veja o que pode e o que não pode

Sobre o tema envolvendo rios de Goiás, além disso, pescadores de Goiás precisam ficar atentos: a partir de 1º de novembro, entram em vigor as restrições da Piracema, período em que os peixes se reproduzem e a pesca fica proibida em diferentes modalidades. Dessa forma, as regras seguem até 28 de fevereiro de 2027 e atingem as bacias dos rios Araguaia-Tocantins, Paranaíba e São Francisco.

Com isso, A medida está prevista na Instrução Normativa nº 17/2026 da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), publicada no Diário Oficial de Goiás em 28 de maio. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a rios de Goiás continuam sendo acompanhados com atenção.

Nesse sentido, durante os quatro meses de defeso, ficam proibidas a pesca amadora, subaquática e ornamental. Portanto, também não poderão ser realizados campeonatos, torneios e gincanas de pesca. Esse ponto reforça a repercussão gerada em torno de rios de Goiás nos últimos dias.

Em seguida, A legislação prevê exceções para a pesca de subsistência e para o pesque e solte, mas estabelece limites de local, equipamentos e finalidade. Especialistas destacam que novas atualizações sobre rios de Goiás devem surgir em breve.

  • Araguaia 2026: veja quais peixes podem ser levados para casa durante a temporada de pesca
  • Semad atualiza lista de peixes que podem ser capturados e transportados em Goiás
  • Piracema termina em Goiás, mas pescadores ainda precisam seguir regras
  • Lei define tamanho máximo e mínimo para peixes pescados em Goiás
  • Regras para pesca do pirarucu mudam em Goiás; veja detalhes
  • Pescadores desrespeitam Piracema e são multados em Santa Rita do Araguaia
  • Trio é flagrado com lancha, armas e materiais de pesca durante Piracema em Aruanã

Pode pescar no Araguaia durante a Piracema?

Devolução de peixe à água ilustra a prática do pesque e solte, modalidade permitida em reservatórios de Goiás durante a Piracema, conforme regras ambientais (Ibama)
Devolução de peixe à água ilustra a prática do pesque e solte, modalidade permitida em reservatórios de Goiás durante a Piracema, conforme regras ambientais (Ibama)

De acordo com as apurações, A pesca amadora convencional fica proibida nos rios durante o defeso. Por outro lado, A regra também alcança cursos d’água das bacias do Tocantins, Paranaíba e São Francisco, situados em Goiás.

Vale destacar que A pesca esportiva na modalidade pesque e solte poderá ocorrer exclusivamente em reservatórios, conforme a regulamentação estadual.

Sendo assim, nesses locais, o pescador deverá utilizar anzóis sem fisga e devolver imediatamente os exemplares capturados à água.

Além disso, É proibido guardar, transportar ou consumir os peixes retirados durante essa atividade.

Dessa forma, A Semad esclareceu as mudanças na legislação da pesca em Goiás e reforçou a necessidade de respeitar as restrições durante o período reprodutivo.

  • Pescadores são flagrados com pirarucu de quase 2 metros e mais de 100 kg em Goiás
  • Projeto de reprodução de peixes em cativeiro ajuda a repovoar o Araguaia
  • Ações de educação ambiental da Semad alcançam 10,5 mil pessoas no Araguaia

Quem depende da pesca para comer poderá continuar?

Pescador às margens de um rio ilustra a atividade de pesca, que terá restrições em Goiás durante a Piracema, de 1º de novembro a 28 de fevereiro de 2027 (Ibama)
Pescador às margens de um rio ilustra a atividade de pesca, que terá restrições em Goiás durante a Piracema, de 1º de novembro a 28 de fevereiro de 2027 (Ibama)

A pesca de subsistência terá tratamento específico.

A legislação permite que pessoas enquadradas nessa modalidade capturem até 5 quilos de pescado por dia para alimentação da família, respeitando os tamanhos mínimos e máximos de cada espécie.

Entretanto, os peixes não poderão ser vendidos ou utilizados em trocas. A autorização tem finalidade exclusiva de consumo doméstico.

A regulamentação considera pesca de subsistência aquela realizada por pessoas em situação de vulnerabilidade social, com equipamentos simples ou artesanais, sem estrutura típica de atividade comercial.

Quem desrespeitar o período de defeso poderá sofrer sanções administrativas e criminais previstas na legislação ambiental.

As penalidades dependem da infração identificada, das circunstâncias e das normas aplicáveis.

A fiscalização poderá verificar equipamentos utilizados, espécies capturadas, quantidade de pescado e documentação do pescador.

As restrições também alcançam a utilização de equipamentos e métodos proibidos para captura de peixes.

  • PM de Goiás incinera mais de 23 mil metros de redes ilegais apreendidas durante a Piracema
  • Piracema: homem é preso com 92 kg de peixe em Niquelândia
  • PM apreende 1,2 tonelada de pescado ilegal durante operação em Catalão

Goiás mantém Cota Zero para transporte de pescado

Além das regras específicas da Piracema, Goiás mantém a política de Cota Zero para o transporte rodoviário de pescado nativo capturado nas modalidades abrangidas pela regulamentação.

A política tem duração de quatro anos, conforme a instrução normativa publicada em maio de 2026.

Fora do defeso, o pescador pode capturar e consumir até 5 quilos de pescado no próprio local da pescaria, respeitados os limites e as condições legais.

A permissão não autoriza levar peixes nativos para casa.

A norma prevê tratamento específico para determinadas espécies exóticas, alóctones e híbridas, cuja captura e transporte podem ser autorizados conforme a lista oficial.

  • Pesca ilegal: polícia e Semad apreendem uma tonelada de peixes em Aragarças
  • Multas por pesca ilegal no Araguaia chegam a R$ 174 mil em um mês
  • Homem é preso com 105 kg de peixe em Niquelândia durante a Piracema

Peixe vendido em supermercado continua permitido?

O defeso não representa uma proibição geral da comercialização de pescado.

Peixes provenientes de estabelecimentos de aquicultura devidamente autorizados ou licenciados podem ser transportados, armazenados e comercializados mediante comprovação de origem.

A legislação também exige documentação para o trânsito de pescado. No caso de produtos adquiridos no comércio, a origem deve ser comprovada por nota fiscal eletrônica.

Para o consumidor, a principal diferença está na procedência do produto e na legalidade da atividade que originou sua captura ou produção.

  • Fiscalização apreende mais de 540 kg de peixe durante a Piracema
  • Quase 650 kg de pescado são apreendidos durante a Piracema em Goiás
  • Fiscalização flagra acampamentos irregulares e pesca ilegal no Rio Araguaia

Por que existe a Piracema?

A Piracema é o fenômeno natural em que diferentes espécies de peixes se deslocam pelos rios em busca de locais adequados para a reprodução.

Durante esse processo, a captura pode comprometer a reprodução e a renovação dos estoques pesqueiros.

O período de defeso foi criado para reduzir a interferência humana nessa etapa do ciclo de vida dos peixes.

Em Goiás, a medida abrange três grandes sistemas hidrográficos e busca proteger espécies nativas que dependem dos rios e de seus afluentes para se reproduzir.

As regras permanecem em vigor até 28 de fevereiro de 2027. A pesca fora das hipóteses autorizadas durante esse intervalo poderá resultar em fiscalização e aplicação das penalidades previstas na legislação ambiental.

Para mais detalhes e apuração completa, consulte a fonte da notícia.

Veja também: Universidade em Anápolis busca voluntários para simular pacientes em aulas de Medicina; veja como participar

Avatar photo

Redação Foco Goiás