Além disso, as ações penais que ainda aguardavam julgamento pelo Tribunal do Júri em Goiás estavam em tramitação havia, em média, 932 dias em 31 de julho de 2026, segundo o Painel de Estatísticas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Dessa forma, O período corresponde a aproximadamente dois anos e sete meses. Com isso, O Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) informou que é a priemira vez na história que o o indicador ficou abaixo de mil dias.
Nesse sentido, em setembro, um juiz auxiliar da Presidência afirmou que a média havia caído de mais de 2 mil para 932 dias. O tribunal, porém, não indicou a data-base do número anterior.
Portanto, O indicador mede há quanto tempo tramitam as ações que continuam pendentes, desde o início de cada processo até a data de referência. Em seguida, O CNJ desconta os períodos em que os casos ficaram suspensos, sobrestados ou em arquivamento provisório. Por isso, a média não significa que todos os julgamentos sejam concluídos em 932 dias. De acordo com as apurações, O cálculo também não começa na data do crime e não corresponde ao tempo médio dos processos já encerrados.
Comparação nacional
Por outro lado, A referência nacional mais recente localizada é de agosto de 2025. Vale destacar que naquele mês, o CNJ informou que as ações pendentes de julgamento pelo Tribunal do Júri levavam, em média, seis anos e dez meses. Das 207.412 ações pendentes no país, 96.550 aguardavam julgamento havia mais de cinco anos — cerca de 46,6%.
No primeiro semestre de 2026, o número de ações pendentes no país continuava acima de 200 mil, segundo o CNJ. Como a média nacional divulgada é de 2025 e o dado de Goiás tem data-base de julho de 2026, os números servem como contexto, mas não permitem definir a posição atual do estado em um ranking nacional
Estoque de processos caiu
O estoque de ações penais de competência do Tribunal do Júri em Goiás passou de 10.239 processos em 2020 para 4.423 em 2026, uma redução de 5.816 ações, ou 56,8%, segundo o TJGO.
A série divulgada pelo tribunal registra 9.118 processos em 2021, 7.803 em 2022, 6.562 em 2023 e 5.225 em 2024. Os números mostram a redução do estoque, mas não representam uma série histórica do tempo médio de tramitação.
Entre 1º de fevereiro de 2025 e 28 de setembro de 2026, o programa Pró-Júri realizou 2.014 julgamentos, de 2.393 sessões pautadas. A taxa de realização foi de 84,2%, com média de 101 júris concluídos por mês, conforme dados divulgados pelo TJGO.
Caso Davi Sebba levou 14 anos
O julgamento dos acusados pela morte do advogado Davi Sebba Ramalho mostra que alguns processos percorrem caminhos muito mais longos que a média. Sebba foi morto em Goiânia em 5 de julho de 2012. Em 2 de outubro de 2026, dois dos três acusados foram condenados pelo Tribunal do Júri, e o terceiro foi absolvido.
O processo passou por decisões e recursos. Em 2017, dois acusados foram absolvidos, enquanto outro foi enviado a júri por homicídio simples. Recursos da acusação levaram a novas decisões em 2022 e 2023, quando os três passaram a responder perante o Tribunal do Júri. O intervalo de 14 anos é contado desde o crime e não pode ser comparado diretamente aos 932 dias do indicador, que considera ações pendentes a partir do início do processo.
CNJ registra casos prescritos
Em informação divulgada em setembro de 2026, o CNJ afirmou que 2.107 ações de competência do Tribunal do Júri no Brasil haviam sido extintas por prescrição naquele ano. A prescrição ocorre quando o Estado perde o direito de punir devido ao tempo transcorrido, conforme os prazos previstos em lei.
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Para mais detalhes e apuração completa, consulte a fonte da notícia.
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