Passaporte brasileiro abre portas para 169 destinos sem visto em ranking global de 2025

O passaporte brasileiro ocupa a 19ª posição no Henley Passport Index de 2025, permitindo acesso sem visto a 169 destinos em diversos continentes. Essa classificação, divulgada em novembro, reflete acordos diplomáticos recentes que beneficiam turistas e viajantes a negócios. O índice, elaborado pela consultoria Henley & Partners com dados da IATA, avalia 199 passaportes e 227 territórios globais.

Países europeus como Alemanha, Espanha e França integram a lista de facilidades, ao lado de nações sul-americanas do Mercosul. A atualização destaca o avanço do documento brasileiro, empatado com o argentino.

  • Principais regiões acessíveis: Europa (Schengen), América do Sul, Ásia e África.
  • Líderes do ranking: Singapura com 195 destinos, seguido por Japão e Coreia do Sul com 194.
  • Países com restrições: EUA, Canadá e Austrália mantêm exigência de visto prévio.

Brasileiros planejam roteiros com menos burocracia graças a essas isenções.

Evolução do ranking global de passaportes

O Henley Passport Index registra uma melhoria constante para o passaporte brasileiro nos últimos anos. Em 2024, o acesso era a 167 destinos, com ganho de dois novos em 2025 devido a negociações bilaterais.

Essa posição em 19º lugar coloca o Brasil à frente de nações como China e Índia, mas atrás de líderes europeus.

O índice considera não apenas isenções totais, mas também vistos eletrônicos e na chegada, ampliando as opções para viajantes.

Destinos europeus sem barreiras para brasileiros

A Europa representa um dos blocos mais atrativos para portadores do passaporte brasileiro, com entrada sem visto em 26 países da área Schengen.

Alemanha, França e Itália recebem visitantes por até 90 dias sem formalidades extras.

Passaporte Polícia Federal
Passaporte Polícia Federal – Foto: PF divulgação

Portugal e Espanha, com laços históricos, facilitam estadias de até três meses.

  • Requisitos comuns: passaporte válido por seis meses e comprovante de meios financeiros.
  • Duração máxima: 90 dias em 180 para o bloco Schengen.
  • Exceções: Reino Unido exige ETA desde janeiro de 2025, processo online simples.

Essas regras vigoram desde acordos de 2019, atualizados anualmente.

Facilidades na América do Sul e Caribe

Países vizinhos dispensam visto e, em muitos casos, aceitam RG em substituição ao passaporte.

Argentina e Uruguai permitem entrada imediata para turismo por 90 dias.

Chile e Paraguai seguem o mesmo padrão, promovendo integração regional via Mercosul.

No Caribe, destinos como Bahamas e Jamaica oferecem acesso direto sem taxas adicionais.

  • Mercosul: entrada com RG para sete nações.
  • Caribe: até 30 dias em ilhas como Aruba e Curaçao.
  • Vantagens: proximidade e custos aéreos reduzidos.

Essas isenções fortalecem o turismo bilateral desde os anos 1990.

Oportunidades asiáticas e africanas acessíveis

Oportunidades na Ásia para viajantes brasileiros

A Ásia surge como polo de crescimento em acessos sem visto, com adições recentes como China desde junho de 2025.

Japão e Coreia do Sul recebem brasileiros por 90 dias, focando em turismo cultural. Tailândia e Emirados Árabes Unidos estendem isenções para 30 dias.

Esses destinos combinam modernidade e tradições, atraindo milhões anualmente.

  • China: limite de 30 dias para turismo.
  • Indonésia: 30 dias com extensão possível.
  • Filipinas: 30 dias sem custos extras.

Acordos bilaterais impulsionam essas facilidades nos últimos dois anos.

A África oferece opções variadas, com África do Sul e Marrocos permitindo 90 dias sem visto.

Egito e Tunísia facilitam entradas para explorações históricas.

  • África do Sul: 90 dias para safáris.
  • Marrocos: 90 dias em rotas costeiras.
  • Botsuana: 90 dias para parques nacionais.

Essas nações atualizam políticas para atrair visitantes sul-americanos.

Países que ainda demandam visto prévio

Estados Unidos e Canadá mantêm exigências rigorosas para brasileiros, com processos consulares demorados.

Austrália e Índia seguem o mesmo caminho, priorizando controles migratórios.

México requer visto para estadias além de sete dias.

Essas restrições afetam cerca de 58 destinos globais.

  • EUA: ESTA não aplicável a brasileiros.
  • Canadá: eTA para voos, mas visto obrigatório.
  • Austrália: ETA disponível, mas visto principal exigido.

Verificações prévias evitam contratempos em aeroportos.

Dicas práticas para viagens sem complicações

Portadores de passaporte brasileiro devem renovar o documento com antecedência mínima de seis meses.

Comprovantes de vacinação e seguro viagem são recomendados para certos roteiros.

Autoridades imigratórias podem solicitar reservas de hotel e retorno.

Uma verificação no site do Itamaraty atualiza regras por destino.

  • Documentos essenciais: passaporte, RG e comprovante financeiro.
  • Apps úteis: IATA Travel Centre para consultas rápidas.
  • Alertas: mudanças ocorrem com frequência diplomática.

Essas medidas garantem entradas fluidas desde 2023.

Comparação com passaportes regionais

O passaporte brasileiro supera o de muitos vizinhos sul-americanos em acessos globais.

Argentina empata em 169 destinos, enquanto Chile alcança 175.

México fica atrás com 159, influenciado por políticas norte-americanas.

Essa paridade reflete negociações coletivas na OEA.

Fatores como estabilidade econômica impactam essas classificações anualmente.

Países asiáticos como Índia registram 62 acessos, contrastando com os 169 brasileiros.

Requisitos adicionais em destinos isentos

Mesmo sem visto, alguns países impõem autorizações eletrônicas para agilizar controles.

Coreia do Sul exige K-ETA, aprovada em 72 horas online.

Nova Zelândia requer NZeTA, custo de cerca de 12 dólares neozelandeses.

Esses sistemas operam desde 2019, simplificando fluxos.

Passageiros devem preencher formulários digitais antes do embarque.

Verificação de bagagem e saúde complementa os procedimentos na chegada.

Perspectivas de mobilidade global em 2025

O Henley Passport Index projeta mais isenções para 2026, com foco em Ásia e África.

Brasil negocia expansões com nações do Brics para turismo sustentável.

Tecnologias como biometria aceleram aprovações em fronteiras.

Essas tendências beneficiam 200 milhões de brasileiros em potencial.

Atualizações trimestrais mantêm o ranking dinâmico.