Segunda-feira, 26 de outubro de 2026
Goiás

‘As meninas tinham o pai como herói’, diz viúva de agricultor morto a mando do próprio pai

morto a mando

Sobre o tema envolvendo morto a mando, além disso, treze anos de casamento, três filhas e uma rotina construída em torno da família. É assim que a viúva de Thaliton Machado prefere lembrar do marido, morto, segundo a Polícia Civil, por um crime encomendado pelo próprio pai. Dessa forma, para ela, a maior herança deixada por Thaliton não foi material, mas a lembrança de um homem que vivia para a esposa, para as filhas e para ajudar quem estivesse ao seu redor.

Com isso, O agricultor de 29 anos foi morto a tiros em 23 de janeiro deste ano, na chácara em que morava com a esposa e as três filhas. Nesse sentido, A Polícia Civil investigou o crime por seis meses e descobriu que o próprio pai, Ozanan Ricardo Machado, contratou o cunhado, por R$ 15 mil, para invadir a propriedade do filho durante a noite noite e o assassinar na horta. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a morto a mando continuam sendo acompanhados com atenção.

Portanto, ozanan, a esposa Simone Silva Viana e o irmão dela, Wanderson da Silva Sousa, estão presos. Em seguida, A motivação, segundo a polícia: Ozanan não pagou uma dívida de R$ 50 mil com o filho e não queria ser denunciado por Thaliton pela morte da companheira há 20 anos, em Pires do Rio.

Contexto e detalhes sobre morto a mando

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De acordo com as apurações, esposa de Thaliton durante 13 anos, a viúva Kezia Ramalho dos Santos afirma que ainda tenta compreender como um homem que considerava incapaz de fazer mal a alguém teve um fim tão violento. “Ele era incrível, tinha um coração enorme. Por outro lado, gostava muito de ajudar as pessoas sem precisar de nada em troca”, contou.

morto a mando
Pai é preso acusado de mandar matar o filho em Trindade por cobrar dívida de R$ 50 mil (Foto: Polícia Civil)

Vale destacar que segundo ela, a alegria era uma das características mais marcantes do marido. Sendo assim, reuniões com familiares e amigos faziam parte da rotina, quase sempre em volta de um churrasco, ambiente em que, segundo ela, Thaliton fazia questão de reunir as pessoas de quem gostava.

Principais pontos e impactos da decisão

“Ele era sempre alegre, divertido e gostava de reunir amigos e família para fazer churrasco.”

Mas era dentro de casa que ela diz enxergar a maior dimensão da perda. O casal criou três filhas, que hoje convivem com a ausência do pai. “Ele era muito família, muito grudado a mim e às meninas.”

Thaliton Machado foi assassinado a mando do próprio pai, segundo a polícia, em janeiro deste ano para não pagar dívida de R$ 50 mil (Foto: arquivo pessoal)
Thaliton Machado foi assassinado a mando do próprio pai, segundo a polícia, em janeiro deste ano para não pagar dívida de R$ 50 mil (Foto: arquivo pessoal)

Para a esposa, a relação de Thaliton com as filhas ia além do carinho. Ela afirma que ele fazia questão de participar da rotina das crianças e demonstrava esse afeto em gestos cotidianos.

“Era um super pai, apaixonado pelas filhas. Dava tudo por elas, fazia todas as vontades e mimava muito. As meninas tinham o pai como um herói”.

A viúva também lembra que o marido conquistava facilmente a confiança das pessoas. Segundo ela, sua forma de tratar os outros fazia com que fosse bem recebido em qualquer lugar.

Irmão conta que Thaliton Machado era um pai presente e dedicado à criação das três filhas (Foto: arquivo pessoa)
Irmão conta que Thaliton Machado era um pai presente e dedicado à criação das três filhas (Foto: arquivo pessoa)

“Onde ele chegava, contagiava as pessoas. Elas sentiam uma energia dele surreal. Ele sabia chegar e sair sem criar conflitos com ninguém.”

Ao recordar o casamento, ela resume a convivência como uma história construída com cumplicidade e respeito. “Ele foi um marido muito bom para mim. A gente estava junto havia 13 anos. Foi uma história muito linda que construímos.”

Ao fim da entrevista, a viúva resume em poucas palavras o sentimento que ainda carrega desde o crime. “Ele era humilde e não merecia ter esse fim trágico, como teve, infelizmente.”

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Redação Foco Goiás