Sobre o tema envolvendo R 281, além disso, dez pessoas tiveram a prisão decretada e R$ 28,1 milhões foram bloqueados pela Justiça na segunda fase da Operação Cifra Vermelha, deflagrada nesta quinta-feira (10/9) pelo Ministério Público de Goiás (MPGO) contra um braço financeiro do Comando Vermelho com atuação em Goiás e no Rio de Janeiro. Dessa forma, as ações ocorrem em Goiânia, Aparecida de Goiânia, Palmeiras de Goiás e Presidente Olegário (MG). Com isso, somadas as duas fases, o valor sequestrado pela Justiça ultrapassa R$ 56,9 milhões.
Nesse sentido, segundo o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), responsável pela investigação, o grupo utilizava empresas de fachada para ocultar dinheiro obtido principalmente com o tráfico de drogas. Portanto, O uso de empresas para dar aparência legal a recursos do tráfico também foi relatado em uma investigação anterior sobre a célula financeira do Comando Vermelho em Goiás. Em seguida, também eram usadas contas bancárias abertas em nome de adolescentes para receber e movimentar valores ligados à venda de entorpecentes. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a R 281 continuam sendo acompanhados com atenção.
A investigação aponta que traficantes eram orientados por integrantes da organização criminosa a depositar o dinheiro das negociações nas contas das empresas fictícias e de pessoas usadas como “laranjas”. A prática, conforme o MPGO, permitia esconder a origem dos recursos e dificultar o rastreamento do dinheiro. Esse ponto reforça a repercussão gerada em torno de R 281 nos últimos dias.

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R 281: Lideranças se esconderam no Rio de Janeiro
Ainda de acordo com o Gaeco, o casal apontado como líder do grupo deixou Goiás após a primeira fase da Operação Cifra Vermelha e se escondeu em uma comunidade do Rio de Janeiro sob influência territorial do Comando Vermelho.
Os dois foram presos três meses depois e atualmente respondem a uma ação penal apresentada pelo MPGO. A nova etapa da operação mira outras pessoas ligadas às lideranças, que, segundo a investigação, também participavam da ocultação de valores provenientes do tráfico e mantinham vínculos com a facção nos dois estados.
Primeira fase teve 11 denunciados
Na primeira fase da operação, 11 pessoas foram denunciadas pelo MPGO/Gaeco pelos crimes de integração a organização criminosa, lavagem de dinheiro e falsidade documental.
Com a deflagração da segunda fase, o Ministério Público informou que novas denúncias deverão ser apresentadas à Justiça.
Para cumprir os mandados, a operação contou com promotores e servidores do MPGO, além do apoio da Polícia Militar e da Polícia Penal de Goiás e do Gaeco do Ministério Público de Minas Gerais.
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