Via O Globo – O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) orientou que o uso de dispositivos que gravam imagens ou possuem recursos de comunicação, como óculos inteligentes (smart glasses), é proibido na cabine de votação para garantir o sigilo do voto nas Eleições de 2026. Além disso, A decisão se baseia no artigo 91-A da Lei 9.504/1997, que veda portar aparelhos celulares, máquinas fotográficas e filmadoras dentro das cabines.
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Dessa forma, óculos inteligentes acoplados com Inteligência Artificial, como o Meta Glasses, ganharam popularidade com o aval de influenciadoras como Kylie Jenner, que se tornou garota-propaganda da nova linha de produtos lançados neste ano. Com isso, os acessórios, que podem ser de grau ou não, com lente escura ou transparente, giram em torno de R$ 4 mil.
Entre as funcionalidades, estão gravar vídeo, fotografar e tocar música, tudo acoplado a ferramentas de IA e à internet, que permitem, por exemplo, tradução automática, graças a fones de ouvidos acoplados.
Contexto e detalhes sobre Óculos inteligentes
O primeiro turno das eleições está marcado para o próximo domingo, dia 4. Segundo Resolução TSE nº 23.751/2026, que estabelece as normas gerais para as eleições, o eleitor não pode levar para a cabine celular, câmera, filmadora, equipamento de radiocomunicação ou qualquer outro aparelho que possa comprometer o sigilo do voto, mesmo que esteja desligado.
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Em uma notícia publicada nesta semana, o órgão esclareceu que a norma inclui também “máquinas fotográficas, filmadoras, óculos inteligentes que gravam imagens, relógios e pulseiras conectados, câmeras corporais, microcâmeras e equipamentos de radiocomunicação. Também vale para objetos e acessórios, como canetas, chaveiros, bonés, chapéus e broches, que contenham câmera, microfone ou recurso de comunicação.”
A medida vale para tribunais regionais de todos os estados.
Nas eleições de 2024, um vereador de Ourilândia do Norte, no Pará, teve o diploma cassado por um esquema de compra de votos vinculado ao uso de óculos inteligentes. Segundo o Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE-PA), Edivaldo Borges Gomes, conhecido como Irmão Edivaldo (MDB), comrpou votos por até R$ 200 e coagiu eleitores a irem às urnas usando um “óculos-espião” para comprovar que tinham votado no vereador.
Para mais detalhes e apuração completa, consulte a fonte da notícia.
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