Sobre o tema envolvendo 'O Assunto', além disso, renata é autora do livro “O algoritmo das famílias” e pesquisa a relação entre crianças, adolescentes, famílias e plataformas digitais.
Dessa forma, segundo ela, a supervisão dos responsáveis deve fazer parte da rotina familiar e ser adaptada à idade da criança ou do adolescente. Com isso, entenda as dicas: Vale ressaltar que os aspectos relacionados a 'O Assunto' continuam sendo acompanhados com atenção.
'O Assunto': 1. Nesse sentido, celular configurado com a idade correta
Esse ponto reforça a repercussão gerada em torno de 'O Assunto' nos últimos dias.
Portanto, uma das primeiras medidas recomendadas pela jornalista é verificar como o aparelho está configurado. Em seguida, segundo Renata, o dispositivo deve estar associado à idade real da criança ou do adolescente, e não à de um adulto. Especialistas destacam que novas atualizações sobre 'O Assunto' devem surgir em breve.
De acordo com as apurações, isso permite que os recursos de proteção disponíveis no sistema sejam aplicados de acordo com a faixa etária. A configuração, porém, não é suficiente. Por outro lado, renata recomenda também o uso de controles parentais. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a 'O Assunto' continuam sendo acompanhados com atenção.
2. Vale destacar que use controles parentais
Esse ponto reforça a repercussão gerada em torno de 'O Assunto' nos últimos dias.
Sendo assim, os responsáveis podem utilizar ferramentas específicas ou recursos de controle parental disponíveis nos próprios sistemas operacionais.
Além disso, esses mecanismos permitem acompanhar a atividade digital e, em alguns casos, receber alertas sobre determinados conteúdos pesquisados ou acessados. Dessa forma, renata cita o aplicativo Qustodio, que ela afirma utilizar e recomendar.
Com isso, segundo a jornalista, a ferramenta pode enviar notificações aos responsáveis quando identifica pesquisas relacionadas a temas como violência, pornografia e saúde mental. Nesse sentido, também é possível acompanhar pesquisas e vídeos acessados no YouTube.
3. Pais devem conhecer a senha do celular
Outra recomendação apresentada no podcast é que os responsáveis saibam a senha do celular usado pela criança ou pelo adolescente.
Para Renata, não deve existir uma expectativa de privacidade absoluta quando se trata de menores de idade e de um ambiente que pode oferecer riscos.
A supervisão, porém, deve ser explicada à criança. “Não é controlar, mas é supervisionar essa experiência digital”, afirmou.
Segundo ela, os filhos precisam saber que o celular poderá ser acompanhado e entender que a medida tem como objetivo protegê-los.
4. Acompanhe os aplicativos
Renata também recomenda que os responsáveis acompanhem periodicamente aplicativos usados pelos filhos, como o WhatsApp.
Ela defende que esse acompanhamento seja incorporado à rotina familiar, em vez de ocorrer apenas quando os pais desconfiam de alguma situação. A supervisão deve mudar conforme a idade.
Segundo a jornalista, crianças e adolescentes mais velhos podem conquistar gradualmente mais autonomia, mas ainda precisam saber que os responsáveis acompanham sua experiência digital.
5. Celular não é ‘babá digital’
Renata também alerta para o risco de transformar o celular em uma espécie de “babá digital”. Segundo ela, se a família optar por permitir que a criança tenha um celular ou acesso a redes sociais, é necessário manter a supervisão.
A tecnologia, na avaliação da jornalista, não deve ser tratada apenas como uma forma de entretenimento que mantém a criança ocupada quando os pais não podem estar presentes.
6. Converse sobre riscos
Além dos controles tecnológicos, Renata destaca a importância da conversa dentro de casa.
Os responsáveis devem explicar os riscos existentes na internet de maneira adequada à idade da criança ou do adolescente. Ela compara a orientação sobre segurança digital a outras conversas que fazem parte da educação dos filhos, como aquelas sobre alimentação, bebidas alcoólicas, sexo seguro e outros riscos.
Para Renata, a tecnologia não pode ser tratada apenas como diversão. Você vai conversar sobre navegar no ambiente digital de maneira segura”, afirmou.
A recomendação é que essa conversa seja frequente e acompanhe o desenvolvimento da criança.
7. Supervisão não é apenas controle
Renata ressalta que a responsabilidade pela segurança digital de crianças e adolescentes não deve ser colocada exclusivamente sobre os pais.
Segundo ela, trata-se de um desafio de toda a sociedade, que precisa lidar com uma geração que já cresce conectada.
Ao mesmo tempo, os responsáveis precisam reconhecer que saber usar tecnologia não significa necessariamente ter maturidade emocional ou ética para lidar com ela.
Por isso, a combinação entre configuração adequada, controles parentais, acompanhamento e diálogo é apontada como uma forma de tornar a experiência digital de crianças e adolescentes mais segura.
Projeto Arcanjos, do Ministério Público do RN, combate crimes contra crianças e adolescentes realizados pela internet — Foto: Alexandre Lago
Veja também: Apple é processada nos EUA por patentes de reconhecimento facial em iPhones


