Sobre o tema envolvendo “Não tem cara”, além disso, O Outubro Verde reforça, ao longo deste mês, a importância da prevenção, da testagem e do tratamento da sífilis, além dos cuidados para evitar a transmissão da gestante para o bebê. Dessa forma, A infecção pode atingir pessoas de diferentes perfis, inclusive aquelas que acreditam não estar expostas ao risco. “Não só a sífilis, como todas as outras infecções sexualmente transmissíveis não têm cara, não têm aparência”, alerta Ana Paula Vieira de Deus, coordenadora de Apoio Estratégico em Atenção às IST e Agravos Transmissíveis da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO).
Com isso, ela destaca que o uso de preservativos, o diagnóstico precoce e o tratamento das parcerias sexuais são fundamentais para conter a transmissão. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a “Não tem cara” continuam sendo acompanhados com atenção.
Nesse sentido, dados parciais da SES-GO apontam 7.783 casos de sífilis em Goiás em 2026. Portanto, os homens representam 62,89% das notificações. Em seguida, em Goiânia, foram registrados 4.636 casos em 2025 e mais de 2,6 mil nos primeiros meses deste ano. De acordo com as apurações, A faixa etária de 20 a 29 anos concentra o maior número de diagnósticos, seguida pela população de 30 a 39 anos. Esse ponto reforça a repercussão gerada em torno de “Não tem cara” nos últimos dias.
Por outro lado, causada por uma bactéria, a sífilis pode ser curada com o tratamento adequado. A cura, porém, não gera imunidade, e uma pessoa pode contrair a infecção novamente. Por isso, os cuidados preventivos continuam sendo necessários mesmo após a recuperação.
“A pessoa pode se infectar por mais de uma vez, mesmo com o tratamento efetivo”, explica Ana Paula. Vale destacar que segundo ela, enfrentar a doença exige mais do que identificar os casos: é preciso garantir que os pacientes recebam a medicação indicada, concluam o tratamento e tenham acompanhamento pelos serviços de saúde.
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“Não tem cara”: Sífilis na gestação exige atenção redobrada
O uso de preservativos continua sendo uma das medidas de prevenção contra a sífilis e outras ISTs. A realização de testes, por sua vez, permite identificar infecções e iniciar o tratamento oportunamente.
Durante a gravidez, a sífilis requer cuidados especiais devido ao risco de transmissão da bactéria da gestante para o bebê. A infecção pode provocar consequências graves, incluindo aborto, e exige diagnóstico precoce, tratamento adequado e acompanhamento durante o pré-natal.
“A sífilis, já na gestação, exige uma atenção redobrada, porque aqui a gente está falando do risco enorme de transmissão da mãe para o bebê”, alerta Ana Paula.
O pré-natal é uma oportunidade fundamental para identificar a infecção e iniciar o tratamento o quanto antes. A coordenadora ressalta que as parcerias sexuais também precisam ser avaliadas e tratadas, conforme a orientação dos profissionais de saúde, para reduzir o risco de reinfecção durante a gravidez.
O acompanhamento deve considerar as necessidades de cada gestante e garantir que o tratamento seja realizado de maneira adequada. A testagem durante o pré-natal permite identificar a infecção e tomar as medidas necessárias para proteger a saúde da mulher e do bebê.

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Testagem
A disponibilidade de testes rápidos nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) facilita o acesso ao diagnóstico. Ainda assim, a oferta do exame precisa ser acompanhada de informação e conscientização sobre as formas de prevenção.
Para a coordenadora da SES-GO, parte do desafio está na percepção equivocada de que as ISTs atingem apenas determinados grupos. Ela também aponta a banalização do uso de preservativos, os mitos sobre essas infecções e a falta de conhecimento como fatores que dificultam a prevenção.
A sífilis pode ser identificada por meio de testes e tratada com acompanhamento profissional. Por isso, quem teve uma possível exposição deve procurar uma unidade de saúde para receber orientação e avaliar a necessidade de testagem. Não é necessário esperar o aparecimento de sinais para buscar atendimento.

Prevenção precisa vir antes da infecção
A SES-GO defende que as ações de prevenção sejam acompanhadas de acesso ao diagnóstico e ao tratamento. Para Ana Paula, o aumento dos registros também precisa ser analisado considerando a ampliação da testagem, sem atribuir a ela, isoladamente, a ocorrência de mais casos.
A coordenadora reforça que os serviços de saúde devem aproveitar as oportunidades de atendimento para oferecer testes e orientar a população sobre as ISTs. Quando a infecção é identificada, o cuidado deve continuar até que o tratamento e o acompanhamento necessários sejam concluídos.
“Nosso compromisso, como Secretaria de Estado da Saúde, é garantir que a prevenção chegue antes da infecção e que, quando identificada, o diagnóstico e o tratamento aconteçam o mais cedo possível”, afirma.
A orientação é que pessoas que nunca fizeram o teste rápido procurem uma unidade de saúde para receber informações e realizar a testagem. O uso de preservativos e a busca por atendimento diante de uma possível exposição também fazem parte dos cuidados recomendados.
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