Sobre o tema envolvendo fisioterapeuta em Goiânia, “Ela me mutilou. Além disso, meu órgão foi cortado e queimado. Dessa forma, eu não sei o que vai ser da minha vida agora para frente”.
É assim que uma das mulheres que afirma ter sido vítima da fisioterapeuta Magda Oliveira da Silva descreve o que ficou depois de um procedimento estético realizado em Goiânia. Com isso, segundo ela, o que havia sido apresentado como uma intervenção simples e sem riscos terminou em um corte profundo, queimadura de 3º grau, infecção e necrose. Nesse sentido, ela disse que foi a primeira vítima a registrar boletim de ocorrência na Polícia Civil. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a fisioterapeuta em Goiânia continuam sendo acompanhados com atenção.
Portanto, A mulher de 29 anos, que é casada e tem dois filhos, afirma que continua em tratamento e pode precisar passar por uma cirurgia plástica de reconstrução na região íntima. Em seguida, os médicos, segundo o relato, ainda não conseguem garantir que ela vai recuperar a sensibilidade na região afetada.
Contexto e detalhes sobre fisioterapeuta em Goiânia
De acordo com as apurações, segundo a vítima, o contato com a Magda aconteceu por indicação de uma pessoa que acompanhava o trabalho da fisioterapeuta pelas redes sociais. Por outro lado, ela conta que viu publicações sobre os procedimentos e decidiu marcar o atendimento. Vale destacar que O que não aparecia, segundo ela, era o resultado do pós-procedimento.
“Ela sempre postava o que fazia, mas não postava o pós-procedimento. Sendo assim, nós conversamos e, de um dia para o outro, marcamos o procedimento”, relata.
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Principais pontos e impactos da decisão
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Além disso, de acordo com a mulher, antes do atendimento, Magda teria afirmado que o procedimento era simples e que não oferecia riscos.
“Ela sempre falava que era simples e não havia risco, que não precisaria de repouso porque não teria corte nem sangramento. Dessa forma, só que, infelizmente, não foi o que aconteceu”, afirma.
Com isso, A vítima diz que percebeu problemas ainda durante o procedimento. Nesse sentido, segundo ela, houve corte e sangramento e a fisioterapeuta não teria adotado cuidados básicos de proteção.

“Ela fez o procedimento sem luva, sem máscara e sem roupa adequada. Portanto, quando eu vi que tinha acontecido um corte grande, percebi que estava errado o que ela tinha feito”, conta.
Após procurar a fisioterapeuta, a mulher afirma que recebeu a orientação para manter a calma, tomar os medicamentos fornecidos por ela e usar uma pomada. No entanto, diante do aumento do inchaço e da dor, decidiu procurar um médico no dia seguinte.
“Eu não consegui dormir. Fui para o médico e ele disse que eu corria risco de ter uma infecção generalizada”, relata.
Segundo a vítima, o médico informou que já não seria possível fazer pontos no local porque havia passado o período adequado para a sutura. Ela então iniciou um tratamento com medicamentos para combater e evitar uma infecção mais forte.
Mesmo assim, a região teria infeccionado e evoluído para necrose. A mulher precisou ser encaminhada para outro hospital e permanece em acompanhamento médico contínuo.

“Era muita dor, muito inchaço. Foi muito difícil. Eu faço acompanhamento até hoje com o médico que está me tratando. Foi um corte grande e uma queimadura de terceiro grau. Os médicos ainda não me deram esperança de ter sensibilidade na região e de ter uma vida normal”, diz.
Após a cicatrização, a vítima conta que vai precisar passar por uma cirurgia plástica para reconstrução da região. Ela afirma, porém, que não possui condições financeiras para arcar com o procedimento.
Além das consequências físicas, a mulher diz que também passou a enfrentar dificuldades emocionais. Ela conta que precisou procurar acompanhamento psicológico e que ainda sofre ao lembrar do que aconteceu.
“Estou emocionalmente abalada. Só de pensar no que aconteceu, já me dá gatilhos”, afirma.
A vítima também diz que outras mulheres passaram por situações semelhantes, mas não procuraram a polícia. Segundo ela, algumas teriam medo da repercussão dos relatos e das reações de pessoas que defendem o trabalho da fisioterapeuta nas redes sociais.
“Tem mais vítimas que têm medo e não registraram ocorrência porque veem os comentários das pessoas, que acham o que ela faz certo, e têm medo dela”, relata.
Agora, enquanto segue em tratamento, ela diz não saber quais serão as consequências permanentes da lesão.
“Eu não sei o que vai ser da minha vida agora para frente. É uma região muito difícil de mexer. Tem que ser um especialista em região íntima”, afirma.
Relembre o caso
A fisioterapeuta Magda Oliveira da Silva foi presa em Goiânia suspeita de realizar procedimentos estéticos que teriam causado lesões e deformidades em pacientes. Segundo a investigação, ao menos sete pessoas teriam sido vítimas dos procedimentos.
A prisão ocorreu após denúncias de pacientes que relataram complicações após os atendimentos. As investigações da Polícia Civil apontam que os procedimentos eram realizados em condições inadequadas e sem os cuidados necessários de segurança e higiene.
Magda é investigada pelas lesões provocadas nas pacientes. Os processos contra ela estão em sigilo de Justiça.
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