José Mourinho, atual técnico do Real Madrid, continua a fornecer esclarecimentos sobre sua posição anterior em relação ao caso de racismo envolvendo o jogador brasileiro Vini Jr. e Prestianni. O treinador português sentiu a necessidade de detalhar por que se opôs a Vini na época do incidente, ocorrido em 19 de agosto de 2026.
Em uma entrevista concedida ao programa de televisão El Chiringuito, Mourinho afirmou: “Se Prestianni fosse meu atleta, eu estaria ao lado dele, não haveria discussão. Vini agora compreende minha posição e sabe que pode contar com meu apoio constante.”
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O episódio ocorreu em fevereiro de 2026, durante uma partida da Champions League, quando Mourinho estava à frente do Benfica. Após Vini Jr. marcar um gol espetacular, ele alegou ter sido alvo de ofensas racistas por parte de Prestianni, do Benfica, acompanhadas de um gesto com as mãos na boca. Este incidente levou à criação da “Lei Vini Jr.”, enquanto Mourinho, na ocasião, criticou a “celebração provocativa” do atacante, que posteriormente foi punido pela Uefa.
José Mourinho, sobre ter defendido Prestianni no episódio com Vini Jr:
“Prestianni era um jogador meu. Foi muito simples. Prestianni era meu jogador. Ponto. Não tem mais discussão. Se o Prestianni é meu jogador, podem vir 20 jogadores que estou com ele. Não tem história.”… pic.twitter.com/qnvim3jw4y
— Planeta do Futebol 🌎 (@futebol_info) August 19, 2026
Apesar das críticas sobre as celebrações, o técnico português também expressou apoio ao comportamento geral de Vini Jr., tema de debate na Europa. No entanto, ele reiterou sua discordância quanto à maneira como o brasileiro festeja seus gols em certas ocasiões.
Mourinho pontuou que “as pessoas devem aprender a lidar com ele. E isso inclui os árbitros. Vinicius é um jogador como qualquer outro. Não se pode marcar um pênalti por ser ele e não marcar se for outro. Não se pode proteger Mourinho e não proteger Vinicius. As pessoas precisam vê-lo como enxergam qualquer outro atleta. Ele é superior aos demais… Na minha visão, não o respeitam adequadamente.”
Finalizando suas declarações, Mourinho disse: “Quanto aos estádios, concordo plenamente. Queria abordar este ponto também. Para mim, comemorar um gol com a própria torcida é uma coisa; festejar diante da torcida adversária é outra. É possível encontrar um ponto de equilíbrio nisso.”

