Moraes afirma que relatório da PF sobre supostas mensagens com Vorcaro teve “auxílio estrangeiro” e buscou interferir nas eleições de 2026
Sobre o tema envolvendo órgão estrangeiro, 15/09/2026 00:45
Além disso, , atualizado 15/09/2026 01:21 Vale ressaltar que os aspectos relacionados a órgão estrangeiro continuam sendo acompanhados com atenção.

Dessa forma, O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que o relatório da Polícia Federal (PF) que aponta supostas trocas de mensagens entre ele e o banqueiro Daniel Vorcaro, apresentado pelo ministro André Mendonça, teria sido produzido com provável “auxílio de órgão estrangeiro”.
Com isso, para Moraes, a iniciativa representa uma “clara tentativa de interferência externa nas eleições brasileiras de 2026”. Esse ponto reforça a repercussão gerada em torno de órgão estrangeiro nos últimos dias.
Nesse sentido, em ofício enviado ao presidente da Corte, Edson Fachin, nessa segunda-feira (14/9), Moraes classificou o relatório da PF como “nulo e imprestável”. Especialistas destacam que novas atualizações sobre órgão estrangeiro devem surgir em breve.
Portanto, O ministro relacionou ainda a suposta tentativa de incriminá-lo à uma “vingança” em detrimento da atuação dele como relator das ações que julgaram integrantes da “organização criminosa que tentou dar um Golpe de Estado e abolir o Estado Democrático de Direito no Brasil”.
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“É imprestável porque houve total quebra da cadeia de custódia, inclusive com relatório não realizado integralmente na Polícia Federal, mas sim com auxílio de órgão externo, provavelmente órgão estrangeiro, demonstrando clara tentativa de interferência externa nas eleições brasileiras de 2026, ao tentar incriminar o Juiz relator das ações julgadas pela Primeira Turma contra a organização criminosa que tentou dar um Golpe de Estado no Brasil, abolindo o Estado Democrático de Direito”, escreveu.
Segundo Moraes, há suspeita de que o afastamento do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, determinado por Mendonça, tenha visado impedir a investigação sobre a origem externa do relatório.
O ministro aponta supostas irregularidades na cadeia de custódia dos dados. O procedimento é responsável por registrar e preservar a trajetória de um vestígio ou evidência, desde a coleta até a análise, para evitar alterações, contaminações ou manipulações.
De acordo com ele, os metadados do arquivo indicariam que a abertura e a finalização do relatório ocorreram no mesmo dia nos computadores da PF. Para Moraes, esse seria um indício de que o documento teria sido produzido previamente fora da corporação e posteriormente inserido nos sistemas da Polícia Federal.
“Os metadados do relatório demostram que a abertura e finalização do relatório foi feita no mesmo dia, ou seja, foi ‘plantado’ nos computadores da PF e não inteiramente produzido por eles. Como se fosse possível produzi-lo em um único dia. Isso demonstra, novamente, o direcionamento ilícito das investigações”, argumentou.
Moraes afirma, ainda, que o relatório contém “inúmeras ilações, mentiras, dados falsos e conclusões absurdas”, além de ter sido elaborado a partir de fragmentos de mensagens selecionados de forma subjetiva. Segundo ele, o material não apontaria qualquer indício de prática de crime por parte do ministro.
“Mesmo com todas as ilegalidades produzidas pelo Ministro André Mendonça, o fato mais importante, entretanto, é que o relatório produzido não encontrou nenhuma prática de infração penal por parte do Ministro Alexandre de Moraes”, sustentou.
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A manifestação, de 44 páginas, foi apresentada em resposta ao pedido de Fachin, que, em 3 de setembro, abriu prazo de cinco dias para que Moraes, Mendonça, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, se manifestassem sobre o caso.
O despacho foi publicado na véspera da sessão plenária extraordinária de terça-feira (15/9), convocada para analisar o caso das mensagens trocadas entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro.
Motivos políticos-eleitorais
No documento, Moraes também defende que a atuação de Mendonça teria tido motivação político-eleitoral. Segundo o ministro, houve direcionamento das investigações para incriminá-lo e atingir também o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, com o objetivo de favorecer determinado grupo político nas eleições de outubro de 2026.
Um dos elementos apontados por Moraes é o momento em que o material teria sido vazado. De acordo com a petição, a divulgação do relatório ocorreu na semana anterior aos atos de 7 de setembro e teria sido planejada para impulsionar os “comícios.”
Moraes também relaciona a inclusão de Alcolumbre nas investigações a uma estratégia para atingir o Senado. Segundo ele, o presidente da Casa seria um alvo relevante por sua influência política e pelo controle da pauta de eventuais pedidos de impeachment contra ministros do Supremo.
“Assim, por motivos políticos-eleitorais, houve direcionamento do magistrado relator para incriminar colega do STF bem como o Presidente do Senado Federal e favorecer determinado grupo político nas eleições de outubro de 2026, inclusive com o vazamento do ilícito “dossiê” que determinou, pelo próprio relator, na semana antecedente ao 7/9, como uma tentativa de impulsionar os comícios de determinado grupo político, reforçado pela gravação de um vídeo nas redes sociais pelo próprio Ministro relator, na véspera dos comícios de 7/9, fato inédito na história do STF”, escreveu.
A petição enquadra ainda a ofensiva como uma tentativa de vingança de aliados de pessoas condenadas pelo STF pelos atos relacionados à tentativa de golpe de Estado. Para Moraes, a estratégia representaria uma mudança no modus operandi adotado após os ataques de 8 de janeiro de 2023.
Para mais detalhes e apuração completa, consulte a fonte da notícia.
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