Segunda-feira, 2 de novembro de 2026
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Milei acusa Brasil, México e democratas dos EUA de financiar ‘campanha anti-Argentina’ – O GLOBO

Milei acusa
Milei acusa Brasil, México e democratas dos EUA de financiar ‘campanha anti-Argentina’ – O GLOBO

Sobre o tema envolvendo Milei acusa,

Presidente argentino passou pelo Brasil no sábado (25), quando recebeu homenagem de Tarcísio de Freitas e participou de lançamento de campanha de Flávio Bolsonaro, onde fez ataques a Lula e Alexandre de Moraes

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O presidente argentino Javier Milei durante convenção que oficializou Flávio Bolsonaro como candidato
O presidente argentino Javier Milei durante convenção que oficializou Flávio Bolsonaro como candidato — Foto: Maria Isabel Oliveira / O Globo

RESUMO

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GERADO EM: 26/07/2026 – 18:10 Esse ponto reforça a repercussão gerada em torno de Milei acusa nos últimos dias.

Tensão Diplomática: Milei Acusa Brasil e EUA de Campanha Anti-Argentina

Com isso, O presidente argentino Javier Milei acusou Brasil, México e o Partido Democrata dos EUA de financiarem uma “campanha anti-Argentina”. Nesse sentido, durante visita ao Brasil, Milei criticou Lula e Alexandre de Moraes em evento do PL, provocando tensão diplomática. Portanto, as acusações, sem provas, sugerem ingerência externa nas questões argentinas, ampliando o atrito entre os países, especialmente após a negativa brasileira à visita de Milei a Jair Bolsonaro. Especialistas destacam que novas atualizações sobre Milei acusa devem surgir em breve.

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De acordo com as apurações, O presidente argentino, Javier Milei, em plena tensão no fim de semana com autoridades brasileiras, acusou, neste domingo (26), os governos do Brasil e do México, além do Partido Democrata dos Estados Unidos de financiar uma “campanha anti-Argentina”.

Por outro lado, as declarações foram uma aparente alusão às críticas dirigidas contra o país e sua seleção, à margem da Copa do Mundo de futebol.

—Quem pôs mais dinheiro nesta campanha anti-Argentina… O governo do Brasil. Vinte e cinco por cento dos recursos saíram do governo do Brasil — afirmou Milei, em entrevista à rádio local Mitre, sem apresentar provas. — E depois vêm me falar de ingerência.

Além disso, Milei acrescentou que esta campanha também foi “financiada pelo México e pelo Partido Democrata dos EUA”, que, segundo o argentino, “são as cabeças progressistas que não querem que as ideias da liberdade funcionem”.

Sem fornecer mais dados para respaldar suas acusações, o presidente argentino disse que os supostos ataques ocorriam porque “se a economia progride e o povo está melhor, têm um problema enorme”.

Milei também acentuou as críticas contra o país vizinho após a negativa que recebeu da justiça brasileira ao seu pedido para visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro (2019-2022), preso por tentar um golpe de Estado em 2022.

— Não me deixaram visitar meu amigo — reclamou Milei, que classificou a prisão do brasileiro como injusta.

No sábado, o presidente argentino foi figura central da convenção do Partido Liberal, em São Paulo, que oficializou a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente, às eleições presidenciais de outubro.

Durante o ato, o ultraliberal se referiu a Lula como “presidiário” e “ladrão” e ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes como “lixo careca”, sem mencioná-los diretamente.

Em resposta, o embaixador do Brasil em Buenos Aires, Julio Bitelli, “foi chamado para consultas (…) em razão das ofensas proferidas” por Milei, informou à AFP um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores brasileiro a respeito desta medida diplomática que um Estado aciona quando considera a relação bilateral afetada.

Em um dos momentos mais tensos nas relações dos dois países vizinhos, sócios do Mercosul, Milei também mencionou a suposta colaboração do governo Lula para apoiar a oposição na passada campanha eleitoral na Argentina.

— Tinha um vizinho que se metia na política da Argentina para tentar distorcer a história a favor dos esquerdistas de merda — disse Milei no sábado, outra vez sem nomear o presidente brasileiro.

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Análises de Thiago Prado, editor de Política e Brasil do GLOBO

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Redação Foco Goiás