Sobre o tema envolvendo Santa Catarina, 
Ondas gigantes, tsunami – GreSiStudio/shutterstock.com Vale ressaltar que os aspectos relacionados a Santa Catarina continuam sendo acompanhados com atenção.
Além disso, um tsunami meteorológico provocado por variações repentinas na pressão atmosférica e ventos fortes atingiu cidades costeiras do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina em 21 de setembro de 2026. Dessa forma, O fenômeno marítimo causou a elevação rápida do nível do mar e arrastou estruturas na orla de praias dos dois estados.
Danos provocados pela força da maré nas praias
Foto: Tsunami meteorológico em SC – Instagram defesacivil jaguaruna
Com isso, laguna não registrou vítimas feridas.
Nesse sentido, O avanço do oceano derrubou muros residenciais e deslocou embarcações pesqueiras atracadas nos municípios catarinenses de Laguna, Imbituba e Jaguaruna. Portanto, na orla gaúcha de Capão da Canoa, quiosques sofreram danos estruturais durante a madrugada após rajadas de vento que oscilaram entre 60 km/h e 90 km/h transferirem cargas intensas de energia cinética diretamente sobre a superfície da plataforma continental. Em seguida, A Epagri/Ciram informou que a água recuou de maneira acentuada momentos antes de retornar com volume amplificado sobre a faixa de areia.
Ressonância entre atmosfera e oceano explica o evento
De acordo com as apurações, A formação dessa grande onda decorre do alinhamento paralelo de tempestades severas em relação à costa, combinado com perturbações atmosféricas de deslocamento rápido. O meteorologista Caio Guerra explicou: “Quando há uma ressonância quase perfeita entre a velocidade da linha de instabilidade e das ondas no oceano, o efeito é intensificado, causando um avanço súbito do mar”.
O mecanismo físico exige que a perturbação no ar viaje na mesma velocidade de propagação da lâmina d’água no oceano. Enquanto as ondas marítimas ordinárias que chegam à praia apresentam períodos de 4 a 20 segundos, as oscilações deste evento duram dezenas de minutos. Relatórios técnicos da Defesa Civil de Santa Catarina indicam que a ausência de dunas e a inclinação do fundo marinho ampliam a invasão da água em direção às ruas. A propagação da onda ganha altura ao encontrar águas rasas próximas da linha de arrebentação.
Locais que já registraram meteotsunamis anteriores
Dados compilados pela Universidade Federal do Rio Grande contabilizaram sete episódios semelhantes entre 2009 e 2021 no litoral sulista. Pontos específicos do relevo costeiro enfrentaram ocorrências documentadas em períodos anteriores:
- Praia do Cardoso, onde nova invasão havia ocorrido em novembro de 2023
- Cassino, com avanço de água sobre a faixa litorânea
- Pântano do Sul, no litoral catarinense
- Mostardas, em trecho aberto da costa gaúcha
Influência do El Niño e condições meteorológicas
O padrão climático gerado pelo El Niño intensifica frentes frias e acentua perturbações barométricas frequentes sobre a porção meridional do continente. Essa dinâmica térmica nas águas equatoriais do Oceano Pacífico altera a circulação de tempestades, embora a previsão exata de meteotsunamis continue complexa devido à necessidade de sincronia exata entre vento e topografia marinha. Uma massa de ar frio e seco ingressou na região e afastou a formação de novos eventos imediatos, mantendo a Marinha apenas com aviso de ressaca para ondas de 2,5 a 3 metros.

Para mais detalhes e apuração completa, consulte a fonte da notícia.
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