Quarta-feira, 4 de novembro de 2026
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Anvisa aprova medicamento para tipo agressivo de linfoma não Hodgkin

Anvisa aprova medicamento para linfoma não Hodgkin
Anvisa aprova medicamento para tipo agressivo de linfoma não Hodgkin

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou o registro do Columvi (glofitamabe) para o tratamento de um tipo agressivo de linfoma não Hodgkin, um tipo de câncer do sangue. Além disso, A decisão foi publicada nesta segunda (20) no Diário Oficial da União.

O medicamento, da farmacêutica Roche, é indicado em combinação com quimioterapia para adultos com linfoma difuso de grandes células B não especificado em recidiva ou refratário -quando a doença retorna ou deixa de responder às terapias anteriores- e que não têm condições clínicas de receber transplante autólogo de células-tronco.

Segundo a Anvisa, o glofitamabe é um anticorpo biespecífico; liga-se ao mesmo tempo à proteína CD20, presente nas células tumorais, e ao CD3, dos linfócitos T, redirecionando o sistema de defesa do organismo contra o câncer.

Contexto e detalhes sobre linfoma não Hodgkin

Dessa forma, A aplicação do medicamento é intravenosa, e o registro na Anvisa abrange duas apresentações: de 2,5 mg e 10 mg.

A aprovação autoriza a venda do produto no país, mas para chegar ao SUS (Sistema Único de Saúde) o medicamento ainda depende de avaliação posterior da Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde).

O Brasil deve registrar cerca de 12 mil novos casos de linfoma não Hodgkin por ano entre 2026 e 2028, segundo estimativas do Inca (Instituto Nacional de Câncer). A doença reúne mais de 50 tipos de câncer que têm origem nos linfócitos, células de defesa do organismo, e é o 11º tumor mais frequente no país, excluídos os cânceres de pele não melanoma.

A Anvisa afirma que o linfoma difuso de grandes células B é o subtipo mais comum de linfoma não Hodgkin agressivo, “caracterizado por evolução clínica rápida e necessidade de tratamento eficaz, especialmente em pacientes com doença recidivante ou refratária e opções de tratamento limitadas.”

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Redação Foco Goiás