Sobre o tema envolvendo mudar o jeito, além disso, O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), foi reeleito neste domingo (25) para o seu quarto mandato e afirmou, em discurso realizado em um hotel em São Paulo, que mudará a forma de governar o Brasil. Dessa forma, com 100% das urnas apuradas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o candidato petista obteve 64.256.232 votos, o correspondente a 51,79% dos votos válidos, superando o senador Flávio Bolsonaro (PL), que registrou 59.826.041 votos (48,21% dos votos válidos).
Com isso, em seu primeiro pronunciamento após a confirmação do resultado, o chefe do Executivo declarou que a campanha eleitoral trouxe aprendizados sobre a relação com a sociedade e a imprensa. “Essa eleição me ensinou muitas lições. Nesse sentido, quero dizer que vamos mudar o jeito de governar este país. Portanto, vamos fazer o povo participar mais das nossas decisões. Em seguida, quero dizer que a comunicação digital vai ganhar um espaço muito grande no meu governo”, afirmou o presidente.
De acordo com as apurações, A vitória nas urnas ocorreu após o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, declarar a eleição matematicamente definida às 21h08 (horário de Brasília) de 25 de outubro de 2026, momento em que 97,69% das seções eleitorais estavam totalizadas. Por outro lado, durante o discurso, o mandatário agradeceu ao deputado federal André Janones (Rede-MG) pela articulação nas redes sociais durante o segundo turno, período em que o parlamentar administrou o canal de WhatsApp denominado Exército do Lula, que soma mais de 10 milhões de seguidores. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a mudar o jeito continuam sendo acompanhados com atenção.
Contexto e detalhes sobre mudar o jeito
Vale destacar que saiba mais: Eleições 2026 no segundo turno têm liderança inicial de Lula por 57,66% a 42,34% de Flávio Bolsonaro Esse ponto reforça a repercussão gerada em torno de mudar o jeito nos últimos dias.
Sendo assim, ao tratar da relação com os veículos de comunicação e com os eleitores, Lula disse que pretende estabelecer um canal direto diário com a população para expor as ações do Executivo. “Daqui para a frente, vou conversar com o povo brasileiro muitas vezes por dia direto. Além disso, não vou ficar permitindo ser interpretado por jornalista com má-fé. Vou dizer o que penso, o que faço”, declarou. Especialistas destacam que novas atualizações sobre mudar o jeito devem surgir em breve.
Lula promete regulamentação das big techs e atração de datacenters
A pauta tecnológica e o controle sobre as plataformas digitais ocuparam a parte central do discurso da vitória em São Paulo, ocasião em que o presidente reeleito apontou a interferência de grandes empresas de tecnologia, conhecidas como big techs, no processo eleitoral brasileiro como justificativa para apressar a regulamentação e a tributação do setor no país. Para o chefe do Executivo, a legislação precisa equiparar os delitos cometidos na internet às infrações previstas no código penal comum, além de cobrar impostos sobre o faturamento dessas corporações internacionais.
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“Vamos ter que regulá-las. Não é possível que a gente não tenha consciência de que um crime no mundo digital tem que ser tratado igual a um crime da vida real”, afirmou Lula. Na sequência, completou a crítica à atuação das plataformas: “Não podemos ter empresas monstruosas e grandes ganhando bilhões, não pagando nenhum imposto neste país, tentando direcionar o resultado eleitoral deste país”.
Além da regulação, o plano para o novo mandato inclui transformar a economia digital em um eixo central da administração federal. O governo pretende usar a matriz de energia renovável brasileira para atrair datacenters (centros de processamento e armazenamento de dados) de empresas internacionais, impondo a condição de que uma fração dessa infraestrutura fique reservada para abrigar dados nacionais. “Temos que aproveitar o potencial energético de um país que talvez seja o que tenha mais capacidade de energia renovável para trazer os datacenters necessários para acumular dados no Brasil.
E essa gente vai ter que deixar uma parte dos datacenters para as informações brasileiras”, disse.
Planos de Lula para educação, inteligência artificial e SUS
Vinculada à área tecnológica, a meta para a educação prevê o fortalecimento do ensino de ciências exatas, como matemática e engenharia, com o objetivo de desenvolver uma inteligência artificial própria do Brasil. O presidente reeleito anunciou ainda a universalização da escola em tempo integral até o ensino médio e a ampliação do Pé-de-Meia, programa federal de incentivo financeiro-educacional a estudantes, que passará a atender também alunos universitários.
“Queremos ensinar mais matemática, mais engenharia porque não quero ficar dependendo de inteligência artificial chinesa e americana. Quero criar uma [inteligência artificial] brasileira”, declarou o presidente ao explicar a estratégia de soberania tecnológica.
Para o Sistema Único de Saúde (SUS), a promessa de campanha citada como motivação central foi evitar a privatização da rede pública e ampliar a capacidade de atendimento oncológico. O governo destacou o andamento das obras do hospital inteligente em parceria com a Universidade de São Paulo (USP), projeto que conta com financiamento do Banco do Brics (bloco econômico formado inicialmente por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), e anunciou a meta de implantar 15 Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) inteligentes no território nacional.
“Vamos continuar fazendo a revolução do SUS. Estou convencido que o Brasil será o país com o maior percentual de tratamento de câncer do mundo”, disse Lula. Sobre a estrutura de terapia intensiva, acrescentou: “Vamos ter 15 UTIs inteligentes neste país para não permitir que as pessoas não morram por falta de tratamento por tempo”.
Segurança pública e relação de Lula com o Congresso Nacional
Na área de segurança pública, mesmo sem mencionar diretamente a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública que tramita no Senado, o presidente defendeu a federalização do setor. Ele argumentou que a transferência da responsabilidade para os governos estaduais, estabelecida pela Constituição de 1988, mostrou-se insuficiente para conter a criminalidade atual.
“Agora está provado que os estados não dão conta. Vamos entrar para devolver às mulheres, aos homens e aos trabalhadores a tranquilidade e a paz [de] que eles precisam. Para o povo trabalhador, a gente vai dar proteção. Para o bandido, a gente vai dar prisão”, afirmou o mandatário. Sobre a governabilidade e o diálogo com o Poder Legislativo eleito, resumiu sua posição: “Eu não escolhi o Congresso; foi o povo que escolheu, e é com ele que eu vou trabalhar”.
Virada histórica de Lula no segundo turno de 2026
O resultado proclamado pelo TSE neste domingo (25) representa a primeira virada entre o primeiro e o segundo turno de uma eleição presidencial na história do Brasil desde a redemocratização, revertendo a vantagem inicial do candidato oposicionista. Na primeira etapa da disputa, realizada no domingo, 4 de outubro de 2026, o senador Flávio Bolsonaro havia terminado na primeira colocação com 56.104.503 votos (47,03% dos votos válidos), enquanto Lula havia ficado em segundo lugar ao somar 53.879.538 votos (45,16% dos votos válidos).
Para reverter o quadro, a chapa petista conquistou 10.376.694 votos adicionais entre as duas etapas de votação, em um pleito que registrou queda na taxa de abstenção para cerca de 19% do eleitorado no segundo turno. Com os 64.256.232 votos obtidos em 2026, Lula superou seu próprio recorde histórico de votação nominal, registrado no segundo turno de 2022, quando venceu o então presidente Jair Bolsonaro por 60.345.999 votos a 58.206.354.
A posse de Luiz Inácio Lula da Silva e do vice-presidente reeleito Geraldo Alckmin (PSB) para o novo mandato presidencial está marcada para o dia 5 de janeiro de 2027.
Para mais detalhes e apuração completa, consulte a fonte da notícia.
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