Luana Lopes Lara, de 29 anos, vira bilionária self-made mais jovem do mundo com Kalshi avaliada em US$ 11 bilhões após aporte

Redação
9 Min Read
Luana Lopes Lara, de 29 anos, vira bilionária self-made mais jovem do mundo com Kalshi avaliada em US$ 11 bilhões após aporte

A brasileira Luana Lopes Lara, de 29 anos, cofundadora e diretora de operações da Kalshi, assumiu o título de mulher bilionária self-made mais jovem do mundo, com patrimônio estimado em US$ 1,3 bilhão. A conquista ocorreu após a plataforma de mercados de previsões anunciar, em 3 de dezembro de 2025, uma rodada de investimento Série E de US$ 1 bilhão, elevando sua avaliação para US$ 11 bilhões em Nova York. Essa valorização posicionou Luana à frente de Lucy Guo, de 31 anos, cofundadora da Scale AI, e da cantora Taylor Swift no ranking da Forbes, destacando sua trajetória sem herança familiar.

Nascida em Belo Horizonte e radicada em Joinville, Santa Catarina, Luana detém cerca de 12% da Kalshi, empresa fundada em 2019 com o libanês Tarek Mansour, também de 29 anos. A dupla, que se conheceu no Massachusetts Institute of Technology (MIT), identificou o potencial de apostas reguladas em eventos reais, como eleições e Oscars, transformando uma ideia acadêmica em um negócio global.

O crescimento da Kalshi reflete o boom dos prediction markets, com volume de negociações notional atingindo US$ 5,8 bilhões em novembro de 2025, oito vezes maior que em julho. A plataforma, regulada pela Commodity Futures Trading Commission (CFTC), processou US$ 1,97 bilhão apenas nas eleições americanas de 2024, capturando 62% do market share global.

Luana, ex-bailarina do Teatro Bolshoi, trocou os palcos por algoritmos aos 18 anos, após medalhas em olimpíadas de matemática e astronomia. Sua persistência, forjada em treinos de 14 horas diárias, impulsionou a Kalshi por batalhas regulatórias e expansões.

Trajetória inicial marcada por disciplina

Luana cresceu em um lar estimulante, com mãe professora de matemática e pai engenheiro elétrico, o que fomentou sua aptidão para números desde cedo. Em Joinville, ela integrou a renomada Escola do Teatro Bolshoi, onde enfrentou rotinas intensas de aulas e ensaios, culminando em apresentações profissionais na Áustria, como em “O Lago dos Cisnes” no Salzburger Landestheater.

Aos 17 anos, Luana conquistou ouro na Olimpíada Brasileira de Astronomia e bronze na Olimpíada Catarinense de Matemática, pavimentando sua entrada em universidades de elite. Ela passou em vestibulares para Harvard, Yale, Stanford e UFRJ, mas optou pelo MIT, onde se formou em ciência da computação e matemática em 2019.

Seus verões universitários incluíram estágios em firmas como Bridgewater Associates, de Ray Dalio, e Citadel, de Ken Griffin, onde absorveu conceitos de previsão de mercados. Essas experiências a convenceram de que eventos binários poderiam revolucionar o trading acessível.

A transição da dança para a tecnologia demandou adaptação, mas a resiliência adquirida nos palcos se provou vital. Luana descreveu o balé como treinamento para rejeições constantes, uma lição aplicada ao empreendedorismo.

Fundação e desafios regulatórios da Kalshi

A Kalshi emergiu em 2019 como uma exchange regulada para contratos de eventos reais, permitindo negociações em “sim” ou “não” sobre resultados futuros. Luana e Tarek enfrentaram dois anos de escrutínio da CFTC, obtendo aprovação federal em novembro de 2020 e lançamento em julho de 2021, inicialmente focado em indicadores econômicos.

Em 2023, a empresa processou a CFTC para autorizar contratos eleitorais, uma vitória em 2024 que coincidiu com o pico de US$ 1,97 bilhão em volume durante as eleições presidenciais americanas. Essa batalha posicionou a Kalshi como pioneira, oferecendo as primeiras apostas legais em eleições nos EUA em mais de um século.

Investidores iniciais como Y Combinator e Andreessen Horowitz reconheceram o modelo. Em junho de 2025, uma rodada de US$ 185 milhões elevou a valuation para US$ 2 bilhões; em outubro, US$ 300 milhões a levaram a US$ 5 bilhões. A Série E de US$ 1 bilhão, liderada pela Paradigm, consolidou o salto para US$ 11 bilhões.

O cofundador Tarek Mansour, que cresceu no Líbano durante conflitos, complementa a visão de Luana com expertise em compliance. Juntos, eles expandiram para 140 países, integrando parcerias como com a Robinhood.

Crescimento acelerado e inovações na plataforma

Desde o lançamento, a Kalshi processou bilhões em negociações, com foco em parleys – combinações de apostas – que impulsionaram o engajamento em esportes. Em 2025, o volume anualizado alcançou US$ 50 bilhões, com apostas em NFL somando US$ 1,1 bilhão e picos diários de US$ 42 milhões durante eventos eleitorais.

Luana, como COO, lidera a estratégia de produto, enfatizando a criação de uma “nova classe de ativos” regulados. A plataforma cobre Oscars, clima, relatórios econômicos e agora esportes europeus como a Premier League, adicionando US$ 500 milhões em volume em 2025.

Expansões incluem integração de IA para previsões e suporte a criptoativos, atraindo usuários institucionais. No Brasil, negociações em eventos locais cresceram 150% ao ano, com horários ajustados ao fuso local, como aberturas às 10h em Brasília.

A Kalshi prioriza transparência, processando US$ 10 milhões em trades no primeiro mês e dobrando usuários ativos via parcerias com fintechs. Rivais como Polymarket, avaliada em US$ 9 bilhões, triplicaram volume para US$ 4,3 bilhões em novembro, mas a Kalshi mantém liderança em conformidade.

  • Volume mensal: US$ 4 bilhões em 2025.
  • Market share: 62% em prediction markets globais.
  • Usuários: Expansão para 140 países desde 2024.
  • Receita: US$ 40 milhões iniciais de VCs como Sequoia.

Competição e posicionamento no mercado global

O setor de prediction markets expandiu 300% desde 2021, impulsionado por eleições e avanços em IA. A Kalshi compete com Polymarket, que captou US$ 2 bilhões via NYSE em outubro de 2025, elevando seu fundador Shayne Coplan a bilionário aos 27 anos. Apesar disso, a Kalshi lidera em volume regulado nos EUA, com 80% das negociações em apostas esportivas.

Luana e Tarek, ambos com 12% de equity, compartilham o status de bilionários self-made. A Forbes destacou a parceria como essencial para superar obstáculos, incluindo a suíte contra reguladores. Em 2025, contratações como Donald Trump Jr. como assessor estratégico reforçaram a presença global.

Inovações como depósitos em moedas locais reduziram barreiras em mercados emergentes. A plataforma atraiu US$ 40 milhões iniciais de investidores como Charles Schwab e Henry Kravis, focando em compliance para atrair instituições.

A concorrência estimula avanços, com a Kalshi investindo em acessibilidade. Plataformas não reguladas enfrentam riscos, enquanto a Kalshi enfatiza previsibilidade em um setor volátil.

Desafios regulatórios persistem em expansões internacionais, mas aprovações como a da CFTC pavimentam o caminho. Analistas projetam valuation dobrada até 2026, com foco em esportes e IA.

Reconhecimentos e impacto para empreendedores latinos

Luana entrou na Forbes 30 Under 30 em Finanças em 2022, como única brasileira na categoria. Sua história, de imigrante a pioneira, inspira latinos, mostrando como redes no MIT e determinação constroem impérios. Em post no X em junho de 2025, ela celebrou a rodada de US$ 185 milhões, creditando o time.

A cofundadora define o sucesso como união de lógica e ambição, do balé aos mercados. Sua jornada destaca a importância de persistência em ambientes competitivos, influenciando debates sobre diversidade em tech.

Em Joinville, a Escola Bolshoi celebrou a conquista no Instagram, notando aprovações em Harvard e Stanford. Perfis no X, como @sceniuslatam, narram sua transição, de medalhas olímpicas a US$ 11 bilhões em valuation.

O impacto se estende a prediction markets como ferramenta para incertezas globais. Luana credita o balé pela “persistência com graça”, lição aplicada à Kalshi.

Share This Article