Lote 253.1 de água Mineratta recolhido em Garça por suspeita de contaminação química

Redação
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Lote 253.1 de água Mineratta recolhido em Garça por suspeita de contaminação química
Agua

Agua – Foto: Group4 Studio/Istock.com

Homem de 50 anos apresenta sintomas graves após ingerir garrafa de água mineral durante o trabalho em Garça, cidade a 400 km de São Paulo, na sexta-feira passada. Ele procurou atendimento médico na Unidade de Pronto Atendimento local com vômito contendo sangue e sensação de queimação intensa na garganta. Autoridades de saúde confirmam contaminação por substância química não identificada, levando ao recolhimento imediato do lote afetado para análise.

A Secretaria Municipal de Saúde de Garça acionou a vigilância sanitária e a Polícia Civil para investigar o ocorrido. O paciente, identificado como Alexandre Carpine, recebeu medicação e endoscopia, que revelou queimaduras gastrointestinais. Ele permanece internado, mas responde bem ao tratamento e não precisou de transferência para unidade intensiva.

Autoridades orientam a população a descartar o produto suspeito. O lote em questão apresenta fabricação datada de 10 de setembro de 2025 e validade até setembro de 2026.

  • Evite consumo de água Mineratta lote 253.1 até liberação oficial.
  • Verifique rótulos em geladeiras de empresas e residências.
  • Contate vigilância local se houver sintomas semelhantes.

Resposta inicial do paciente

Alexandre Carpine relatou que pegou garrafas lacradas da geladeira no local de trabalho. Ele consumiu o conteúdo achando tratar-se de água comum com gás. Os sintomas surgiram minutos após a ingestão, forçando-o a buscar ajuda imediata.

Exames preliminares indicam presença de irritante químico na amostra coletada. O homem descreveu o sabor como incomum, mas prosseguiu com o consumo por desconhecimento.

Ações da vigilância sanitária

A equipe de saúde municipal isolou o lote 253.1 em poucas horas após o alerta. Garrafas foram retiradas de duas distribuidoras e do hospital local. Análises laboratoriais prosseguem para determinar o tipo exato de contaminante.

Polícia Civil participa da coleta de evidências. Amostras incluem embalagens intactas para comparação. A fábrica em Pinhalzinho, responsável pelo envase, informou colaboração plena com as autoridades.

A distribuidora local, DBG Bebidas Garça, verificou estoques e não detectou alterações iniciais. Procedimentos internos de qualidade foram revisados em conjunto com o fabricante.

Detalhes do lote contaminado

O produto em foco pertence à marca Mineratta, produzida pela Villa Jahu. Fabricação ocorreu em setembro de 2025, com prazo de validade estendendo-se por um ano. Identificação clara aparece no rótulo, facilitando a localização.

Distribuição abrangeu comércios em Garça e municípios vizinhos. Quantidade exata recolhida não foi divulgada, mas ação cobriu pontos de venda identificados. Inspeções em pontos de armazenamento ocorreram no sábado seguinte.

Histórico de recalls em águas minerais

Casos semelhantes ocorreram em outros estados nos últimos anos. Em 2023, recall nacional envolveu marca por bactérias coliformes. Autoridades federais registram média de cinco recolhimentos anuais por impurezas.

No interior paulista, episódio de 2022 afetou 500 unidades por metais pesados. Fiscalizações da Anvisa aumentaram 15% desde então, focando em fontes termais. Esses eventos reforçam protocolos de teste rigorosos.

Relatórios da Cetesb apontam 28% de alta em contaminações subterrâneas desde 2018. Medidas incluem monitoramento mensal de aquíferos em regiões produtora.

Procedimentos de investigação em curso

Peritos analisam cadeia de produção desde a captação. Etapas incluem filtragem, envase e transporte. Relatório preliminar espera-se em uma semana, com foco em falhas potenciais.

Equipe multidisciplinar integra médicos, químicos e juristas. Entrevistas com funcionários da fábrica ocorreram na segunda-feira. Resultados laboratoriais priorizam identificação do agente causador.

Orientações para o consumo seguro

Autoridades recomendam verificação de selos de qualidade em embalagens. Prefira fontes certificadas pela Anvisa para hidratação diária. Em casos de dúvida, opte por tratamento adicional em casa.

  • Armazene garrafas em locais frescos e secos.
  • Descarte produtos com embalagem danificada.
  • Monitore validade e origem do fornecedor.

Relatos de sintomas devem ser reportados imediatamente à vigilância. Campanhas educativas prosseguem nas redes locais até esclarecimento total.

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