Kevin Hart, comediante e ator americano, apresentou o sorteio dos grupos da Copa do Mundo de 2026 ao lado da modelo Heidi Klum, no Kennedy Center, em Washington, D.C., na sexta-feira, 5 de dezembro de 2025, às 12h57 no horário do leste dos EUA. O evento definiu os confrontos iniciais para o torneio expandido a 48 seleções, sediado por Estados Unidos, México e Canadá de 11 de junho a 19 de julho de 2026. A escolha de Hart gerou críticas imediatas nas redes sociais, com torcedores questionando sua ligação com o futebol e apontando desconforto com o tom humorístico adotado.
A cerimônia incluiu apresentações musicais de Andrea Bocelli, Robbie Williams, Nicole Scherzinger e o grupo Village People, além da presença de figuras como o presidente eleito Donald Trump e líderes dos países anfitriões. Hart, conhecido por filmes como Jumanji e especiais de stand-up, enfatizou ser fã do esporte, mas suas comparações entre jogadores de futebol e atletas americanos, como Messi com Michael Jordan, foram vistas como forçadas por parte do público.
- Torcedores destacaram a falta de conexão de Hart com o futebol profissional.
- A diferença de altura entre Hart (1,63m) e convidados como Shaquille O’Neal (2,16m) virou meme viral.
- Críticas focaram no contraste com eventos anteriores, como o sorteio de 2006 apresentado por Klum sozinha.
Momentos iniciais do evento
A abertura do sorteio ocorreu com Hart corrigindo-se ao chamar o esporte de “futebol” em vez de “soccer”, em um esforço para se alinhar ao termo global. Essa declaração, proferida logo no monólogo inicial, visava mostrar familiaridade, mas rapidamente se tornou alvo de comentários irônicos.
Presenças notáveis, como Robert Kraft, dono dos New England Patriots, e Aaron Judge, rebatedor dos New York Yankees, reforçaram o viés americano do espetáculo, o que intensificou as reações de fãs internacionais.
Reações nas redes sociais
Usuários de plataformas online expressaram desconforto com a presença de Hart, descrevendo o momento como constrangedor. Um comentário comum apontou para a transição de performances clássicas, como a de Bocelli, para o humor de Hart, vista como inadequada para um evento esportivo global.
Outra onda de posts questionou a representatividade, com frases como “americanos humilhando o futebol” ganhando tração em poucas horas. A interação de Hart com Klum, marcada pela diferença de altura de cerca de 12 cm, também foi explorada em memes leves, mas não ofuscou as críticas principais.
A repercussão se espalhou para discussões sobre a produção da Fifa, com alguns usuários sugerindo apresentadores mais ligados ao esporte, como ex-jogadores.
Detalhes do sorteio e formato novo
O processo distribuiu as 48 seleções em 12 grupos de quatro times cada, com os anfitriões fixos: México no A, Canadá no B e EUA no D. As top 4 no ranking da Fifa — Espanha, Argentina, França e Inglaterra — evitam confrontos antes das semifinais, uma regra inédita para equilibrar o torneio.
Hart conduziu transições entre os potes de times, intercalando com intervenções de Shaquille O’Neal, que sorteou bolas e gerou risadas involuntárias pela estatura contrastante. A Fifa destacou que o formato ampliado alocará 16 vagas à Uefa, nove à Caf e assim por diante, com playoffs em março de 2026 definindo as últimas seis.
Presenças como Eli Manning, ídolo do New York Giants, e o ator Danny Ramirez, que entrevistou lendas do futebol, adicionaram camadas ao evento, mas não dissiparam as críticas ao tom geral.
O Brasil caiu no Grupo C, ao lado de Marrocos, Escócia e Haiti, com jogos previstos em Boston, Miami e Nova York — locais que prometem alta capacidade de público em estádios modernos.
Presenças de estrelas e convidados
Robert Kraft apareceu em foto oficial ao lado de Hart e do Village People, grupo que performou hinos esportivos no encerramento. Essa imagem circulou amplamente, simbolizando a fusão entre entretenimento americano e o Mundial.
Aaron Judge e Eli Manning, ambos ícones do esporte dos EUA, sentaram-se na plateia, reforçando a estratégia da Fifa de atrair audiência local para o torneio conjunto.
A participação de Trump, ao lado de Claudia Sheinbaum, presidente do México, e Mark Carney, do Canadá, elevou o perfil político do sorteio, com discursos curtos sobre unidade continental.
Comparações com edições anteriores
Eventos passados, como o sorteio de 2018 na Rússia com atores locais, mantiveram foco estrito no esporte, diferentemente da produção de 2026. A escolha de Klum, que voltou após 2006 em Leipzig, foi elogiada por continuidade, mas Hart representou uma novidade controversa.
A Fifa optou por um espetáculo de duas horas, incluindo shows, o que estendeu o tempo além dos 90 minutos habituais e alimentou queixas sobre duração excessiva.
Críticos notaram que edições como a de 2014 no Brasil priorizaram eficiência, com apresentadores neutros, contrastando com o estilo hollywoodiano deste ano.
Impacto nas expectativas para o torneio
O sorteio confirmou que 16 cidades nos três países sediarão jogos, com expectativa de recorde de público graças a arenas reformadas. A regra de proteção às potências visa manter equilíbrio, mas torcedores já debatem chaves acessíveis, como os Grupos C, F, H e J.
Hart, apesar das reações, manteve o cronograma, anunciando times de potes subsequentes sem interrupções maiores. A Fifa relatou transmissão para bilhões, mas o buzz online se concentrou mais no apresentador do que nos grupos definidos.
A repercussão inicial sugere que o evento, planejado para promover o futebol na América do Norte, pode ter subestimado preferências globais por sobriedade.
Elementos musicais e culturais
A performance de Bocelli na abertura setou um tom operístico, seguido por Scherzinger em números pop e Williams em hits clássicos. Esses segmentos, intercalados com o sorteio, visavam entreter uma audiência diversa.
O Village People, com figurinos icônicos, fechou com “Y.M.C.A.”, hino adotado em estádios, mas alguns espectadores online viram como desconexo do contexto futebolístico.
Esses atos culturais destacaram a fusão entre o Mundial e o entretenimento, um pilar da estratégia da Fifa para 2026.
Próximos passos pós-sorteio
As seleções agora preparam amistosos e qualificatórias finais, com o Irã ausente por boicote anunciado previamente. A Fifa planeja revelar datas exatas de jogos em breve, focando logística para os 104 confrontos totais.
Torcedores globais, apesar das críticas, elogiaram a visibilidade dada a nações emergentes como Haiti e Escócia no mesmo grupo do Brasil.
O evento reforçou o compromisso com expansão, mas as vozes online pedem ajustes em futuras cerimônias para priorizar o esporte.


