Quarta-feira, 21 de outubro de 2026
Goiás

Justiça remarca júri popular de policiais acusados de matar o advogado Davi Sebba em Goiânia

advogado Davi
Justiça remarca júri popular de policiais acusados de matar o advogado Davi Sebba em Goiânia

Além disso, O juiz Antônio Fernandes de Oliveira remarcou o júri popular dos policiais acusados de matar o advogado Davi Sebba em Goiânia para os dias 1 e 2 de outubro. Dessa forma, A nova data foi confirmada pelo advogado da família de Sebba nesta terça-feira (1º). Com isso, O júri estava marcado para o dia 3 de setembro.

Nesse sentido, segundo o advogado Allan Hahnemann Ferreira, o juiz informou que a remarcação foi necessária para readequar a pauta. Portanto, A família disse que aguarda por justiça há 14 anos. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a advogado Davi continuam sendo acompanhados com atenção.

Dois policiais militares e um ex-policial militar são acusados de matar o advogado em julho de 2012, no estacionamento de um supermercado da Vila União. São eles: Esse ponto reforça a repercussão gerada em torno de advogado Davi nos últimos dias.

  • Jonathas Atenevir Jordão (ex-policial militar de Goiás)
  • Edinailton Pereira de Souza (tenente da PM)
  • Luiz Frederico de Oliveira (sargento da PM)

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O Mais Goiás tentou contato com o réu Jonathas Jordão, mas não conseguiu. Não localizamos a defesa de Edinailton Souza e Luiz Oliveira.

Justiça marca júri popular de policiais acusados de matar o advogado Davi Sebba
PMs acusados de matar advogado em Goiânia passarão por júri popular (Foto: Reprodução – Arquivo pessoal)

Advogado Davi: Relembre o caso de Davi Sebba

À época do crime, Davi Sebba era investigado em operação de tráfico internacional de drogas, mas a família sempre negou qualquer ligação. Além disso, afirmou que a cena do crime foi alterada.

Davi Sebba foi morto com um tiro no peito no dia 5 de julho de 2012, em um estacionamento de supermercado, na Vila União, em Goiânia. A esposa dele estava internada para dar à luz ao filho do casal, quando o homem foi até o estabelecimento para comprar fraldas para a criança que viria ao mundo.

À época, quatro policiais militares foram indiciados pela Polícia Civil. O Ministério Público de Goiás (MPGO), entretanto, denunciou apenas três.

Em 2017, os policiais Edinailton e Luiz Frederico foram absolvidos. Jonathas Atenevir foi mandado a júri popular por homicídio simples – o entendimento do juiz foi que ele não impossibilitou a defesa de Davi.

O advogado e assistente técnico de acusação, então, entrou com recurso para que o caso fosse julgado como homicídio doloso com a qualificadora que dificultou e ou impossibilitou a defesa da vítima, o que foi acatado pelo Tribunal de Justiça em 2022.

No mesmo ano, a acusação fez uma apelação para que os outros dois policiais absolvidos também fossem julgados pelo homicídio e pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo de numeração raspada, fraude processual e usurpação de função pública. Em abril de 2023, a Justiça acatou o pedido e houve a decisão de que os três deveriam ir a júri.

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Redação Foco Goiás