Quinta-feira, 22 de outubro de 2026
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Câmara dos Deputados aprova inclusão da inteligência artificial como eixo prioritário na Política Nacional de Educação Digital

Câmara aprova inteligência artificial na educação
Câmara dos Deputados aprova inclusão da inteligência artificial como eixo prioritário na Política Nacional de Educação Digital

Foto: Duda Ramos recomendou a aprovação, com mudanças – Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados Crédito: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

Além disso, A Comissão de Ciência, Tecnologia e Inovação da Câmara dos Deputados deu aval a um projeto de lei que estabelece incentivos para a integração da inteligência artificial (IA) na educação digital brasileira. Dessa forma, A medida visa tornar o acesso a ferramentas de IA e o desenvolvimento de competências para seu uso estratégias de alta prioridade no âmbito da Política Nacional de Educação Digital (PNED).

Com isso, A iniciativa representa um passo significativo para democratizar o conhecimento e a utilização de tecnologias avançadas, focando em populações que historicamente enfrentam barreiras digitais. O texto aprovado direciona as ações para escolas públicas, regiões rurais e remotas, além de comunidades em situação de vulnerabilidade socioeconômica, buscando alinhar a inclusão digital aos objetivos constitucionais de redução de desigualdades.

Nesse sentido, A proposta aprovada garante que a inteligência artificial seja um pilar central na construção de uma sociedade mais conectada e capacitada. Portanto, ao inserir formalmente o tema na Política Nacional de Educação Digital, o legislativo reconhece a importância de preparar os cidadãos para os desafios e oportunidades da era digital, com foco especial naqueles que mais precisam.

Em seguida, as diretrizes estabelecidas pelo projeto de lei visam garantir que o aprendizado e o uso da inteligência artificial não se restrinjam a centros urbanos ou a grupos privilegiados. Pelo contrário, as ações deverão ser desenhadas para alcançar uma ampla gama de beneficiários, incluindo:

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  • Escolas públicas em todo o território nacional, com investimento em infraestrutura e formação de professores.
  • Populações residentes em áreas rurais ou remotas, muitas vezes desprovidas de conectividade e recursos tecnológicos.
  • Comunidades em situação de vulnerabilidade socioeconômica, que podem ter na educação digital uma ferramenta de ascensão social e econômica.

Essa abordagem estratégica busca mitigar as disparidades existentes no acesso à tecnologia, preparando as futuras gerações para um mercado de trabalho cada vez mais dependente de habilidades digitais avançadas.

Câmara dos Deputados: Ajustes e o papel do relator Duda Ramos

A nova versão do Projeto de Lei 7135/25, fundamental para a aprovação, foi elaborada pelo relator deputado Duda Ramos (Pode-RR). Ele foi o responsável por readequar a proposta original, garantindo que ela se encaixasse de forma mais eficaz nas políticas públicas já existentes e tivesse um alcance mais amplo.

Para Duda Ramos, a democratização do acesso às ferramentas de inteligência artificial é uma pauta central na agenda contemporânea de inclusão digital. O parlamentar enfatizou que a preocupação em estender esses recursos a comunidades vulneráveis, à rede pública de ensino e a territórios mais distantes está em consonância com as prioridades constitucionais do país, que visam a redução das desigualdades e a promoção do desenvolvimento pleno dos indivíduos. Sua intervenção foi crucial para direcionar o projeto para a estrutura mais adequada, evitando possíveis desvirtuamentos.

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O projeto original e a mudança de rota

O texto inicial do projeto, proposto pelo deputado Amom Mandel (Republicanos-AM), previa uma alteração na Lei de Informática. A ideia era exigir que as empresas beneficiadas por incentivos fiscais destinassem pelo menos 15% de seus recursos de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) para programas de inclusão digital focados em inteligência artificial.

No entanto, o relator Duda Ramos argumentou contra essa abordagem. Ele explicou que tal obrigação poderia desvirtuar a finalidade primordial da Lei de Informática, cujos recursos são destinados a financiar a geração de conhecimento e a inovação em parcerias com universidades e institutos de pesquisa. A legislação, por natureza, exclui a doação de bens e serviços tecnológicos dessa aplicação, o que tornaria a proposta original incompatível com os princípios da lei.

Diante dessa análise, Duda Ramos optou por realocar a proposta para a Política Nacional de Educação Digital. Ele justificou a decisão afirmando que a PNED, instituída em 2023, já possui a estrutura e o conjunto de estratégias necessários para enfrentar as desigualdades que o projeto pretende mitigar. Além disso, ao integrar a iniciativa à política existente, a proposta se transforma em uma diretriz permanente e de alcance mais vasto, orientando o conjunto das ações do poder público e não se limitando apenas à aplicação de recursos de empresas sob um regime fiscal específico.

Próximos passos no trâmite legislativo

O projeto de lei, que tramita em caráter conclusivo, agora avança para as próximas etapas de análise dentro da Câmara dos Deputados. Ele será examinado pelas Comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Após a aprovação nessas instâncias, para que a proposta se torne lei, ela ainda precisará ser votada e aprovada tanto pelos deputados quanto pelos senadores, seguindo o rito legislativo padrão.

Para mais detalhes e apuração completa, consulte a fonte da notícia.

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Redação Foco Goiás