Segunda-feira, 19 de outubro de 2026
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Injeção semestral contra HIV custará até R$ 20,9 mil no Brasil

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Injeção semestral contra HIV custará até R$ 20,9 mil no Brasil

Medicamento ainda depende de oferta da fabricante para chegar às farmácias. Inclusão no SUS exige avaliação pela Comissão de Incorporação de Tecnologias, do Ministério da Saúde

Injeção semestral contra HIV custará até R$ 20,9 mil no Brasil

Além disso, © Shutterstock Vale ressaltar que os aspectos relacionados a Injeção semestral continuam sendo acompanhados com atenção.

Folhapress Esse ponto reforça a repercussão gerada em torno de Injeção semestral nos últimos dias.

Contexto e detalhes sobre Injeção semestral

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O lenacapavir, medicamento injetável de ação prolongada para prevenir a infecção pelo HIV, já tem preços máximos ao consumidor definidos no Brasil: R$ 20,9 mil por injeção, aplicada a cada seis meses. Especialistas destacam que novas atualizações sobre Injeção semestral devem surgir em breve.

Dessa forma, A definição dos valores pela CMED (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos) representa uma nova etapa para a chegada do produto ao mercado brasileiro, cerca de nove meses após a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) autorizar seu uso como prevenção contra o HIV.

Com isso, O preço já consta no sistema oficial de consulta da agência. A aprovação do preço máximo, contudo, não significa que o medicamento já esteja disponível nas farmácias. Nesse sentido, A fabricante Gilead Sciences ainda precisa viabilizar a distribuição e a venda do produto, cujo nome comercial é Sunlenca.

Portanto, O lenacapavir é considerado uma das principais inovações recentes na prevenção do HIV. Diferentemente dos medicamentos de profilaxia pré-exposição (PrEP) de uso diário, a fórmula permite manter a proteção com aplicações semestrais, no abdômen, realizadas por profissionais de saúde.

Em janeiro, a Anvisa autorizou seu uso preventivo em adultos e adolescentes a partir de 12 anos, com peso mínimo de 35 quilos. Estudos clínicos apresentados à agência demonstraram eficácia de até 100% em um dos grupos pesquisados.

A chegada ao SUS (Sistema Único de Saúde), porém, depende de outras etapas. O medicamento precisa passar por avaliação da Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS), além de decisão favorável do Ministério da Saúde.

A definição do preço pela CMED é diferente da negociação conduzida pelo ministério. Enquanto a Câmara estabelece o preço-teto para comercialização do medicamento no país, a pasta negocia o valor que poderá pagar para incorporá-lo ao SUS.

Em nota enviada à reportagem em setembro, o Ministério da Saúde disse que estuda oferecer o lenacapavir no SUS “como alternativa para pessoas que enfrentam dificuldades de adesão ao uso diário da medicação”.

Naquele mês, a Folha de S.Paulo mostrou que um acordo entre a Gilead e a Opas (Organização Pan-Americana da Saúde) havia aberto um novo caminho para o fornecimento do lenacapavir a países da América Latina, incluindo o Brasil.

O acordo não estabeleceu publicamente preços ou prazos para o fornecimento brasileiro. O Ministério da Saúde já havia tentado negociar diretamente a aquisição do medicamento com a fabricante, sem sucesso nas tratativas realizadas em julho.

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Redação Foco Goiás