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Famosos

Tiffany Abreu critica política da CBV contra atletas trans e reafirma compromisso com a luta pela inclusão

Redação
Atualizado em 4 de setembro de 2026 11:46
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9 Min Read
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Além disso, A jogadora Tiffany Abreu, oposta do Osasco, se manifestou publicamente pela primeira vez no dia 16 de agosto de 2026 sobre a decisão da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) de banir mulheres trans de competições nacionais. Dessa forma, A atleta, que está autorizada a disputar o Campeonato Paulista, classificou a medida como um “enorme retrocesso” para o esporte e prometeu seguir na luta pelos direitos e pela visibilidade de pessoas trans.

Tiffany se manifesta após derrota no Campeonato Paulista

Com isso, A manifestação da oposta ocorreu após a partida de estreia do Osasco no Campeonato Paulista, onde a equipe foi derrotada por 3 sets a 2 pelo Pinheiros. Nesse sentido, mesmo com a liberação para jogar a competição estadual, a atleta de 41 anos expressou profunda tristeza e indignação com a postura da CBV, ressaltando o impacto da decisão. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a Tiffany Abreu continuam sendo acompanhados com atenção.

Mais sobre o assunto: Trump determina banimento de mulheres trans em competições femininas nos EUA Esse ponto reforça a repercussão gerada em torno de Tiffany Abreu nos últimos dias.

“O voleibol é minha vida, meu trabalho. Portanto, A CBV está tirando de mim tudo o que eu tenho, que é o amor pelo voleibol e a profissão que venho exercendo todos esses anos”, declarou Tiffany, destacando sua década de atuação no vôlei feminino. Em seguida, ela enfatizou que a medida não afeta apenas sua carreira, mas também o clube, a torcida, patrocinadores e todos que se inspiram em sua jornada, além do direito fundamental de todas as pessoas trans. Especialistas destacam que novas atualizações sobre Tiffany Abreu devem surgir em breve.

De acordo com as apurações, A jogadora também comparou a decisão a práticas antigas e vexatórias. “É um enorme retrocesso na luta pelo reconhecimento e inclusão de todas as pessoas no esporte. Por outro lado, voltamos para uma forma vexatória, como se testavam as atletas nos anos 60 e 70. Vale destacar que estamos em 2026. Sendo assim, não podemos ter esse retrocesso jamais”, afirmou Tiffany. A atleta prometeu que não se calará e buscará todas as medidas possíveis para que sua luta por direito, visibilidade, inclusão e prática esportiva não tenha sido em vão. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a Tiffany Abreu continuam sendo acompanhados com atenção.

Entenda a nova política da CBV e o Comitê Olímpico Internacional

Além disso, no dia 14 de agosto de 2026, a Confederação Brasileira de Voleibol anunciou a adesão à política do Comitê Olímpico Internacional (COI) para a elegibilidade de atletas na categoria feminina, tanto em competições de quadra quanto de praia. Dessa forma, A nova regra exige que as jogadoras apresentem um teste genético com resultado negativo para o gene SRY, que está associado ao desenvolvimento masculino.

Saiba mais: Maya Massafera e a afirmação de identidade: transição, estética e preferências pessoais

Essa política entrará em vigor para todas as atletas a partir da Superliga A e B da temporada 2026/27. Outras competições afetadas incluem a Supercopa 2026, a Copa Brasil 2027, o Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia 2027 (adulto) e o CBVP Challenger 2027. A CBV esclareceu que a recusa em realizar a triagem não configura uma infração disciplinar, mas impede a atleta de competir caso não comprove a elegibilidade conforme os novos critérios.

Liberdade para disputar o Campeonato Paulista garante presença de Tiffany

Apesar da nova diretriz da CBV, a Federação Paulista de Voleibol (FPV) se pronunciou um dia após o anúncio da confederação, confirmando que Tiffany Abreu está liberada para disputar esta edição do Campeonato Paulista. A FPV justificou a decisão afirmando que a competição já havia sido iniciada no dia 14 de agosto de 2026 e, portanto, seguiria as regras vigentes antes da nova determinação da CBV.

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Dessa forma, a entidade estadual manteve o torneio dentro das normas anteriores, assegurando a participação da jogadora pelo Osasco. A medida da FPV alivia temporariamente a situação de Tiffany, permitindo que ela conclua o Campeonato Paulista, que provavelmente marca sua última temporada antes da aposentadoria.

A trajetória pioneira de Tiffany Abreu no esporte brasileiro

Tiffany Abreu construiu uma carreira marcante e pioneira no vôlei nacional e internacional. Após atuar em diversos clubes no Brasil e no exterior, a atleta realizou sua transição de gênero. Em 2017, a Federação Internacional de Voleibol (FIVB) concedeu-lhe a autorização para competir em categorias femininas.

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Naquele mesmo ano, Tiffany jogou pelo Golem Palmi, na Itália, e pelo Vôlei Bauru, fazendo história ao se tornar a primeira mulher trans a disputar uma partida da Superliga Feminina. Sua trajetória seguiu no Bauru até 2021, quando se transferiu para o Osasco. No clube paulista, consolidou-se como um dos principais nomes de sua posição, contribuindo para conquistas significativas.

Na temporada 2024/25, ela foi campeã da Superliga, da Copa Brasil e do Campeonato Paulista, consolidando-se como a primeira atleta trans a vencer a Superliga Feminina. Sua presença no esporte tem sido um símbolo de resistência e inspiração para a comunidade trans e para a luta pela inclusão.

O debate global sobre a presença de atletas trans no esporte

A decisão da CBV reflete uma discussão mais ampla e complexa que ocorre em nível global sobre a inclusão de mulheres trans em categorias esportivas femininas. Diversas federações internacionais e comitês olímpicos estão revisando suas políticas, buscando equilibrar a justiça competitiva com os princípios de inclusão e não discriminação.

Mais sobre o assunto: STF amplia proteção da Lei Maria da Penha para casais homoafetivos e mulheres trans em decisão histórica

Este cenário tem gerado debates acalorados entre defensores dos direitos trans, cientistas esportivos e atletas cisgênero. As regras frequentemente envolvem o controle dos níveis de testosterona, o que a política do COI adotada pela CBV visa mitigar com a exigência do teste para o gene SRY. A complexidade do tema reside na busca por parâmetros que garantam a participação de todas as atletas, ao mesmo tempo em que se preserva a integridade e equidade das competições.

Implicações futuras da norma para o vôlei brasileiro e outras modalidades

A nova política da CBV estabelece um precedente importante para o vôlei brasileiro e pode influenciar outras modalidades esportivas no país. A exigência do teste genético para o gene SRY representa uma das abordagens mais restritivas já adotadas por uma confederação brasileira em relação à participação de atletas trans.

Essa medida levanta preocupações sobre o futuro da inclusão e o ambiente para atletas trans que aspiram a competir profissionalmente no Brasil. A posição de Tiffany, de não se calar e de lutar por seus direitos, indica que a questão está longe de ser resolvida e pode desencadear novos capítulos jurídicos e sociais, com a busca por soluções que conciliem o direito à prática esportiva com as políticas de elegibilidade.

Para mais detalhes e apuração completa, consulte a fonte da notícia.

Contents
Tiffany se manifesta após derrota no Campeonato PaulistaEntenda a nova política da CBV e o Comitê Olímpico InternacionalLiberdade para disputar o Campeonato Paulista garante presença de TiffanyA trajetória pioneira de Tiffany Abreu no esporte brasileiroO debate global sobre a presença de atletas trans no esporteImplicações futuras da norma para o vôlei brasileiro e outras modalidades

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