Sobre o tema envolvendo Impedida de jogar, além disso, aos 14 anos, a estudante Ana Gabriele sonha alto: quer ser jogadora profissional de vôlei e chegar à seleção brasileira. Até agora existia, no entanto, um obstáculo banal entre a adolescente e as quadras. Sem carteira de identidade, Ana sequer conseguia participar das atividades esportivas oferecidas pela escola. A barreira começou a cair no último sábado (26), quando Ana finalmente recebeu o primeiro RG, em Goiânia.
A estudante esperava pelo documento fazia tempo. Além de impedir a participação nas atividades da escola, a falta do RG também impossibilitava que ela abrisse uma conta bancária. Para a menina, porém, o que mais incomodava era não poder evoluir na prática do vôlei. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a Impedida de jogar continuam sendo acompanhados com atenção.
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“Pode parecer algo bobo ou sem importância, mas eu pretendo ser jogadora profissional de vôlei e nunca tive a oportunidade de fazer esse esporte porque não tinha o RG”, contou Ana. Ela recebeu o documento durante o 4º Mutirão de Atendimento às Famílias, promovido pela Corregedoria-Geral da Justiça de Goiás.
Contexto e detalhes sobre Impedida de jogar
“Agora, vou me dedicar ao máximo e quem sabe um dia chego na seleção brasileira. Estou muito feliz e realizada”, afirmou.
Quase 500 atendimentos
Ana estava entre centenas de pessoas que compareceram à Escola Municipal Professor Trajano de Sá Guimarães, no Parque Amazônia, em Goiânia, em busca de documentos e outros serviços gratuitos. Segundo o TJGO, foram realizados quase 500 atendimentos, por meio do Programa Pai Presente.
O TJ-GO informa que emitiu 142 carteiras de identidade e atendeu 134 solicitações de certidões de nascimento, casamento ou óbito. O Programa Pai Presente realizou 54 atendimentos, com 38 orientações jurídicas e abertura de 16 processos. Houve ainda 11 coletas para exames de DNA.
Outra história que ajuda a contar o que aconteceu no mutirão é a do lavrador José Gomes, de 59 anos. Ele procurou o evento para reconhecer oficialmente a paternidade da filha, hoje com 19 anos.
José contou ao TJGO que sempre conviveu com a jovem e cuidou dela desde criança. Apesar disso, seu nome não constava nos documentos da filha.
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Segundo o lavrador, as dificuldades financeiras contribuíram para que a regularização não fosse feita anteriormente. Ele trabalhava na roça, não tinha condições de resolver a documentação e os anos foram passando. Foi aí que procurou o TJ-GO para formalizar uma relação que, segundo ele, sempre existiu na prática.
“Isso é motivo de muito orgulho para um pai”, disse José sobre a possibilidade de finalmente ter o nome incluído no registro da filha.
Além de emissão de documentos e reconhecimento de paternidade, o mutirão ofereceu orientação sobre guarda, pensão alimentícia, convivência familiar e união estável, além de mediação de conflitos e atendimentos relacionados ao reconhecimento de maternidade biológica e socioafetiva.
Para mais detalhes e apuração completa, consulte a fonte da notícia.
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