Segunda-feira, 12 de outubro de 2026
Goiás

Igreja de 70 anos guarda história dos árabes que ajudaram a construir Goiânia

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Igreja de 70 anos guarda história dos árabes que ajudaram a construir Goiânia

Sobre o tema envolvendo construir Goiânia, além disso, em uma das avenidas mais movimentadas de Goiânia, uma igreja de 70 anos guarda uma história que começou a milhares de quilômetros de Goiás. Consagrada em 17 de junho de 1956, a Paróquia Ortodoxa Antioquina São Nicolau, no Setor Oeste, foi construída com a participação de imigrantes sírios, libaneses e palestinos, além de gregos, russos e brasileiros.

Dessa forma, por trás da fachada, o templo preserva vitrais, imagens religiosas e tradições do cristianismo oriental. Com isso, pesquisas acadêmicas ajudam a revelar como a presença árabe contribuiu para a formação da capital e por que a igreja também se tornou um espaço de acolhimento a pessoas que chegaram do Oriente Médio décadas depois. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a construir Goiânia continuam sendo acompanhados com atenção.

Nesse sentido, localizada na Avenida República do Líbano, próximo à Praça Tamandaré, São Nicolau pertence a uma Goiânia que ainda dava seus primeiros passos como capital. Portanto, quando foi inaugurada, a cidade tinha pouco mais de duas décadas de existência. Em seguida, hoje, cercada pela verticalização do Setor Oeste, a construção permanece como testemunho da presença de comunidades estrangeiras na formação da cidade. Esse ponto reforça a repercussão gerada em torno de construir Goiânia nos últimos dias.

Contexto e detalhes sobre construir Goiânia

De acordo com as apurações, o histórico oficial da Arquidiocese Ortodoxa registra que a construção do templo reuniu diferentes nacionalidades. Por outro lado, A documentação também mostra que a comunidade não se limitou às atividades religiosas, participando da criação de instituições educacionais e sociais. Especialistas destacam que novas atualizações sobre construir Goiânia devem surgir em breve.

Vale destacar que A trajetória da igreja dialoga com pesquisas desenvolvidas na Universidade Federal de Goiás (UFG) e na Universidade de São Paulo (USP). Sendo assim, os trabalhos investigam a imigração árabe, a preservação da identidade cultural, a língua e os processos de acolhimento e integração de estrangeiros na sociedade goiana. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a construir Goiânia continuam sendo acompanhados com atenção.

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Igreja foi inaugurada quando Goiânia tinha apenas 22 anos

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Fachada da Igreja Ortodoxa Antioquina São Nicolau, no Setor Oeste de Goiânia, templo inaugurado em 1956 que preserva a história da imigração árabe na capital (Foto: Reprodução/Instagram da Igreja São Nicolau)

Além disso, A Igreja São Nicolau foi consagrada em 17 de junho de 1956, em cerimônia presidida por Dom Epiphânios Zaed, então arcebispo de Akkar, no Líbano. Dessa forma, A celebração contou com a participação do padre Nicolau Jaugadar, que seria nomeado o primeiro pároco da comunidade ortodoxa em Goiânia. Esse ponto reforça a repercussão gerada em torno de construir Goiânia nos últimos dias.

Principais pontos e impactos da decisão

Segundo a Arquidiocese Ortodoxa, participaram da construção famílias de origem síria, libanesa e palestina, além de integrantes das comunidades grega, russa e brasileira. Com isso, O templo nasceu da necessidade de manter tradições religiosas e oferecer um espaço de convivência para pessoas que haviam construído uma nova vida longe de seus países de origem.

Nesse sentido, na década de 1950, Goiânia atravessava um período de expansão urbana e crescimento populacional. Portanto, A cidade recebia trabalhadores, comerciantes e profissionais que buscavam oportunidades na capital planejada, inaugurada apenas duas décadas antes.

Em seguida, A presença árabe já fazia parte da história econômica e social de Goiás antes mesmo da construção de Goiânia. De acordo com as apurações, muitos imigrantes haviam iniciado suas atividades no comércio, criando redes familiares e profissionais que facilitaram a chegada de outros integrantes da comunidade.

Por outro lado, além da paróquia, a Sociedade Beneficente Ortodoxa de Goiás participou da criação da Escola São Nicolau. Vale destacar que A iniciativa demonstra que a organização comunitária também esteve relacionada à educação e à manutenção de vínculos culturais.

Sendo assim, os registros estão disponíveis no histórico da Paróquia Ortodoxa São Nicolau, publicado pela Arquidiocese Ortodoxa Antioquina.

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Estudo da USP investigou a chegada dos árabes a Goiás

iReligiosos participam de celebração na Igreja Ortodoxa Antioquina São Nicolau, em Goiânia, diante dos ícones e elementos da tradição cristã oriental (Foto: Reprodução/Instagram da Igreja São Nicolau)
Religiosos participam de celebração na Igreja Ortodoxa Antioquina São Nicolau, em Goiânia, diante dos ícones e elementos da tradição cristã oriental (Foto: Reprodução/Instagram da Igreja São Nicolau)

Além disso, A presença de imigrantes árabes no estado foi objeto de uma pesquisa desenvolvida pela historiadora Heliane Prudente Nunes, na Universidade de São Paulo. Dessa forma, A tese de doutorado Imigração Árabe em Goiás, 1880–1970, defendida em 1996, investigou as razões da imigração, as atividades econômicas dos pioneiros e a formação de redes familiares e comunitárias.

Com isso, O trabalho analisou um período de 90 anos, abrangendo desde os primeiros fluxos migratórios até a consolidação de comunidades árabes em diferentes regiões de Goiás. Nesse sentido, A pesquisadora também examinou a adaptação cultural, os preconceitos enfrentados pelos imigrantes e os mecanismos de preservação de sua identidade.

Portanto, entre os aspectos investigados estão a importância da família, da religião e das atividades comerciais na organização dessas comunidades. A pesquisa mostra que a imigração árabe não se restringiu à chegada de trabalhadores, mas envolveu a criação de relações econômicas, sociais e culturais duradouras.

Esse contexto ajuda a compreender o surgimento da Igreja São Nicolau. Embora a tese não seja dedicada exclusivamente ao templo goianiense, ela demonstra a importância das instituições religiosas para a preservação dos vínculos entre imigrantes e descendentes.

O estudo está registrado no Centro de Apoio à Pesquisa em História da USP, que disponibiliza as informações bibliográficas e o resumo da investigação.

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Pesquisa da UFG revela como árabes preservaram a identidade em Goiânia

Interior da Igreja Ortodoxa Antioquina São Nicolau, em Goiânia, destaca a iconostase, os ícones religiosos e os elementos arquitetônicos da tradição cristã oriental (Foto: Reprodução/St. Nicholas Center
Interior da Igreja Ortodoxa Antioquina São Nicolau, em Goiânia, destaca a iconostase, os ícones religiosos e os elementos arquitetônicos da tradição cristã oriental (Foto: Reprodução/St. Nicholas Center

A relação entre imigração e preservação cultural também foi investigada pela pesquisadora Mabel Pettersen Prudente, em dissertação de mestrado defendida na Universidade Federal de Goiás, em 2006.

Intitulado Das Montanhas ao Cerrado: Recortes Sociolinguísticos da Comunidade Árabe em Goiânia, o trabalho examinou questões relacionadas ao bilinguismo, à identidade e à manutenção ou perda da língua de origem entre integrantes da comunidade árabe na capital.

A pesquisa mostra a importância de compreender a imigração para além das atividades profissionais. A língua, as tradições familiares e as relações entre gerações também fazem parte do processo de adaptação dos estrangeiros e de seus descendentes à sociedade brasileira.

O estudo aborda um fenômeno comum entre comunidades de imigrantes: a necessidade de conciliar a integração ao novo país com a preservação de referências culturais. Ao longo das gerações, o uso da língua de origem pode sofrer mudanças, ao mesmo tempo que determinadas tradições continuam presentes no cotidiano familiar e comunitário.

A dissertação não é um estudo específico da Igreja São Nicolau, mas oferece elementos para entender o contexto cultural no qual a paróquia foi criada e permaneceu ativa.

A formação acadêmica e os dados bibliográficos da pesquisa estão registrados no Instituto Federal de Goiás, onde Mabel atua como professora e pesquisadora.

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Igreja participou de iniciativas de acolhimento a refugiados sírios

Vista externa da Igreja Ortodoxa Antioquina São Nicolau, no Setor Oeste de Goiânia, templo consagrado em 1956 que preserva parte da história da imigração árabe na capital (Foto: Reprodução/St. Nicholas Center)
Vista externa da Igreja Ortodoxa Antioquina São Nicolau, no Setor Oeste de Goiânia, templo consagrado em 1956 que preserva parte da história da imigração árabe na capital (Foto: Reprodução/St. Nicholas Center)

A história de São Nicolau também está relacionada a movimentos migratórios mais recentes. Décadas depois de ter sido construída com a participação de imigrantes do Oriente Médio, a paróquia colaborou com iniciativas de acolhimento destinadas a sírios que chegaram a Goiânia.

Registros de projetos vinculados à Universidade Federal de Goiás documentam ações de integração de imigrantes e refugiados, incluindo o ensino de português. A Igreja São Nicolau e o padre Rafael Magul aparecem associados à colaboração comunitária em iniciativas voltadas à população síria.

A participação do templo estabelece uma ligação entre diferentes momentos da história da imigração. No passado, a comunidade ortodoxa ajudou famílias estrangeiras a preservar referências religiosas e culturais. Mais recentemente, a mesma instituição participou de ações destinadas a facilitar a integração de novos moradores à sociedade brasileira.

Aprender português representa uma etapa importante para estrangeiros que chegam ao país. O domínio do idioma pode facilitar o acesso ao trabalho, à educação, aos serviços públicos e às relações cotidianas.

A Cátedra Sérgio Vieira de Mello da UFG reúne pesquisas sobre experiências de refugiados em Goiânia e Aparecida de Goiânia. A documentação universitária permite compreender o contexto dessas iniciativas, embora não comprove que todas as atividades realizadas no passado continuem em funcionamento atualmente.

O próprio padre Rafael Magul já abordou o papel de acolhimento da igreja em reportagem do Mais Goiás sobre a comunidade árabe. Na ocasião, ele explicou que o templo recebe pessoas de diferentes origens religiosas e destacou a importância de preservar a identidade cultural dos imigrantes.

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O que existe por trás das imagens e dos vitrais da igreja

Fachada da Igreja Ortodoxa Antioquina São Nicolau, no Setor Oeste de Goiânia, templo consagrado em 1956 que preserva parte da história da imigração árabe na capital (Foto: Reprodução — autoria original a confirmar)
Fachada da Igreja Ortodoxa Antioquina São Nicolau, no Setor Oeste de Goiânia, templo consagrado em 1956 que preserva parte da história da imigração árabe na capital (Foto: Reprodução — autoria original a confirmar)

O interior da Igreja São Nicolau reúne elementos característicos da tradição cristã ortodoxa. Diferentemente da organização visual encontrada em muitas igrejas ocidentais, o espaço incorpora ícones religiosos e uma estrutura que separa a área destinada aos fiéis da região do altar.

Essa estrutura é conhecida como iconostase. Trata-se de uma divisória que recebe imagens de Cristo, da Virgem Maria e de santos, organizadas conforme a tradição litúrgica oriental.

Na Igreja Ortodoxa, essas imagens não são utilizadas apenas como decoração. Elas integram a linguagem religiosa das celebrações e possuem significado relacionado à teologia, à memória dos santos e à representação dos acontecimentos da fé cristã.

Em 2013, o templo goianiense recebeu 13 novos vitrais representando importantes festas do calendário litúrgico bizantino. Na mesma ocasião, os ícones da iconostase foram restaurados, segundo os registros da Arquidiocese Ortodoxa.

A bênção dos vitrais e das imagens restauradas ocorreu em 19 de maio de 2013, durante cerimônia conduzida pelo arcebispo Dom Damaskinos. As intervenções contribuíram para preservar elementos da identidade visual e religiosa do templo.

O conjunto permite conhecer uma tradição cristã que se desenvolveu historicamente no Mediterrâneo oriental e em outras regiões do mundo. Apesar das diferenças litúrgicas e institucionais, católicos e ortodoxos compartilham raízes históricas anteriores às grandes divisões do cristianismo.

A importância do espaço não se limita, portanto, à aparência das imagens. Sua arquitetura interna está relacionada à maneira como as celebrações são organizadas e vividas pela comunidade religiosa.

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Templo preserva parte da Goiânia dos anos 1950

A permanência da Igreja São Nicolau também chama a atenção pelo contraste com a transformação urbana do Setor Oeste. Consagrada em 1956, a construção pertence a um período em que Goiânia ainda ampliava sua estrutura e consolidava bairros além do núcleo planejado inicialmente.

Atualmente, a Avenida República do Líbano reúne edifícios residenciais, estabelecimentos comerciais, hotéis, restaurantes e diferentes atividades de serviços. Ao longo das décadas, a verticalização modificou profundamente a paisagem da região.

A igreja, entretanto, manteve sua função religiosa e continua ocupando um espaço associado à história das primeiras gerações de imigrantes que participaram de sua construção.

A permanência de edifícios antigos tem importância para a memória urbana porque permite reconhecer diferentes fases de crescimento de uma cidade. Construções religiosas, escolas, residências e equipamentos públicos podem revelar características de períodos que já não aparecem na maior parte da paisagem.

O contraste fica evidente quando a história de São Nicolau é comparada à de outros imóveis construídos na década de 1950. A antiga sede da Companhia Energética de Goiás (Celg), na Avenida Anhanguera, foi erguida entre 1956 e 1958 e acabou demolida em fevereiro de 2025.

Embora os edifícios tenham funções, características arquitetônicas e situações patrimoniais distintas, suas histórias ajudam a compreender as transformações do Setor Oeste.

O Mais Goiás acompanhou a demolição da antiga sede da Celg e a discussão sobre preservação de construções históricas da capital.

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Igreja também se tornou espaço de apresentações culturais

A Igreja São Nicolau continua sendo utilizada para celebrações religiosas, mas também passou a receber atividades culturais. Em novembro de 2025, o Coro Sinfônico da Universidade Federal de Goiás realizou uma apresentação gratuita no templo.

O concerto ocorreu em 27 de novembro e integrou a programação da Escola de Música e Artes Cênicas da UFG. A escolha da igreja foi relacionada à importância histórica e arquitetônica do espaço, conforme explicou a universidade.

Em comunicado publicado pela UFG, a instituição destacou a proposta de aproximar a população da música de concerto por meio da ocupação cultural de espaços simbólicos de Goiânia.

A apresentação representou outra forma de utilização de um edifício criado originalmente para atender às necessidades espirituais de uma comunidade de imigrantes.

O evento também demonstra que construções históricas podem continuar participando da vida cultural da cidade sem abandonar suas funções originais.

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Setenta anos depois, igreja continua ligada à história da imigração

A Igreja Ortodoxa Antioquina São Nicolau chega aos 70 anos reunindo diferentes capítulos da história de Goiânia. Sua construção envolveu imigrantes do Oriente Médio e de outras regiões, sua organização comunitária esteve relacionada à criação de uma escola e sua trajetória posterior incluiu iniciativas de acolhimento a pessoas que chegaram ao Brasil.

As pesquisas acadêmicas desenvolvidas na UFG e na USP ajudam a compreender o contexto histórico dessas experiências. Elas mostram como língua, religião, comércio e relações familiares participaram da formação das comunidades árabes em Goiás.

A igreja preserva parte dessa memória em um endereço que continua movimentado, na Avenida República do Líbano, no Setor Oeste. Seus vitrais, ícones e celebrações mantêm características de uma tradição cristã que ultrapassa as fronteiras brasileiras.

Às vésperas dos 93 anos de Goiânia, a história de São Nicolau revela uma dimensão da capital que nem sempre aparece nas narrativas sobre sua fundação e crescimento.

Muito antes de se tornar uma metrópole com mais de um milhão de habitantes, Goiânia já recebia famílias que traziam consigo culturas, tradições e formas diferentes de viver a religião.

Setenta anos depois, a igreja construída por parte desses imigrantes permanece como um dos testemunhos materiais dessa história. Quem passa pela República do Líbano pode enxergar apenas mais um templo entre prédios e avenidas. Por trás de suas portas, porém, está preservada uma parte da memória de quem chegou de longe e ajudou a construir Goiânia.

Para mais detalhes e apuração completa, consulte a fonte da notícia.

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Redação Foco Goiás