Sobre o tema envolvendo armas nucleares, António Guterres – Foto: lev radin/ Shutterstock.com
O secretário-geral da ONU, António Guterres, iniciou os trabalhos da 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas em 22 com alertas firmes sobre a proliferação de conflitos bélicos, as agressões direcionadas contra populações civis e os assassinatos de agentes humanitários em zonas conflagradas, além de apontar a expansão das assimetrias sociais e o agravamento das fraturas diplomáticas internacionais. Além disso, O diplomata incluiu a inteligência artificial entre as principais ameaças contemporâneas ao declarar que os sistemas digitais operam em ritmo de evolução que supera a capacidade humana de compreensão imediata.
“Até mesmo aqueles que criaram a inteligência artificial estão nos dizendo que estão ficando cegos diante dela”, afirmou António Guterres ao apontar a celeridade com que o setor avança sem contenção.
Contexto e detalhes sobre armas nucleares
Dessa forma, O líder da organização equiparou as ameaças da inteligência artificial às tensões causadas pelas armas nucleares na Guerra Fria e cobrou cooperação internacional contra um colapso generalizado. Ele lembrou que os governos rivais daquele período histórico criaram canais de diálogo para conter riscos existenciais mútuos, frear crises e evitar catástrofes. “A inteligência artificial exige a mesma clareza de propósito e o mesmo senso de urgência”, afirmou António Guterres.
Com isso, antónio Guterres afirmou que as ferramentas computacionais evoluem mais depressa que a percepção coletiva sobre os impactos globais. Nesse sentido, O representante alertou que o perigo concreto reside na “tecnologia sem responsabilização, capacidade sem supervisão e tomada de decisões sem transparência”. Portanto, governos que chefiam o desenvolvimento tecnológico devem repassar dados sobre ameaças nascentes, colaborar em baterias de testes e instituir proteções conjuntas. O secretário-geral apontou a ONU como fórum universal apto a conduzir essas definições com apoio do Pacto Digital Global e do Painel Científico Internacional Independente sobre IA.
Normas internacionais precisam assegurar que a criação desses recursos ocorra “pela humanidade, com a humanidade e para toda a humanidade”, reivindicou o dirigente. António Guterres declarou que menores de idade não devem servir como cobaias de modelos sem fiscalização governamental e rejeitou a transferência de decisões sobre a vida humana para máquinas autônomas. “Robôs assassinos não devem ter lugar no nosso futuro”, declarou o secretário-geral.
Para António Guterres, essa tecnologia integra uma transformação profunda nas formas globais de aplicação e partilha do poder entre nações.
“Não estamos diante de crises separadas. Estamos diante de capítulos da mesma história: a história do poder — como ele é usado e como está mudando”, disse o secretário-geral da ONU.
O dirigente detalhou outros aspectos. Guterres afirmou que a inteligência artificial está “remodelando os Estados” e alterando relações econômicas, políticas e sociais. O secretário-geral disse que o setor tecnológico também pode expandir oportunidades produtivas, incentivar a inovação científica e solucionar impasses mundiais.

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