Segunda-feira, 2 de novembro de 2026
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Governo quebra cabeça para desarmar bombas no Orçamento 2027

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Governo quebra cabeça para desarmar bombas no Orçamento 2027
Brasil

Custo de pacote de bondades propagado na campanha eleitoral precisa ser enquadrado no Orçamento federal para governo cumprir a meta fiscal

Washington Costa/MF
Governo quebra

Sobre o tema envolvendo Governo quebra, além disso, A equipe do governo do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), se movimenta desde o início desta semana para desarmar as “bombas” orçamentárias deixadas durante a campanha eleitoral. Dessa forma, medidas e promessas do Executivo demandarão o remanejamento de ao menos R$ 20 bilhões no Orçamento de 2027.

Com isso, as medidas são necessárias, pois a última versão do Orçamento não comporta medidas anunciadas por Lula durante a campanha eleitoral. Nesse sentido, neste âmbito entram medidas como o reajuste do programa Bolsa Família, que terá custo de R$ 22 bilhões; a ampliação do Pé-de-Meia, de cerca de R$ 2 bilhões; o Desenrola 3.0, de R$ 5 bilhões; e o Pix Mei, de R$ 1 bilhão. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a Governo quebra continuam sendo acompanhados com atenção.


Entenda as contas do governo central

  • Um superávit primário ocorre quando as receitas têm saldo maior do que as despesas, sem contar os juros. O déficit primário ocorre quando esse resultado é negativo. Juntos, eles formam o “resultado primário”.
  • No acumulado de 2025, o governo central teve déficit primário de R$ 13 bilhões (descontadas as deduções R$ 48,6 bilhões) — equivalente a 0,1% do Produto Interno Bruto (PIB). Mesmo com o resultado negativo, a meta fiscal de 2025 foi cumprida.
  • A meta do governo federal para 2026 é de superávit fiscal de 0,25% do PIB, cerca de R$ 35 bilhões.

Portanto, no caso específico do Bolsa Família, quando houve o anúncio do aumento, em 17 de setembro deste ano, o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, afirmou o reajuste seria acomodado no Orçamento com o remanejamento de despesas, sendo uma delas um saldo do valor previsto para zerar a fila do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Esse ponto reforça a repercussão gerada em torno de Governo quebra nos últimos dias.

“Há uma redução da projeção da Previdência que implica uma sobra de recursos e parcela dessa sobra será remanejada para garantir esse reajuste do Bolsa Família”, explicou Moretti. Especialistas destacam que novas atualizações sobre Governo quebra devem surgir em breve.

Em seguida, os ajustes no Orçamento são necessários para o cumprimento da meta fiscal. De acordo com as apurações, os detalhes são tratados por Moretti e pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan. Os trabalhos neste sentido começaram logo na última segunda-feira (26/10). Vale ressaltar que os aspectos relacionados a Governo quebra continuam sendo acompanhados com atenção.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles Esse ponto reforça a repercussão gerada em torno de Governo quebra nos últimos dias.

“Vamos buscar o centro da meta (fiscal), também de maneira formal. As medidas legais serão apresentadas (em um Projeto de Lei Complementar) para isso e nós vamos dizer e dar todos os instrumentos para que não tenha dúvida jurídica que a gente vai perseguir o centro da meta. Por outro lado, mas existem outras medidas que estão sendo avaliadas”, disse Durigan na segunda. Especialistas destacam que novas atualizações sobre Governo quebra devem surgir em breve.

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Metrópoles

Vale destacar que O presidente Luiz Inácio Lula da Silva apaga as velas do bolo e se emociona durante a comemoração de seu aniversário de 81 anos, no Palácio da Alvorada

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Vale destacar que O presidente Luiz Inácio Lula da Silva apaga as velas do bolo e se emociona durante a comemoração de seu aniversário de 81 anos, no Palácio da Alvorada

KEBEC NOGUEIRA /METRÓPOLES @kebecfotografo

Sendo assim, dario Durigan, ministro da Fazenda

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Sendo assim, dario Durigan, ministro da Fazenda

HUGO BARRETO / METRÓPOLES @hugobarretophoto

Além disso, mão segurando um cartão do Bolsa Família

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Além disso, mão segurando um cartão do Bolsa Família

Roberta Aline/MDS

Dessa forma, bruno Moretti, novo ministro do Planejamento e Orçamento

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Dessa forma, bruno Moretti, novo ministro do Planejamento e Orçamento

Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Meta fiscal

O centro da meta fiscal para 2027 é um resultado primário de superávit de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB), ou seja, R$ 73,2 bilhões. No entanto, existe um intervalo de tolerância de 0,25% do PIB para mais ou para menos. Com isto, o valor é cumprido se ficar em pelo menos um superávit de R$ 36,6 bilhões.

  • Déficit é quando um governo tem mais despesas do que receitas, superávit é quando acontece o contrário.
  • O resultado primário é a diferença entre o que o governo arrecada e os gastos que ele tem, mas sem levar em conta os valores para o pagamento dos juros da dívida pública.

A meta fiscal para o resultado primário não leva em conta as deduções legais, um conjuntos de despesas do governo federal que não entram no cálculo.

Veja exemplos:

  • Precatórios excedentes;
  • Ressarcimentos a beneficiários do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) por descontos indevidos;
  • Despesas temporárias em educação e saúde; e
  • Gastos com projetos estratégicos de defesa nacional.

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Dívida pública

A dívida pública consolidada do Brasil tem crescido nos últimos anos. O motivo são os juros da dívida — que não entram no resultado primário — déficits orçamentários e despesas que não estão incluídas no cálculo para aferição do resultado primário.

A dívida bruta do governo geral (DBGG) atingiu 82,9% do PIB (R$ 11,1 trilhões) em setembro deste ano. Em dezembro de 2022, antes do início do atual mandato de Lula, o percentual era de 71,68%.

A dívida influencia nos ânimos do mercado. Após o primeiro turno, analistas apostaram que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) sairia vencedor das urnas. Entre outros fatores, eles consideravam que a ida do senador para o Planalto representaria um compromisso maior com as contas públicas, embora Flávio não tenha apresentado caminhos para o “tesouraço” nas despesas.

A vitória surpreendente de Lula virou os mercados para baixo e o dólar para cima.

Na última segunda, dia do primeiro pregão após Lula ser reeleito, houve queda histórica de 13,88%, movimento que continuou ao longo da semana. Na sexta anterior ao segundo turno, a bolsa brasileira (B3) fechou o pregão aos 205,6 mil pontos. No início da tarde da última sexta, o painel marcava 167,7 mil pontos.

O presidente do Sindicato dos Economistas no Estado de São Paulo (Sindecon-SP), Carlos Eduardo Oliveira Jr. atribui o movimento do mercado ao fato de que os investidores não estão centrando as preocupações no potencial de crescimento da economia, “mas na capacidade do governo de equilibrar esse crescimento com a preservação das contas públicas”.

“Por outro lado, acredito que essa frustração inicial pode ser temporária. A experiência demonstra que os agentes financeiros costumam ser pragmáticos e avaliam governos pelos resultados efetivamente entregues. Se a nova administração demonstrar compromisso com a responsabilidade fiscal, segurança jurídica e previsibilidade regulatória, a confiança tende a ser restabelecida”, avalia.

Para mais detalhes e apuração completa, consulte a fonte da notícia.

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Redação Foco Goiás