Alterando hora conceito de horário de verão – Foto: ConstantinosZ/istock
Governo federal confirma que o horário de verão não será adotado em 2025. O Ministério de Minas e Energia emitiu nota oficial na sexta-feira, 3 de outubro, desmentindo especulações sobre o retorno da medida suspensa desde 2019. A decisão ocorre em Brasília e visa alinhar políticas energéticas ao cenário atual de consumo.
A medida, que adianta relógios em uma hora durante a primavera e verão, não atende mais aos objetivos iniciais de economia de energia. Estudos recentes do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico indicam alterações nos hábitos de uso de eletricidade.
- Principais regiões afetadas historicamente: Sul, Sudeste e Centro-Oeste.
- Período típico de vigência: de novembro a fevereiro.
- Objetivo original: reduzir demanda no pico noturno.
O Operador Nacional do Sistema Elétrico assegura suprimento estável até fevereiro de 2026.

Motivos para a manutenção da suspensão
O pico de consumo de energia deslocou-se para as tardes quentes, em vez do início da noite. Essa mudança resulta do aumento no uso de aparelhos de refrigeração, como ar-condicionado. O Ministério de Minas e Energia destaca que a medida perdeu eficácia com a evolução tecnológica.
Em 2019, análises apontaram redução nos benefícios esperados. A política pública, implementada desde 1931, visava aproveitar luz natural para iluminação. Hoje, equipamentos mais eficientes alteram o equilíbrio do sistema elétrico.
Avaliação contínua da política energética
O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico realiza análises periódicas. A transição para fontes renováveis ganha prioridade no planejamento. O governo considera cenários excepcionais, como secas prolongadas, para possíveis ajustes futuros.
Reservas hídricas apresentam níveis positivos atualmente. Leilões de capacidade de energia foram realizados para reforçar o suprimento. O foco permanece na modernização da rede elétrica nacional.
A Comissão de Minas e Energia da Câmara aprovou projeto que proíbe a adoção indefinida da medida. O texto avança para análise na Comissão de Constituição e Justiça. Representantes do setor elétrico participam das discussões técnicas.
Setores impactados pela ausência da mudança
Trabalhadores em indústrias e serviços públicos mantêm rotinas inalteradas. Escolas e comércio evitam ajustes em horários de funcionamento. Consumidores de energia observam estabilidade nas contas mensais.
O turismo, que antes se beneficiava de dias mais longos, adapta-se sem a alteração. Empresas de transporte ajustam operações sem necessidade de sincronização extra. Setor agropecuário, dependente de horários solares, prossegue com padrões habituais.
Estratégias alternativas para eficiência
Expansão de usinas solares e eólicas integra o plano nacional. Mecanismos de resposta à demanda incentivam redução voluntária no pico. Investimentos em hidrelétricas visam sustentabilidade a longo prazo.
O Plano de Operação Energética para 2025-2029 prevê desafios com geração distribuída. Medidas como bandeira tarifária vermelha controlam sobrecargas sazonais. O governo promove conscientização sobre uso racional de eletricidade em campanhas públicas.
A avaliação do horário de verão integra discussões no âmbito do Sistema Interligado Nacional. Alterações climáticas influenciam projeções de demanda para os próximos anos, com ênfase em adaptações regionais. O Ministério de Minas e Energia coordena ações com estados para mitigar riscos, incorporando dados de consumo histórico desde a suspensão em 2019, quando o pico migrou para 15h em dias de calor intenso, registrando recordes como 103.785 megawatts em fevereiro de 2025. Essa dinâmica, agravada pelo aquecimento global, reforça a necessidade de políticas flexíveis, com monitoramento mensal do Operador Nacional do Sistema Elétrico para garantir equilíbrio entre oferta e demanda sem recorrer a ajustes temporários nos relógios.
Histórico da medida no país
A implementação ocorreu pela primeira vez em 1931. Decretos sucessivos adaptaram o período de vigência. Suspensão em 2019 baseou-se em estudos de impacto ambiental e econômico.
Posição oficial do ministério
O tema permanece em análise permanente. Decisão final cabe ao presidente da República. Rumores nas redes sociais foram desmentidos rapidamente.

