Além disso, O goiano Olavo Noleto, integrante do PT e ex-secretário-executivo do Ministério das Relações Institucionais, negou qualquer relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Dessa forma, O pronunciamento veio na tarde desta sexta-feira (9). Com isso, A assessoria de Noleto disse, em nota, que ele jamais recebeu dinheiro ou benefício de Vorcaro.
Nesse sentido, olavo Noleto aparece entre os personagens de uma denúncia feita por Vorcaro sobre supostas negociações irregulares com integrantes do governo do presidente Lula (PT). Portanto, as revelações foram publicadas nesta sexta-feira pela revista Veja e incluem a afirmação de que Vorcaro teria destinado R$ 30 milhões, em dinheiro vivo, ao financiamento de um documentário sobre a trajetória do presidente.
“Olavo Noleto não tem qualquer relação com o banqueiro citado pela imprensa e jamais recebeu recursos financeiros ou quaisquer tipos de benefícios dele ou de pessoas a ele ligadas. Em seguida, olavo não autorizou ninguém a falar em seu nome e repudia tentativas de vinculá-lo ao banqueiro”, disse a assessoria de Noleto ao Mais Goiás.
De acordo com as apurações, noleto, que era o braço direito do então ministro Alexandre Padilha no Palácio do Planalto, teria atuado como um dos interlocutores do banqueiro nas tentativas de obter acesso a recursos de fundos de pensão federais. Por outro lado, segundo a Veja, mensagens encontradas pela Polícia Federal no celular de Vorcaro confirmam contatos entre o ex-banqueiro e o político goiano, além da participação de ambos em encontros reservados. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a Olavo Noleto continuam sendo acompanhados com atenção.
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O que disse Vorcaro
Vale destacar que de acordo com os relatos atribuídos a Vorcaro, a aproximação com integrantes do governo começou entre o fim de 2023 e o início de 2024, quando o Banco Master passou a buscar investimentos de fundos de previdência ligados a empresas estatais. Sendo assim, O ex-banqueiro afirma que, durante essas negociações, recebeu propostas de pagamento de comissões ilegais em troca da liberação de recursos.Ele ainda não apresentou provas de que isso realmente aconteceu. Esse ponto reforça a repercussão gerada em torno de Olavo Noleto nos últimos dias.
Além disso, O contato com Noleto teria ocorrido por intermédio de um operador identificado como Júlio, que mantinha acesso ao gabinete de Padilha. Dessa forma, em mensagem enviada a Vorcaro, o empresário e ex-ministro Walfrido dos Mares Guia relatou que o goiano havia demonstrado boa impressão sobre o banqueiro.

Com isso, segundo a revista, Vorcaro também relatou uma reunião com Padilha na qual o ministro teria indicado Noleto como seu principal interlocutor nas tratativas. Nesse sentido, O ex-banqueiro atribui ao então ministro a afirmação de que aquilo que fosse negociado com o secretário-executivo equivaleria a uma negociação com o próprio Padilha.
O relato faz parte das informações apresentadas por Vorcaro em tentativas de colaboração premiada. As acusações não foram comprovadas, e a Procuradoria-Geral da República não levou adiante as propostas.
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Goiano teria participado de jantar na casa de Vorcaro
A relação entre o petista goiano e o ex-controlador do Banco Master também aparece em mensagens obtidas pela Polícia Federal e reveladas anteriormente pela Folha de S.Paulo.
Em 23 de outubro de 2024, Noleto participou de um jantar na residência de Vorcaro, em Brasília, ao lado de Alexandre Padilha e outros convidados. O encontro ocorreu às 22h e não constou da agenda oficial do então ministro.

Na véspera, o intermediário Júlio Cezar enviou mensagem ao banqueiro confirmando a presença de Padilha e Noleto. No dia seguinte, informou que os convidados estavam a caminho da residência.
A Veja também relata que, após o encontro, as conversas passaram a tratar da possibilidade de uma reunião entre Vorcaro e Lula. O presidente recebeu o banqueiro no Palácio do Planalto em 4 de dezembro de 2024.
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Questionados anteriormente pela Folha, Padilha e Noleto não detalharam o conteúdo do jantar. Em manifestação conjunta encaminhada pela assessoria do ministro, afirmaram que ele participava regularmente de reuniões com representantes de diferentes setores e que o encontro não teve desdobramentos.
Vorcaro relata cobrança de propina para acessar fundos de pensão
A reportagem da Veja afirma que Vorcaro descreveu um suposto esquema de cobrança de comissões de 10% sobre operações envolvendo investimentos de fundos de pensão no Banco Master.
O ex-banqueiro mencionou, entre os participantes das articulações, o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, Alexandre Padilha, Olavo Noleto e intermediários ligados ao grupo.

Em abril de 2024, o Banco Master foi incluído em uma relação de instituições autorizadas a receber investimentos de determinados fundos de previdência. Segundo a revista, mensagens indicam que um intermediário cobrou R$ 500 mil de Vorcaro no mesmo dia da autorização.
O banqueiro também afirmou que operações envolvendo fundos municipais teriam resultado em pagamentos de pelo menos R$ 6 milhões a integrantes do suposto esquema. Essas alegações, porém, dependem de comprovação independente.
Suposto financiamento de filme sobre Lula
Além das negociações envolvendo fundos de pensão, Vorcaro afirmou ter destinado aproximadamente R$ 30 milhões em espécie para financiar um documentário sobre o presidente Lula, dirigido pelo cineasta norte-americano Oliver Stone.

Segundo o relato divulgado pela Veja, os pagamentos teriam envolvido o Instituto Lula e pessoas ligadas ao PT, entre elas Paulo Okamotto e João Vaccari Neto.
A acusação, no entanto, é contestada. Uma análise divulgada pelo UOL nesta sexta-feira aponta que as mensagens extraídas do celular de Vorcaro não apresentam comprovação dos pagamentos relacionados ao documentário.
Os responsáveis pela produção do filme negam ter recebido recursos do ex-banqueiro. A PGR também não deu prosseguimento às propostas de colaboração premiada apresentadas por Vorcaro.
Quem é Olavo Noleto
Natural de Goiânia, Olavo Noleto tem uma trajetória ligada ao PT e à administração pública. Atuou na Prefeitura de Goiânia durante a gestão de Pedro Wilson e ocupou diferentes funções no governo federal.
Durante o terceiro mandato de Lula, assumiu a secretaria-executiva do Ministério das Relações Institucionais, então comandado por Alexandre Padilha. O cargo o colocou entre os principais responsáveis pela articulação política do governo.
Noleto também passou pela administração municipal de Aparecida de Goiânia e pelo Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, conhecido como Conselhão.
Disputou e perdeu uma eleição para deputado federal.
Atualmente, preside a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI).
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O que dizem os envolvidos
Lula rejeitou as acusações de que teria solicitado ou recebido vantagens financeiras do ex-banqueiro.
Até o momento, as informações divulgadas não comprovam que Noleto tenha participado do suposto financiamento do documentário ou recebido pagamentos ilícitos. A participação do goiano em encontros e contatos com Vorcaro, entretanto, está registrada em mensagens obtidas pela Polícia Federal.
O que diz Alexandre Padilha
Em nota enviada por meio da assessoria ao Mais Goiás, Padilha se manifestou:
Merece repúdio que um suposto depoimento e um áudio com indícios de fraude e manipulação de um criminoso confesso seja usado para tumultuar o processo eleitoral para que seu cúmplice, o candidato Flávio Bolsonaro, seja favorecido na falsa tentativa de legitimar R$ 65 milhões destinados supostamente ao filme em homenagem a um ex-presidente preso por tentativa de golpe de Estado e responsável por centenas de milhares de mortes na pandemia.
Em razão disso, pedi que a Advocacia-Geral da União (AGU) ingresse com as providências judiciais cabíveis para exigir direito de resposta às mentiras apresentadas. Também será solicitada perícia sobre a veracidade, autenticidade e integridade do áudio veiculado, uma vez que a Procuradoria-Geral da República já declarou, publicamente, que não foi realizado nem registrado depoimento oral de Vorcaro sobre esse tema justamente por conta da rejeição da delação por sua completa ausência de provas.
Em nenhuma hipótese e sob nenhum pretexto, jamais agi ou autorizei que outros agissem em defesa dos interesses de Daniel Vorcaro e do Banco Master. O depoimento mentiroso do banqueiro é tão desprovido de qualquer comprovação que a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República atestaram que os relatos trazem apenas informações desencontradas, sem provas e sem confissão de crime. Além de mentiroso, o enredo contado sequer tem sentido cronológico.
A peça representa uma tentativa tosca de confundir a sociedade, com o objetivo descarado de minimizar a gravidade do repasse de recursos para a família Bolsonaro, a pretexto de financiar o filme Dark Horse. Assim como tenta reproduzir para o Presidente Lula o esquema operado por Flávio Bolsonaro: o financiamento supostamente direcionado a um filme e a um instituto.
Enquanto fui ministro de Relações Institucionais, fazia parte de minhas atribuições institucionais fazer interlocução com todos os setores da sociedade, inclusive do mercado financeiro e do setor produtivo. E o fiz sempre em absoluto respeito à lei e em defesa do povo brasileiro, como é a orientação do Presidente Lula.
Prova desse compromisso é que foi no nosso governo que Vorcaro foi preso e o Banco Master, liquidado. Essa postura de rigor faz cair por terra qualquer acusação falaciosa de que tenha havido envolvimento e repasses de recursos para beneficiar a mim, ao Instituto Lula e ao filme do diretor Oliver Stone, que já rechaçou publicamente ter recebido qualquer tipo de verba de Daniel Vorcaro.
Para mais detalhes e apuração completa, consulte a fonte da notícia.
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