Sobre o tema envolvendo na OAB, além disso, aos 24 anos, Maria Vitória Gomes da Silva, de Goianésia, no interior de Goiás, conquistou a aprovação no 46º Exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) na primeira tentativa. Dessa forma, com deficiência visual, ela utilizou recursos de acessibilidade e tecnologia assistiva durante a preparação e a realização das provas para concluir uma etapa importante da trajetória profissional.
Com isso, em entrevista ao Mais Goiás, Maria Vitória contou que foi alfabetizada em Braille ainda na infância, com o auxílio de uma professora de apoio. Nesse sentido, ao longo da formação escolar, também contou com a ajuda dos pais, de colegas e de profissionais que a acompanharam nos estudos. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a na OAB continuam sendo acompanhados com atenção.
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Portanto, A escolha pelo Direito veio cedo. Em seguida, aos 13 anos, ela decidiu que queria seguir a carreira jurídica. Embora tenha considerado outras possibilidades ao longo do tempo, a área continuou sendo a que mais despertava seu interesse. Esse ponto reforça a repercussão gerada em torno de na OAB nos últimos dias.
Contexto e detalhes sobre na OAB
“Eu falo que é um curso que combina muito comigo. De acordo com as apurações, hoje, eu percebo que não seria tão realizada se tivesse feito outra faculdade”, afirmou. Especialistas destacam que novas atualizações sobre na OAB devem surgir em breve.
Por outro lado, maria Vitória concluiu o ensino médio em 2020 e ingressou na graduação em Direito em 2021. Poucos dias depois de começar a faculdade, conseguiu uma oportunidade de estágio na Delegacia da Polícia Civil de Goianésia. Ela permaneceu no local por três anos. Depois, foi aprovada em uma seleção para estagiar no Ministério Público, onde ficou até concluir a graduação, em dezembro de 2025.

Durante a trajetória acadêmica e após a conclusão do curso, Maria Vitória também foi homenageada pela Câmara Municipal de Goianésia. Primeiro, recebeu uma homenagem enquanto acadêmica, por se destacar na graduação em Direito. Posteriormente, foi homenageada como egressa, em reconhecimento à sua contribuição. Mesmo após concluir a faculdade, a advogada mantém o vínculo com a instituição de ensino por meio da participação em um grupo de pesquisa.
Principais pontos e impactos da decisão
Tecnologia assistiva foi fundamental durante a preparação
A aprovação na OAB veio após as duas etapas do exame, realizadas em maio e junho deste ano. Durante a preparação, Maria Vitória utilizou um leitor de tela para acessar materiais de estudo, acompanhar videoaulas e resolver questões. A ferramenta transforma o conteúdo exibido na tela em áudio, permitindo que pessoas com deficiência visual utilizem computadores e outros dispositivos com mais autonomia.
“Então, a tecnologia foi indispensável para que eu conseguisse ter autonomia para estudar”, destacou.

Além dos recursos tecnológicos, a goiana contou com o apoio dos pais, de familiares, amigos e professores. Para fazer as provas, solicitou adaptações de acessibilidade, incluindo tempo adicional, computador com leitor de tela e auxílio de profissionais responsáveis pela leitura e transcrição.
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Na primeira fase, Maria Vitória conseguiu utilizar o computador para acessar o conteúdo do exame. Ela ditava as respostas, que eram registradas pela profissional responsável pela transcrição. Na segunda etapa, porém, problemas com os dois teclados disponibilizados pela organização do exame dificultaram o uso do equipamento, obrigando-a a depender mais do auxílio da profissional.
Mesmo nessas condições, Maria Vitória conduziu todas as respostas, ditando cada palavra e sinal de pontuação. Quando necessário, também soletrava termos para evitar erros na transcrição. Durante a consulta ao vade-mécum, livro de referência jurídica permitido nessa etapa, ela ainda orientava a profissional sobre as informações que precisava localizar.
Além das barreiras de acessibilidade, Maria Vitória relata episódios de preconceito contra pessoas com deficiência. Ela conta que, após publicar as fotos de sua formatura nas redes sociais, recebeu diversas mensagens de apoio e felicitações, mas também foi alvo de comentários discriminatórios, incluindo ofensas à aparência e observações sobre seus olhos.
“Apesar de toda a evolução da sociedade, ainda tem esse preconceito”, afirmou.
A advogada disse que não conseguiu ler e responder a todas as mensagens recebidas devido ao grande volume de interações. Ainda assim, procura não internalizar as ofensas. “Eu acredito que a pessoa está falando sobre ela e não sobre mim”, declarou.
Para o futuro, Maria Vitória pretende continuar a trajetória na área jurídica e prestar concurso para a promotoria.
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