Sexta-feira, 23 de outubro de 2026
Política

Globo veta movimentação livre no debate entre Lula e Flávio

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Globo veta movimentação livre no debate entre Lula e Flávio

Além disso, A Globo vetou a movimentação livre dos candidatos ao Planalto, Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), no debate que acontece nesta sexta-feira (23), a partir das 21h20. Dessa forma, no confronto eleitoral da Band, no último domingo (18), a campanha do petista acusou o adversário de se posicionar atrás dele para gesticular e ironizar suas falas.

Com isso, em comunicado, a Globo informou que, nos três primeiros blocos, “o candidato que tiver a palavra poderá se movimentar pelo cenário livremente. Enquanto isso, o oponente deve se manter em seu púlpito até chegar a sua vez de falar”. Nesse sentido, no quarto e último bloco, cada presidenciável poderá “se movimentar livremente pelo seu lado do cenário”. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a movimentação livre continuam sendo acompanhados com atenção.

Portanto, quanto ao debate, os três primeiros blocos terão temas determinados e o último será livre. Em seguida, A ordem das perguntas será definida por sorteios realizados ao vivo pelo mediador, o jornalista César Tralli. Esse ponto reforça a repercussão gerada em torno de movimentação livre nos últimos dias.

Contexto e detalhes sobre movimentação livre

Confira como vai funcionar: Especialistas destacam que novas atualizações sobre movimentação livre devem surgir em breve.

1º Bloco: Temas Regionais e Nacional Vale ressaltar que os aspectos relacionados a movimentação livre continuam sendo acompanhados com atenção.

  • Estrutura: 6 rodadas de perguntas e respostas.
  • Conteúdo: Assuntos relacionados às diferentes regiões do País e 1 tema prioritário de âmbito nacional.
  • Tempo: 3 minutos por rodada para cada dupla de candidatos.
  • Dinâmica: Os candidatos gerenciam livremente o seu tempo entre:
    • Pergunta e réplica OU
    • Resposta e tréplica.

2º e 3º Blocos: Temas Predefinidos

  • Conteúdo: Perguntas baseadas em temas apresentados no telão e escolhidos pelos próprios candidatos.
  • Dinâmica de Tempo: Mesma regra do 1º bloco (3 minutos por rodada para administrar entre pergunta/réplica e resposta/tréplica).

4º Bloco: Tema Livre

  • Conteúdo: Tema livre à escolha dos candidatos.
  • Tempo: 8 minutos no total de tempo de fala para cada candidato.
  • Intervenções: Sem limite de intervenções durante o uso do tempo acumulado.

Checagem de fatos

De acordo com as apurações, durante o embate, o Grupo Globo fará uma cobertura especial para verificar as declarações dos candidatos. Por outro lado, mais de 30 jornalistas da empresa trabalharão para agilizar o processo e farão a publicação das checagens no G1, além dos sites dos jornais O Globo, Valor Econômico, Extra e rádio CBN.

Além das publicações que ocorrerão durante o confronto eleitoral, o serviço seguirá desmentindo as informações falsas durante a madrugada, até que todas as falas sejam checadas. A Globonews também fará um programa comentando o que foi dito durante o debate.

Vale citar que foi feita uma petição online pela checagem de fatos em tempo real no debate da TV Globo. O abaixo-assinado criado por Rafael Brito já soma mais de 1,15 milhão de assinaturas nesta manhã.

“No último debate do segundo turno, na Rede Bandeirantes, presenciamos momentos de desinformação e propagação de fake news, mesmo na presença de jornalistas experientes. Isso não apenas afeta o resultado das eleições, mas também enfraquece a confiança das pessoas em nosso sistema democrático”, justifica a petição no change.org.

“Não podemos aceitar que afirmações comprovadamente falsas sejam apresentadas a milhões de brasileiros sem esclarecimentos imediatos na própria transmissão. Os debates eleitorais não são simples espetáculos televisivos, tampouco arenas em que candidatos devem ter liberdade para manipular a realidade sem serem confrontados com os fatos. Eles são instrumentos fundamentais da democracia. São oportunidades para que a população conheça propostas, avalie argumentos, confronte discursos com a realidade e tome decisões conscientes sobre o futuro do país”, continuou.

Os destinatários do abaixo-assinado são o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o presidente da Globo, João Roberto Marinho, o diretor-geral de Jornalismo da emissora, Ricardo Villela, e o jornalista César Tralli, responsável pela mediação do confronto eleitoral.

Segundo Brito, muitos países já adotaram a prática de checagem de fatos em tempo real com sucesso. “A verdade não pode ser relativizada dentro de um veículo de imprensa. Uma mentira não pode receber o mesmo tratamento que um fato comprovado. A imprensa é guardiã da democracia e deve ser responsável.”

Debate anterior

Após o debate da Band, no último domingo (18), agências de checagem realizaram a apuração sobre as afirmações incorretas dos candidatos. Entre declarações falsas, consta uma fala de Flávio que atribui a Lula e à primeira-dama Janja o gasto de R$ 7 bilhões com viagens. O valor corresponde a despesas de diferentes órgãos do governo federal. Já o petista afirmou que a economia brasileira só voltou a crescer acima de 3% após seu retorno à presidência, em 2023. Esse patamar também foi superado nas gestões de Dilma Rousseff (PT) e Jair Bolsonaro (PL).

LEIA MAIS:

  • Vox Radar: Lula soma 50,6% contra 49,4% de Flávio no 2º turno

Para mais detalhes e apuração completa, consulte a fonte da notícia.

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Redação Foco Goiás