Quinta-feira, 8 de outubro de 2026
Goiás

Fraudes bancárias: operação em Goiás mira grupo ligado ao CV e PCC que movimentou R$ 60 milhões

Operação policial contra fraudes bancárias em Goiás ligadas ao CV e PCC
Fraudes bancárias: operação em Goiás mira grupo ligado ao CV e PCC que movimentou R$ 60 milhões

Além disso, uma quadrilha especializada em fraudes bancárias contra empresas entrou na mira da Polícia Civil (PC) suspeita de movimentar cerca de R$ 60 milhões. Dessa forma, O grupo também é investigado por lavar dinheiro para o Comando Vermelho (CV) e para o Primeiro Comando da Capital (PCC). Com isso, cerca de 100 policiais cumpriram, nesta quinta-feira (20), 19 mandados de busca e apreensão e seis mandados de prisão em endereços residenciais e comerciais localizados em Goiás, Distrito Federal, São Paulo, Mato Grosso e Santa Catarina.

Nesse sentido, A Justiça determinou ainda o sequestro de cinco veículos de luxo utilizados pelos investigados e de dois imóveis avaliados, juntos, em mais de R$ 3,5 milhões. Portanto, A investigação também culminou no bloqueio de valores em contas e ativos financeiros dos investigados, montantes que podem ultrapassar os R$ 60 milhões. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a Fraudes bancárias continuam sendo acompanhados com atenção.

LEIA TAMBÉM Esse ponto reforça a repercussão gerada em torno de Fraudes bancárias nos últimos dias.

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Segundo a PCDF, responsável pela operação, o grupo atuava em diferentes etapas das fraudes, desde o contato com as vítimas e a captura fraudulenta de credenciais bancárias até a retirada e movimentação dos valores obtidos ilegalmente. Depois dos golpes, o dinheiro era rapidamente distribuído em contas de laranjas. A estratégia tinha como objetivo dificultar o rastreamento dos recursos, esconder a origem criminosa e dar aparência de legalidade ao dinheiro.

Fraudes bancárias
Viatura da PCDF – (Foto: reprodução)

Fraudes bancárias: Tentativa de latrocínio

A origem de todo o esquema veio à tona a partir de uma tentativa de latrocínio ocorrida no Distrito Federal, em 2024, quando homens armados ligados ao CV, vindos de Mato Grosso, invadiram a capital federal com o objetivo de assaltar o operador financeiro do esquema, após receberem informações de que ele movimentava cifras astronômicas. As investigações revelaram que o ataque do Comando Vermelho foi motivado não apenas pela atração das cifras operadas, mas também pela suspeita de que o alvo mantinha ligações diretas com o PCC e comandaria operações financeiras para a facção rival. 

Com o aprofundamento das apurações, a PCDF constatou que o investigado atuava como um “lavador profissional de dinheiro”, prestando serviços financeiros clandestinos e de ocultação patrimonial sem vinculação exclusiva a um único grupo, atendendo simultaneamente tanto às demandas da facção carioca quanto às do PCC. 

40 anos de prisão

Os suspeitos poderão responder, de acordo com a participação individual identificada pela investigação, por furto mediante fraude praticado por meio de dispositivo informático, estelionato eletrônico, organização criminosa, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica e documental.

As penas dos crimes, somadas, podem chegar a 40 anos de prisão. A investigação continua com a análise do material apreendido e o rastreamento do fluxo financeiro para identificar outros possíveis beneficiários e dimensionar a atuação da estrutura criminosa.

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Redação Foco Goiás