Forte terremoto provoca explosão em shopping no Japão

Redação
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Forte terremoto provoca explosão em shopping no Japão

Uma forte explosão, capturada em vídeo por um motorista, abalou um shopping na cidade de Kashima, no sul do Japão, em 28 de julho de 2026. O incidente ocorreu logo após um terremoto de magnitude 7.1 atingir a região, causando destruição e deixando um rastro de mortos, feridos e pessoas presas sob os escombros do estabelecimento.

Estrutura de shopping desaba e deixa vítimas

As imagens divulgadas mostram o momento exato em que a explosão atingiu uma coluna lateral do shopping Aeon Mall. A força do impacto levou ao desabamento parcial da estrutura, criando um cenário de caos. As autoridades locais informaram que há pessoas sob os escombros e relatos de funcionários desaparecidos, gerando grande preocupação. A polícia de Kumamoto, em particular, relatou um “número considerável” de mortos no local. O corpo de bombeiros de Kumamoto confirmou a evacuação do shopping, mas a contagem exata de pessoas que não conseguiram sair a tempo ainda não foi determinada.

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Alertas sobre novos e fortes tremores na região

O abalo sísmico que atingiu o sul do Japão pode ser seguido por outros eventos ainda mais intensos nos próximos dias, conforme alertado pela agência meteorológica do país. Especialistas indicam a possibilidade de terremotos de grande magnitude, que podem superar o tremor inicial. A população foi orientada a manter a vigilância.

A agência de meteorologia publicou um relatório destacando a probabilidade de novos abalos sísmicos:

  • Risco de eventos contínuos: Há uma possibilidade de terremotos de até magnitude 7 por cerca de uma semana após o tremor inicial, impulsionada pela intensa atividade sísmica na região.
  • Precedentes históricos: A região já registrou casos onde tremores de magnitude similar ocorreram em rápida sucessão, aproximadamente uma semana depois de um grande evento.
  • Vigilância prioritária: É comum que terremotos fortes ocorram dentro de dois a três dias após um evento inicial, exigindo atenção redobrada nas áreas mais afetadas, já que o tremor pode ser mais forte do que o causado por este terremoto.

Por que o Japão é tão suscetível a terremotos

O Japão está localizado em uma das regiões mais sísmicas do planeta, conhecida como “Anel de Fogo do Pacífico”. Esta área é caracterizada pela intensa atividade de placas tectônicas, que resultam em tremores frequentes e de grande intensidade. O país registra um terremoto pelo menos a cada cinco minutos, e é responsável por cerca de 20% dos abalos de magnitude 6,0 ou superior em todo o mundo. A baixa profundidade do terremoto recente, de apenas 10 quilômetros, amplificou seus efeitos na superfície, aumentando o potencial de danos e a percepção do tremor.

Detalhes do forte abalo sísmico sentido no país

O terremoto de magnitude 7.1 teve seu epicentro em terra, próximo às cidades de Kumamoto e Uki, na ilha de Kyushu, segundo a Agência Meteorológica Japonesa. Este tremor principal foi acompanhado por pelo menos quatro tremores secundários, com magnitudes variando entre 4.4 e 5.6. A intensidade do evento foi tamanha que chegou a ser sentida em algumas regiões da Coreia do Sul, com relatos de pequenos tremores em Incheon, vizinha da capital Seul.

Resposta do governo e áreas sob alerta máximo

Diante da gravidade da situação, o governo japonês rapidamente estabeleceu uma força-tarefa de emergência. A equipe tem como objetivo coordenar as operações de resgate e avaliar os danos com os governos locais. Alertas de emergência de terremoto foram emitidos para diversas prefeituras na ilha de Kyushu, incluindo Kumamoto, Nagasaki, Kagoshima, Fukuoka, Saga, Oita e Miyazaki. Milhares de residências nessas áreas ficaram sem energia elétrica.

A vice-premiê Sanae Takaichi informou que as cidades de Uki e Hikawa foram atingidas pela “intensidade máxima 7” na escala japonesa, o nível mais elevado de destruição. Esta classificação significa que as áreas sofreram danos estruturais severos e que a população teve dificuldade em permanecer de pé, sinalizando a urgência das operações de socorro.

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