Sobre o tema envolvendo pix porra, além disso, reportagem publicada pelo portal Metrópoles nesta quinta-feira (24) traz uma troca de mensagens entre Roberta Luchsinger, lobista ligada a Lulinha (filho do ex-presidente Lula) que está sendo investigada pela Polícia Federal, e Quesede Ayres Henrique, que foi secretário de Saúde de Goiânia na gestão do ex-prefeito Rogério Cruz.
Dessa forma, em uma conversa de 8 de novembro de 2024, Luchsinger cobra de Quesede a realização de um Pix com urgência. Com isso, segundo a reportagem, ela afirma que precisava fazer um pagamento para uma pessoa que embarcaria em breve. “Ô KZ, tu dá um jeito de fazer esse pix, porra. Nesse sentido, que o homem tá me cobrando, criatura”. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a pix porra continuam sendo acompanhados com atenção.
Portanto, na sequência, o ex-secretário responde que o pagamento já estava sendo feito. Esse ponto reforça a repercussão gerada em torno de pix porra nos últimos dias.

Em seguida, ainda segundo a apuração, Quesede efetuou naquela noite um depósito de R$ 100 mil para a conta da empresa RL Consultoria, de propriedade de Roberta Luchsinger. De acordo com as apurações, O dinheiro teria sido enviado por uma empresa comercial de Goiânia. Especialistas destacam que novas atualizações sobre pix porra devem surgir em breve.
Quesede se entregou à polícia em dezembro de 2024. À época, ele era investigado por suspeitas de desvio de recursos da Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia.
Pix porra: Investigações no STF
As mensagens fazem parte do conjunto de informações obtidas pela Polícia Federal durante as investigações envolvendo Roberta Luchsinger. Atualmente, fatos relacionados à lobista e a Lulinha são apurados em três inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF).
Uma das investigações apura suspeitas de tráfico de influência no Ministério da Saúde relacionadas à comercialização de medicamentos derivados de cannabis, como o canabidiol (CBD). Outra apuração trata de pagamentos que teriam sido feitos a pessoas do entorno do presidente Lula. Há ainda uma investigação sobre possível tráfico de influência envolvendo a Dataprev.
As mensagens reveladas agora registram orientações para pagamentos e entrega de valores, mas a existência dos diálogos, isoladamente, não estabelece a finalidade jurídica dos recursos nem comprova eventual irregularidade por parte dos envolvidos.
Pagamentos para Lulinha
Em uma das conversas, de 29 de novembro de 2024, Luchsinger pergunta ao motorista Ulisses Barbosa Viana Junior onde estava determinado valor. Na sequência, orienta que o dinheiro fosse levado até “Fábio”.

O motorista responde que estava a caminho de um depósito e informa que o dinheiro estava no porta-malas de um Volvo. Luchsinger, então, explica como deveria ser feita a suposta entrega: após um almoço no setor Cidade Jardim, em Goiânia, o motorista deveria pegar um Uber, deixar o dinheiro com Fábio e seguir em outro veículo.
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Outro diálogo, de 25 de julho de 2024, envolve o valor de R$ 26.809. Na conversa, Luchsinger encaminha o número ao motorista e afirma que era necessário “pagar mais isso para Fábio na TTW”.

Pouco depois, Ulisses envia um comprovante de depósito no valor exato de R$ 26.809 para a TTW Group, agência de viagens utilizada por Luchsinger para organizar viagens internacionais dela e de Lulinha, segundo a apuração.
A relação financeira entre a lobista e o filho do presidente também aparece em outras mensagens. De acordo com a reportagem, Luchsinger se referia a Lulinha como seu “sócio” em conversas com terceiros.


Para mais detalhes e apuração completa, consulte a fonte da notícia.
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