Exercícios militares dos EUA no Caribe intensificam tensões com governo Maduro em Porto Rico

Redação
6 Min Read
Exercícios militares dos EUA no Caribe intensificam tensões com governo Maduro em Porto Rico
Exercito EUA

Exercito EUA – Foto: Tavarius/ shutterstock.com

O Comando Sul dos Estados Unidos divulgou, nesta segunda-feira (27), um vídeo de treinamentos de fuzileiros navais em Porto Rico, próximo à costa venezuelana. As manobras envolvem centenas de militares em exercícios anfíbios e de interceptação de rotas de drogas. O objetivo oficial é combater o tráfico ilícito, em meio a tensões crescentes com o governo de Nicolás Maduro.

O porta-aviões Gerald R. Ford, com seu grupo de ataque, aproximou-se das águas caribenhas na sexta-feira (25). Essa movimentação faz parte de uma estratégia do presidente Donald Trump para conter o narcoterrorismo na região. Autoridades americanas destacam a proteção à segurança nacional como prioridade.

  • Treinamentos incluem simulações de desembarques terrestres e operações aéreas combinadas.
  • Caças F-35 foram deslocados para bases em Porto Rico, reforçando a capacidade de resposta rápida.
  • Atividades visam interromper fluxos de substâncias ilícitas oriundas de cartéis ligados à Venezuela.

Manobras anfíbias em Porto Rico demonstram prontidão das forças navais

Fuzileiros navais praticaram avanços progressivos em terrenos tropicais da base em Porto Rico. As operações combinam forças terrestres e navais para cenários de alta complexidade. O vídeo liberado mostra táticas de letalidade em missões de apoio ao Comando Sul.

O Departamento de Defesa dos EUA enfatiza que esses exercícios fortalecem a cooperação regional contra ameaças transnacionais. Participam cerca de 300 militares em rotação inicial.

Deslocamento do Gerald R. Ford ao Caribe

O grupo de ataque do porta-aviões Gerald R. Ford inclui destróieres e submarinos equipados para missões de longo alcance. A embarcação, uma das maiores da Marinha americana, transporta dezenas de aeronaves de combate. Seu posicionamento ocorreu após anúncios do porta-voz Sean Parnell sobre avanços contra cartéis.

Desde agosto, os EUA mantêm oito navios de guerra no Caribe, com foco em águas internacionais. Essa presença acumula 10 mil tropas na região, incluindo Puerto Rico como hub logístico. Bombardeios contra embarcações suspeitas resultaram em 43 mortes até o momento, segundo dados oficiais.

Maduro
Maduro – Foto: StringerAL / Shutterstock.com

O envio atende a diretrizes de Trump para ações letais autorizadas à CIA na Venezuela. Agentes da agência operam em territórios vizinhos para desmantelar redes criminosas. Maduro respondeu com alertas sobre soberania nacional.

A estratégia integra drones de vigilância e aviões de reabastecimento para monitoramento contínuo. Especialistas em defesa apontam que o Gerald R. Ford eleva a capacidade de projeção de poder em até 50% na área.

Autorizações da CIA e ameaças de operações terrestres

Trump confirmou, na semana passada, permissão para ações letais da CIA contra alvos em solo venezuelano. Essa medida visa cartéis designados como terroristas estrangeiros pelo Departamento de Estado. O foco recai sobre o suposto Cartel dos Sóis, ligado a estruturas militares locais.

O presidente americano mencionou operações terrestres “em breve” no Caribe contra narcotraficantes. Recompensa de US$ 50 milhões por informações sobre Maduro integra o pacote de pressões.

  • CIA coordena com forças especiais para interceptações em terra.
  • Ações incluem recrutamento de informantes em redes de tráfico.
  • Prioridade é desarticular fluxos que chegam aos EUA via rotas marítimas.
  • Relatórios indicam 10 ataques aéreos desde setembro, com recuperação de toneladas de substâncias.

Reações venezuelanas a provocações no Caribe

O governo de Maduro classificou os exercícios em Trinidad e Tobago como “provocação hostil”. A vice-presidente Delcy Rodríguez denunciou a chegada do destróier USS Gravely como ameaça à paz regional. Caracas capturou um grupo de supostos mercenários ligados à CIA, alegando plano de bandeira falsa.

Autoridades venezuelanas mobilizaram 2,5 mil militares para a ilha La Orchila em setembro, em manobras chamadas Caribe Soberano 200. Essas ações envolveram 12 navios e 22 aeronaves para defesa costeira. O ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, alertou sobre narrativas fabricadas para justificar agressões.

Maduro afirmou, em discurso recente, que a Venezuela busca paz e rejeita guerras “loucas”. A resposta incluiu treinamentos civis para resistência, com milícias de 8 milhões de membros em alerta.

Cooperações regionais em exercícios conjuntos

EUA e Trinidad e Tobago anunciaram manobras de 26 a 30 de outubro, com foco em segurança transnacional. O governo trinitário defendeu as atividades como esforços humanitários e de combate ao crime organizado. Relações fraternais com a Venezuela foram reafirmadas em nota oficial.

Porto Rico abriga reabertura de bases antigas, com F-35 e drones MQ-9 Reaper posicionados desde setembro. Esses ativos suportam voos de reconhecimento a 75 km da costa venezuelana.

O Comando Sul destacou parcerias com nações caribenhas para capacidade de resposta a desastres. Treinamentos anfíbios em Arroyo envolveram a 22ª Unidade Expedicionária de Fuzileiros, aprimorando habilidades em climas tropicais.

Alertas sobre incidentes de bandeira falsa

Caracas notificou Trinidad e Tobago sobre supostas operações de inteligência americana para simular ataques. O ministro Padrino López descreveu os exercícios como busca por pretexto de confronto. Forças venezuelanas permanecem em vigilância total nas fronteiras marítimas.

Desde o primeiro bombardeio em setembro, Maduro enumerou o arsenal mobilizado pelos EUA, incluindo submarinos nucleares. A narrativa oficial em Caracas aponta para interesses em recursos petrolíferos.

Rússia ratificou, em outubro, pacto estratégico com Venezuela, abrangendo defesa e energia. O tratado, assinado em maio, cria canais financeiros resistentes a sanções e expande cooperações militares.

logomixvale 1 Exercícios militares dos EUA no Caribe intensificam tensões com governo Maduro em Porto Rico

Share This Article