Sexta-feira, 30 de outubro de 2026
Goiás

‘E o reajuste exorbitante dos médicos?’: sindicato questiona cortes no Araújo Jorge

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Sobre o tema envolvendo reajuste exorbitante, além disso, funcionários do Hospital Araújo Jorge, em Goiânia, aguardam desde janeiro de 2026 um reajuste salarial de 4% que ainda não foi aplicado. Dessa forma, O pagamento depende da assinatura de um acordo coletivo entre a direção da unidade e o Sindicato dos Trabalhadores em Saúde (STS). Com isso, O impasse ocorre porque o hospital pretende restringir o pagamento do adicional de insalubridade aos trabalhadores cujas funções sejam consideradas expostas a riscos, conforme avaliação de laudos técnicos.

Nesse sentido, em meio às negociações, o sindicato questiona a justificativa financeira apresentada pela direção para rever benefícios trabalhistas e cobra explicações sobre os reajustes concedidos aos médicos da unidade. Portanto, em respostas encaminhadas ao Mais Goiás, a entidade contestou a diferença de tratamento entre as remunerações e questionou os critérios adotados pelo hospital. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a reajuste exorbitante continuam sendo acompanhados com atenção.

“Por que ele não explica o reajuste exorbitante para os médicos? Em seguida, por que ele não explica como funciona a remuneração dos médicos, que é o maior dos absurdos que se pode ver?”, questionou o sindicato.

Contexto e detalhes sobre reajuste exorbitante

De acordo com as apurações, O diretor executivo do hospital, Kleber Rosa, afirmou em entrevista ao Mais Goiás que não há resistência ao reajuste salarial de 4%. Por outro lado, segundo ele, o percentual já está acertado, mas o pagamento depende da conclusão das negociações sobre o adicional de insalubridade. Vale destacar que A direção defende que o benefício seja pago conforme a exposição de cada função a agentes insalubres, enquanto o sindicato teme perdas salariais para trabalhadores que podem deixar de receber o valor. Esse ponto reforça a repercussão gerada em torno de reajuste exorbitante nos últimos dias.

Sendo assim, em nota enviada ao portal na quinta-feira (29), a Associação de Combate ao Câncer em Goiás (ACCG), mantenedora do Araújo Jorge, afirmou que alguns contratos médicos estão sendo reajustados para corrigir defasagens em relação aos valores de mercado e ampliar o tempo de atuação e a disponibilidade desses profissionais no hospital. Especialistas destacam que novas atualizações sobre reajuste exorbitante devem surgir em breve.

Além disso, A instituição também informou que não possui atualmente um plano de cargos e salários, mas que o instrumento integra seu planejamento estratégico, com previsão de desenvolvimento e implantação nos próximos anos. (Leia a nota completa abaixo) Vale ressaltar que os aspectos relacionados a reajuste exorbitante continuam sendo acompanhados com atenção.

Principais pontos e impactos da decisão

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Sindicato diz que reajuste pode representar perda salarial

Dessa forma, segundo o STS, o principal impasse nas negociações não é o reajuste de 4%, mas a possibilidade de retirada do adicional de insalubridade de parte dos funcionários. Com isso, A entidade afirma que o acordo coletivo vigente prevê o pagamento do benefício a todos os trabalhadores, independentemente de avaliação técnica individual das funções. Esse ponto reforça a repercussão gerada em torno de reajuste exorbitante nos últimos dias.

Nesse sentido, para exemplificar o impacto da mudança, o sindicato cita o caso de um funcionário com salário-base de R$ 2 mil, que recebe atualmente R$ 324,20 de adicional de insalubridade. Portanto, com o reajuste de 4%, o aumento seria de R$ 80. Caso perdesse o adicional, o trabalhador teria uma redução de pelo menos R$ 244,20 na remuneração.

A entidade afirma que os laudos técnicos poderiam atingir principalmente trabalhadores administrativos, mas também demonstra preocupação com a possibilidade de retirada do benefício de recepcionistas. O sindicato argumenta que esses profissionais têm contato direto com pacientes sem conhecer previamente o histórico de saúde deles.

“Nem a enfermagem é tão vulnerável às doenças quanto a recepção, porque a enfermagem trata o paciente sabendo o diagnóstico, e a recepção atende o paciente sem saber o seu histórico. Isso é desumano”, afirmou a entidade.

Sindicato afirma que direção voltou atrás em acordo

O sindicato afirma que chegou a apresentar uma alternativa para evitar perdas salariais: caso os laudos técnicos apontassem que determinado funcionário não teria direito ao adicional de insalubridade, ele receberia uma remuneração compensatória equivalente ao valor do benefício.

“Essa remuneração compensatória havia sido aprovada. No entanto, o Kleber Rosa voltou atrás e diz: ‘Eu não quero pagar isso’. É uma posição autoritária, que ignora os interesses do trabalhador”, pontuou o STS.

A proposta atual do sindicato, assinada pelo presidente Clemerson da Costa Pimenta, mantém a reivindicação do reajuste de 4%, incorpora alterações discutidas durante as negociações e prevê a manutenção do valor do adicional de insalubridade como remuneração compensatória para evitar perdas no poder de compra dos trabalhadores.

O sindicato também esclareceu que a lista de funcionários apresentada na quarta-feira (21) era um abaixo-assinado organizado para demonstrar a insatisfação dos trabalhadores com a proposta da direção. O documento, segundo a entidade, não foi entregue ao hospital.

Caso as negociações não avancem, o STS afirma que pretende procurar o Ministério Público do Trabalho (MPT).

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Sindicato questiona atendimento pediátrico

Além dos questionamentos sobre a remuneração dos médicos, o sindicato também cobrou explicações sobre a situação do atendimento pediátrico após a implantação do Complexo Oncológico de Referência do Estado de Goiás (CORA), unidade pública estadual voltada ao tratamento do câncer.

A entidade citou a questão ao contestar decisões administrativas da direção do Araújo Jorge e questionar quem seria beneficiado pelas mudanças na gestão do hospital. A manifestação, porém, não detalhou quais seriam os impactos da implantação do CORA para a instituição.

Em nota, a ACCG reconheceu a importância da ampliação da capacidade de atendimento oncológico pelo SUS por meio do complexo estadual, mas negou ter encerrado as atividades de oncologia pediátrica no Araújo Jorge.

A associação afirmou que mantém a estrutura assistencial especializada, as equipes profissionais e a capacidade de atendimento. Também informou que está investindo na implantação de seis leitos exclusivos de UTI Pediátrica, com previsão de entrega até dezembro de 2026.

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O que diz o hospital

Em entrevista anterior, Kleber Rosa afirmou que não é contrário ao reajuste de 4%, mas que não pretende assinar um acordo coletivo que mantenha o pagamento do adicional de insalubridade sem considerar a exposição de cada função a agentes nocivos.

O diretor também afirmou que a proposta apresentada pelo sindicato previa transformar o benefício em uma bonificação para alguns trabalhadores, formato que não aceitaria. Segundo ele, a intenção seria manter o adicional de 20% para quem trabalha dentro do hospital e avaliar, por meio de laudos técnicos, a situação dos demais funcionários.

“Eu não posso, como diretor executivo do hospital, assinar um acordo coletivo mantendo esse tipo de regalia e não tenho a sustentabilidade financeira para pagar depois os colaboradores”, declarou.

Na ocasião, Rosa também citou dificuldades financeiras da instituição. Segundo ele, o hospital encerrou 2025 com resultado negativo de R$ 12,5 milhões e depende de recursos públicos para manter os atendimentos. O diretor afirmou ainda que, até 22 de outubro, a unidade não havia recebido os valores referentes aos serviços prestados em agosto.

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Leia a nota do Araújo Jorge na íntegra

“Nota de Esclarecimento

Em relação aos questionamentos encaminhados pelo Jornal Mais Goiás, o Araújo Jorge – Hospital de Câncer esclarece que:

1- A Associação de Combate ao Câncer em Goiás (ACCG) informa que não possui, atualmente, um plano de cargos e salários, instrumento que integra seu planejamento estratégico, com previsão de desenvolvimento e implantação nos próximos anos. Os desligamentos são orientados pelas necessidades organizacionais, pelas competências profissionais, pela adequação às responsabilidades de cada função e pelo desempenho individual, respeitados os direitos legais e contratuais. A instituição também pretende estruturar mecanismos de valorização e crescimento profissional baseados em qualificação, competências, responsabilidades, desempenho e mérito.

2- Sobre contratações e remuneração, a ACCG realiza processos de recrutamento de profissionais especializados de diferentes regiões do Brasil, considerando a formação, a experiência e as competências necessárias à assistência oncológica de alta complexidade. Em relação aos contratos médicos, alguns estão sendo reajustados para corrigir defasagens em relação aos valores de mercado e ampliar o tempo de atuação e a disponibilidade desses profissionais no hospital. As decisões são conduzidas considerando a necessidade de qualificação das equipes e a sustentabilidade econômico-financeira da instituição, diante dos desafios de financiamento da assistência prestada pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

3- A direção acompanha as ausências, as vagas em aberto e os impactos na rotina dos setores visando avaliar as devidas condições de trabalho. Para agilizar as reposições, a instituição ampliou a equipe de recrutamento e seleção. As lideranças também comunicam diariamente às gerências as necessidades de pessoal e a capacidade operacional das equipes, permitindo a realização de remanejamentos para minimizar possíveis sobrecargas. O processo de reorganização administrativa busca aprimorar a eficiência operacional, a distribuição das atividades e as condições de trabalho, preservando a segurança dos colaboradores e dos pacientes.

4- A regularização da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e de Assédio (CIPA) está em processo.

5- A instituição reconhece a importância da ampliação da capacidade de atendimento oncológico pelo SUS, através do serviço do Complexo Oncológico de Referência do Estado de Goiás (CORA), e esclarece que não encerrou suas atividades de oncologia pediátrica, mantendo sua estrutura assistencial especializada, suas equipes profissionais e sua capacidade de atendimento. Além disso, está investindo na implantação de seis leitos exclusivos de UTI Pediátrica, com previsão de entrega até dezembro de 2026.

A Associação de Combate ao Câncer em Goiás (ACCG), mantenedora do Araújo Jorge – Hospital de Câncer, agradece o contato e a oportunidade de prestar os esclarecimentos solicitados, reafirmando seu respeito à atividade jornalística, à liberdade de imprensa e ao direito da sociedade de receber informações transparentes, responsáveis e devidamente contextualizadas.

A instituição reitera seu compromisso com a valorização dos profissionais, a qualificação dos serviços, a sustentabilidade institucional e a continuidade de uma assistência oncológica segura, humanizada e socialmente responsável, mantendo-se à disposição para o diálogo com a imprensa e a sociedade.”

Assessoria de Comunicação
Araújo Jorge – Hospital de Câncer
Goiânia, 29 de outubro de 2026

Para mais detalhes e apuração completa, consulte a fonte da notícia.

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Redação Foco Goiás