Oliver virou alvo na web após dizer que brasileiros são “ultranacionalistas”
Oliver Laxe – Foto: Reprodução
O diretor espanhol Oliver Laxe, de 43 anos, comentou a repercussão de declarações feitas sobre o filme brasileiro “O Agente Secreto” e sobre o comportamento de brasileiros em premiações internacionais. As falas geraram reações nas redes sociais após a exibição de um programa de televisão na Espanha.
Em entrevista ao jornal espanhol Diário ABC, Laxe afirmou que suas declarações foram interpretadas fora de contexto e classificou o comentário como uma ironia. “Vivi isso mal, claro. Quer dizer, sinto muito se ofendi pessoas. É um programa radicalmente irônico e de humor, não nos levamos a sério”, disse o diretor.
Ainda segundo ele, o tom da fala não foi compreendido. “Acho que o contexto não foi entendido. Foi, em todo caso, uma piada um pouco ruim, não? Eu não daria mais importância”, avaliou durante a entrevista.
Assista
A polêmica teve início durante a participação de Laxe no talk show espanhol La Revuelta, quando comentou o apoio de brasileiros a produções nacionais em premiações como o Oscar. “Eu gostei do filme brasileiro ‘O Agente Secreto’, de Kleber Mendonça Filho. Há muitos brasileiros na Academia e nós os adoramos, mas eles são ultranacionalistas. Acho que, se os brasileiros inscrevessem um sapato no Oscar, todos votariam nele”, afirmou no programa.
Após a exibição, perfis ligados ao filme “Sirât” passaram a receber comentários de brasileiros nas redes sociais, em resposta às declarações do diretor.
No Oscar 2026, “O Agente Secreto” concorre em quatro categorias: Melhor Filme, Melhor Filme Internacional, Melhor Elenco e Melhor Ator, com Wagner Moura. Já “Sirât” recebeu duas indicações: Melhor Filme Internacional e Melhor Som.


