Dezenas de barras e moedas de ouro, avaliadas em aproximadamente 55 milhões de reais (equivalente a € 9 milhões), foram encontradas escondidas em uma parede de um porão na Bélgica. A descoberta ocorreu durante uma obra de renovação em um imóvel na cidade de Dendermonde, e o anúncio oficial foi feito pela polícia local em 13 de agosto de 2026.
Os itens de valor foram localizados por funcionários de uma construtora, armazenados em um baú embutido na estrutura da parede do porão, conforme apuração dos fatos.
Geert Hillaert, representante da CAW, organização de assistência social e proprietária do edifício onde o tesouro foi revelado, expressou grande surpresa. “Surpresa e espanto foram as primeiras reações. Esta é uma experiência única na vida”, afirmou Hillaert.
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Kobe, um dos trabalhadores de 18 anos envolvidos na obra, compartilhou a incredulidade inicial. Ele relatou que, a princípio, pensaram que as moedas seriam apenas de 1 euro. “Nossa primeira reação foi de incredulidade, de espanto. Certamente não esperávamos encontrar ouro”, disse o jovem.

Questionado se houve a intenção de reter o ouro, Kobe admitiu que a ideia foi considerada brevemente. “Consideramos brevemente a possibilidade de ficar com ele. Mas é simplesmente muito dinheiro”, explicou o funcionário.
Ele complementou que, se a quantia fosse menor, talvez fosse possível. “Se fossem alguns milhares de euros, talvez fosse viável. Mas 9 milhões de euros — simplesmente não dá para esconder isso”, concluiu o trabalhador sobre a magnitude da descoberta.
Origem do tesouro pode estar ligada a antiga família cervejeira da região
O prefeito de Dendermonde, Piet Buyse, que também atua como historiador, levanta a hipótese de que a fortuna pertencia a uma proeminente família local. “Assim que soube da descoberta do tesouro, comecei imediatamente a consultar algumas obras de referência”, detalhou Buyse.
Segundo o prefeito, a mansão foi edificada pela família Van Assche, conhecida por sua atuação no ramo cervejeiro da região. “Foi a família Van Assche que mandou construir a mansão. Eles eram cervejeiros”, informou Buyse.
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Os três filhos de Theofiel Van Assche, responsável pela construção da propriedade, nunca se casaram. Após a morte do último descendente, em 1982, o imóvel foi doado à Abadia de Dendermonde, o que, anos depois, levou à descoberta do tesouro.
As barras de ouro, datadas majoritariamente da década de 1950, período pós-Segunda Guerra Mundial, corroboram a teoria de que a família Van Assche já possuía uma vasta fortuna. A conversão de bens para ouro era uma prática comum e eficiente para a guarda de dinheiro naquela época, contextualizando a possível origem da quantia.
Autoridades emitem alerta sobre acesso ao local da descoberta
A polícia de Dendermonde informou que todo o ouro já foi devidamente recolhido, inventariado e está armazenado em um cofre de alta segurança sob custódia do governo federal. “Aparentemente, vários prospectores de ouro querem passar novamente pelo local. Um conselho: isso realmente não faz sentido”, advertiu a corporação.
Patrick Feys, policial, afirmou em entrevista que o local foi minuciosamente revirado após o achado do tesouro. “Depois que o tesouro foi encontrado, todo o local foi revirado. Temos certeza de que não há mais nada para encontrar”, garantiu Feys.
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As autoridades alertam que o canteiro de obras representa perigo para qualquer visitante. “O prédio onde o tesouro foi encontrado está sendo completamente demolido. Portanto, está cheio de escavadeiras, e há buracos por todo o chão”, explicou o policial.
Feys também ressaltou que, além de ser um local perigoso, a área está cercada, tornando o acesso totalmente proibido a qualquer pessoa não autorizada.

