Domingo, 4 de outubro de 2026
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Da desconfiança à reta final: a caminhada de Flávio Bolsonaro no 1º turno

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Da desconfiança à reta final: a caminhada de Flávio Bolsonaro no 1º turno
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Senador enfrentou crises, fogo amigo e isolamento partidário antes de se consolidar como principal nome da direita nas pesquisas

HUGO BARRETO / METRÓPOLES @hugobarretophoto
Flávio Bolsonaro (PL)

Sobre o tema envolvendo desconfiança à reta, além disso, A candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência passou os primeiros meses sob uma dúvida que o próprio senador ajudou a alimentar: ele iria mesmo até o fim? Dessa forma, dois dias depois de anunciar que disputaria o Planalto, em dezembro de 2025, Flávio admitiu que poderia desistir em troca de um “preço”. Com isso, no dia seguinte, recuou e afirmou que seu nome era “irreversível”.

Dez meses depois, Flávio Bolsonaro chega ao primeiro turno, neste domingo (4/10), sem alianças partidárias e com um vice do próprio PL, mas em uma posição eleitoral bem diferente da largada. No Datafolha mais recente, Lula aparece com 45% dos votos válidos, contra 40% de Flávio Bolsonaro no primeiro turno. Nesse sentido, os demais têm 4% ou menos. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a desconfiança à reta continuam sendo acompanhados com atenção.

Portanto, O caminho até esse ponto teve resistência dentro da própria direita, crises com aliados e familiares e dificuldades para ampliar a chapa para além do PL. Esse ponto reforça a repercussão gerada em torno de desconfiança à reta nos últimos dias.

Em seguida, flávio entrou na disputa depois de ser escolhido pelo pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que àquela altura estava preso, condenado por tentativa de golpe de Estado e inelegível. Especialistas destacam que novas atualizações sobre desconfiança à reta devem surgir em breve.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles Vale ressaltar que os aspectos relacionados a desconfiança à reta continuam sendo acompanhados com atenção.

A escolha, porém, não encerrou as dúvidas dentro da própria direita. De acordo com as apurações, A desconfiança em torno do nome de Flávio — alimentada pelo próprio senador no início da pré-campanha — deu força às articulações por outras candidaturas, principalmente a do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Esse ponto reforça a repercussão gerada em torno de desconfiança à reta nos últimos dias.

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Para se firmar, Flávio precisou enfrentar fogo amigo e contou com a força do pai, que, mesmo preso, continuava no centro das decisões eleitorais do grupo. Jair Bolsonaro manteve a escolha pelo filho, que também foi “ungido” como o seu porta-voz, e endossou o senador como responsável por conduzir articulações eleitorais. Especialistas destacam que novas atualizações sobre desconfiança à reta devem surgir em breve.

Por outro lado, aliados de Flávio avaliam que o candidato que chegará às urnas neste domingo é diferente daquele que iniciou a pré-campanha cercado de dúvidas. Vale destacar que apesar do fogo amigo e das sucessivas crises, o senador conseguiu, na avaliação desse grupo, sobreviver ao incêndio e se consolidar na disputa.

Master abriu crise na pré-campanha

Sendo assim, em maio, vieram a público conversas de Flávio com o ex-dono do Banco Master Daniel Vorcaro. Além disso, O senador confirmou que pediu dinheiro ao empresário para financiar Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro.

Dessa forma, vorcaro repassou R$ 61 milhões ao projeto. Com isso, flávio negou ter recebido qualquer vantagem pessoal ou oferecido contrapartidas. Nesse sentido, em agosto, a Polícia Federal abriu inquérito contra o senador em que apura a destinação do dinheiro.

Portanto, surpresos com as informações, que não haviam sido antecipadas por Flávio, aliados e integrantes da campanha temeram novas revelações, colocaram em dúvida a confiança no senador e fizeram críticas à forma como ele reagiu ao caso.

O episódio também atrapalhou a busca de Flávio por alianças. Àquela altura, a campanha tentava atrair partidos do Centrão. Em seguida, O presidente do PP, senador Ciro Nogueira, um dos principais interlocutores dessa aproximação, chegou a afirmar publicamente que Flávio deveria ser investigado.

De acordo com as apurações, apesar do esforço da campanha para conter o desgaste, as conversas entre Flávio e Vorcaro continuaram acompanhando — e assombrando — o candidato ao longo dos meses e serviram de munição para Lula na reta final.

Briga com Michelle

Por outro lado, no mês seguinte, Flávio enfrentou uma nova crise, desta vez dentro da própria família.

Vale destacar que A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) afirmou, em junho, ter sido “desrespeitada” e “maltratada” por Flávio durante uma discussão sobre as alianças do partido no Ceará. Sendo assim, segundo ela, o senador deixou subentendido que não queria seu apoio à candidatura ao Planalto.

Além disso, flávio negou ter humilhado a madrasta e pediu desculpas. Dessa forma, A rusga se arrastou até julho, quando os dois fizeram as pazes às vésperas da convenção nacional do PL. Com isso, michelle passou, depois, a participar da campanha e da propaganda eleitoral do senador.

Nesse sentido, A reconciliação resolveu uma frente, mas Flávio ainda tinha outra dificuldade: encontrar um vice e atrair outro partido para a chapa.

Sem Centrão, vice saiu do próprio PL

Portanto, A campanha passou meses sondando nomes de outras legendas. Em seguida, entre os cotados estiveram a senadora Tereza Cristina (PP-MS) e a ex-presidente da Caixa Daniella Marques, hoje no PL, mas filiada ao Republicanos à época.

As negociações não avançaram. PP e União Brasil optaram pela neutralidade. Depois, Republicanos e Podemos tomaram a mesma decisão. Com isso, o PL chegou à eleição sem alianças a nível nacional.

A solução veio de dentro do partido. Em 5 de agosto, Flávio anunciou o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) como vice. Ex-secretário de Segurança Pública de Alagoas e relator da CPMI do INSS, o parlamentar deu à campanha mais espaço para explorar segurança pública e as investigações sobre fraudes em benefícios previdenciários.

A escolha contrariou uma preferência que a campanha vinha manifestando por uma mulher para a vaga, numa tentativa de ampliar o diálogo com o eleitorado feminino.


Quem é Flávio Bolsonaro

  • Tem 45 anos e nasceu em Resende (RJ), em 30 de abril de 1981. É o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro.
  • É advogado, formado pela Universidade Cândido Mendes.
  • É casado, pai de duas filhas e evangélico.
  • Foi eleito deputado estadual do Rio pela primeira vez em 2002, aos 21 anos, e cumpriu quatro mandatos consecutivos na Alerj.
  • Disputou a Prefeitura do Rio em 2016 e terminou em 4º lugar, com 14% dos votos.
  • Foi eleito senador pelo Rio em 2018, com mais de 4 milhões de votos.
  • Está no Senado desde 2019 e é filiado ao PL desde 2022.

Campanha mudou de comando

As dificuldades também provocaram mudanças dentro da própria campanha. No fim de julho, Flávio entregou o comando da comunicação ao publicitário Duda Lima, marqueteiro de Jair Bolsonaro em 2022. Foi a segunda troca na área em menos de três meses.

Duda substituiu Eduardo Fischer e Alexandre Oltramari. A dupla vinha trabalhando com uma imagem mais moderada do candidato e foi responsável por lidar com o auge da polêmica do filme Dark Horse.

A mudança aproximou a comunicação da estrutura usada pelo pai na eleição anterior. Flávio intensificou as viagens pelo país, repetiu fórmulas de Jair Bolsonaro e passou a se apoiar mais nos palanques estaduais diante da falta de uma aliança nacional mais ampla.

Entre as principais propostas apresentadas na campanha, Flávio deu prioridade à segurança pública e à redução do tamanho do Estado. O plano de governo prevê endurecimento de penas, redução da maioridade penal para 16 anos, construção de presídios federais e enquadramento de facções como organizações narcoterroristas.

Na economia, o senador prometeu cortar ao menos dez ministérios, reduzir cargos comissionados, retomar privatizações e rever pontos da reforma tributária. Flávio também defendeu limitar decisões individuais de ministros do STF, mudanças no foro privilegiado e acabar com a reeleição para cargos do Executivo.

Nas pesquisas, a distância para Lula diminuiu ao longo dos meses. 

No Datafolha, Flávio tinha 35% na primeira metade de maio, caiu para 31% no fim daquele mês e permaneceu nesse patamar em junho. Marcou 32% em julho e 33% em agosto. Em setembro, chegou a 36%.

No levantamento mais recente, divulgado nesse sábado (3/10), Lula aparece com 45% dos votos válidos, contra 42% de Flávio. Em uma simulação de segundo turno, o petista tem 47% das intenções de voto, ante 46% do candidato do PL. A diferença está dentro da margem de erro, de dois pontos percentuais, e os dois estão tecnicamente empatados.

Enquanto isso, Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão) permaneceram em percentuais inferiores aos dos dois primeiros colocados.

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Metrópoles

Flávio Bolsonaro em ato inaugural da campanha presidencial

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Reprodução/ Youtube/ Flavio Bolsonaro

Em Goiânia, Flavio Bolsonaro acusou CNBB de espalhar fake news

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Jucimar de Sousa/Especial Metrópoles

Senador Flávio Bolsonaro (PL)

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Senador Flávio Bolsonaro (PL)

JUCIMAR DE SOUSA/ESPECIAL METRÓPOLES @jucimardesousa_

Flávio Bolsonaro

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Flávio Bolsonaro

Charles Vieira/Campanha Flávio Bolsonaro

Flávio Bolsonaro em visita a Paraíba

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Flávio Bolsonaro em visita a Paraíba

Divulgação/Campanha Flávio Bolsonaro

Voto útil, Sudeste e Lula na reta final

Com a candidatura consolidada como o principal nome da direita nas pesquisas, a campanha entrou nas últimas semanas com uma prioridade: tentar atrair já no primeiro turno eleitores de candidatos menores que rejeitam Lula.

Flávio concentrou viagens no Sudeste, responsável pela maior parcela do eleitorado nacional, e deu atenção especial a São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

A campanha também passou a explorar com mais força ataques ao petista. Flávio associou Lula às bets, chamou de “pai do tigrinho” e voltou a citar suspeitas envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente conhecido como Lulinha.

Tarcísio passou a aparecer de forma mais explícita ao lado do candidato. Michelle, depois da crise do primeiro semestre, também foi incorporada à propaganda.

Para mais detalhes e apuração completa, consulte a fonte da notícia.

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Redação Foco Goiás