Sobre o tema envolvendo Jacques Wagner, além disso, (O Globo) O patrimônio declarado pelo senador Jaques Wagner (PT-BA) à Justiça Eleitoral saltou de cerca de R$ 3,3 milhões em 2018 para R$ 24 milhões nas eleições deste ano, um crescimento de aproximadamente 630% em oito anos. Dessa forma, A evolução patrimonial ocorre no momento em que o parlamentar é investigado pela Polícia Federal no âmbito da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de que ele tenha recebido vantagens indevidas de empresários ligados ao Banco Master. Com isso, wagner nega irregularidades e afirma que provará sua inocência.
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Nesse sentido, A declaração de bens apresentada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostra um patrimônio de aproximadamente R$ 24 milhões, cerca de R$ 21 milhões acima do informado na última eleição em que concorreu ao Senado. Portanto, O político baiano deve disputar uma vaga ao Senado novamente no pleito de outubro. Em seguida, O senador foi procurado por meio de sua assessoria de imprensa, mas não havia respondido até a publicação desta reportagem. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a Jacques Wagner continuam sendo acompanhados com atenção.
De acordo com as apurações, O aumento patrimonial, por si só, não indica qualquer irregularidade. Entre os bens declarados pelo senador estão um apartamento em Salvador avaliado em cerca de R$ 10 milhões, um terreno na capital baiana estimado em aproximadamente R$ 15 milhões, além de aplicações financeiras, participação em empresa, veículos e recursos mantidos em contas bancárias. O conjunto dos ativos soma cerca de R$ 24,5 milhões, segundo a prestação de contas apresentada à Justiça Eleitoral.
Contexto e detalhes sobre Jacques Wagner
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Desde junho, Wagner é investigado em um dos desdobramentos da Operação Compliance Zero, que apura um suposto esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e favorecimento político envolvendo o Master e empresários ligados à instituição financeira. Segundo a Polícia Federal, há indícios de que o senador tenha recebido uma série de vantagens indevidas em troca de atuação política favorável aos interesses do grupo investigado.
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Entre os benefícios apontados pelos investigadores estão a suposta aquisição de um apartamento de luxo em Salvador avaliado em cerca de R$ 2,45 milhões, voos em aeronaves privadas, ingressos para um show da cantora Taylor Swift e repasses de R$ 3,5 milhões para uma empresa ligada ao núcleo familiar do parlamentar. A PF também afirma que há indícios de que Wagner mantinha investimentos em certificados de depósito bancário (CDBs) do Banco Master.
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Na semana passada, o ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), retirou o sigilo de parte da investigação. Os documentos tornados públicos detalham mensagens, planilhas, registros financeiros e conversas utilizadas pela PF para sustentar a hipótese de que empresários ligados ao Master concederam benefícios ao senador e a pessoas próximas a ele.
Wagner nega todas as acusações. Após ser alvo da operação da PF, em junho, o senador afirmou que mantém relação de amizade com o empresário Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Master, mas rejeitou qualquer contrapartida em favor do banco. Também classificou como “espetacularização” a atuação da Polícia Federal e disse estar tranquilo quanto ao resultado da investigação.
A operação levou Wagner a deixar a liderança do governo no Senado, cargo que ocupava desde o início do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. À época, o senador afirmou que tomou a decisão para evitar desgastes ao governo e concentrar esforços em sua defesa.
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