Sobre o tema envolvendo tempo perdido, além disso, lucas Costa, de 33 anos, trabalha como agente administrativo escolar em uma escola pública de Goiatuba e percorre cerca de 130 quilômetros por noite para chegar à Universidade Estadual de Goiás (UEG), em Morrinhos. Dessa forma, desde 2025, ele faz o trajeto de moto para não interromper a graduação em História.
Com isso, em entrevista ao Mais Goiás, contou que o caminho até a faculdade começou bem antes da rotina na estrada. Nesse sentido, até chegar à graduação em História, passou por outros cursos, trabalhou em diferentes áreas e chegou a abandonar Arquitetura, que era seu antigo sonho, por dificuldades financeiras. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a tempo perdido continuam sendo acompanhados com atenção.
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Portanto, A decisão de voltar a estudar veio em 2022, quando pediu demissão de um emprego onde estava havia cerca de três anos. Em seguida, na época, enfrentava um ambiente de trabalho desgastante e decidiu buscar uma atividade que tivesse outro significado para a vida. Esse ponto reforça a repercussão gerada em torno de tempo perdido nos últimos dias.
Contexto e detalhes sobre tempo perdido
“Eu decidi pedir demissão e falei que eu queria voltar a estudar, que eu iria me preparar, que eu iria literalmente correr atrás do tempo perdido.” conta.
De acordo com as apurações, até chegar à graduação atual, cursou Fisioterapia, Educação Física, Arquitetura e Engenharia Civil. Por outro lado, também trabalhou como servente de pedreiro, garçom, lavador de carros e em atendimento ao cliente. Especialistas destacam que novas atualizações sobre tempo perdido devem surgir em breve.
Vale destacar que O interesse pela arte, que já fazia parte da vida dele, também influenciou esse período. Sendo assim, incentivado por amigos, fez um curso de tatuagem e chegou a montar um espaço para trabalhar com a atividade. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a tempo perdido continuam sendo acompanhados com atenção.
Principais pontos e impactos da decisão

Além disso, no fim de 2022, Lucas foi aprovado no vestibular da UEG. Dessa forma, aos 30 anos, começou a graduação em História no ano seguinte. Com isso, paralelamente, fez o curso de tatuagem e passou em uma seleção da prefeitura para trabalhar como apoio educacional. Esse ponto reforça a repercussão gerada em torno de tempo perdido nos últimos dias.
Nesse sentido, A experiência na escola fez com que começasse a enxergar a educação como uma possibilidade profissional. Portanto, A expectativa inicial era exercer uma função administrativa, mas acabou sendo colocado em uma sala de aula da Educação Infantil.

“Começando a faculdade, começando uma profissão nova dentro da área que eu estava estudando, e foi uma experiência muito interessante. Em seguida, comecei a gostar muito da área da educação”, conta.
O que dizem as partes envolvidas
Sem transporte, rotina muda na estrada
De acordo com as apurações, A permanência na universidade passou a depender de uma solução para o deslocamento. Morador de Goiatuba, utilizava uma linha particular compartilhada com estudantes do Instituto Federal (IF).
Em 2024, uma greve no IF interrompeu o serviço e fez com que perdesse um período inteiro da graduação. Depois, conseguiu recuperar parte das disciplinas, mas precisou estender o curso.
No ano seguinte, o problema voltou a aparecer. Segundo ele, estudantes que utilizavam a mesma linha reclamaram dos horários dos universitários e ameaçaram deixar o serviço caso o grupo continuasse sendo transportado. Na época, eram cerca de sete ou oito estudantes do IF e apenas dois da UEG.
Próximos passos e desdobramentos
Após as reclamações, o responsável decidiu deixar de levar os estudantes da UEG. O universitário chegou a ir até a casa dele para tentar negociar, mas não conseguiu reverter a decisão. Depois, procurou a Prefeitura de Goiatuba em busca de uma alternativa.
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Foi então que passou a receber o Bolsa Transporte Universitário, benefício que ajudava nos custos do deslocamento. A medida, porém, não resolveu completamente a situação. Com a redução no número de passageiros e a existência de outra linha durante o dia, o responsável informou que manteria o trajeto noturno apenas até o fim de março.
Sem uma opção viável para continuar frequentando as aulas, ficou mais de um mês afastado da faculdade.
“Eu fiquei sem transporte, fiquei rodado, não sabia nem o que eu ia fazer”, conta.
Foi nesse período que um amigo soube da situação e emprestou uma motocicleta para que pudesse voltar às aulas. No primeiro dia de retorno, tinha uma prova e conseguiu ser aprovado.
Moto virou caminho para continuar a faculdade
Para manter os estudos, precisou reorganizar a rotina de trabalho e as finanças. Voltou a atuar em obras, tornou-se bolsista da UEG e passou a fazer trabalhos aos fins de semana, como eventos e venda de crepes.
Em julho, comprou a própria motocicleta. Antes, pretendia adquirir uma Fazer 2012, mas encontrou uma versão 2016 na própria cidade, na cor que procurava e por um valor próximo ao planejado. Também comprou equipamentos para pilotar, como capacete e jaqueta.
A moto passou a ser o principal meio de transporte para chegar à faculdade. Todas as noites, percorre cerca de 130 quilômetros entre Goiatuba e Morrinhos. A estimativa é de que já tenha rodado entre 32 mil e 33 mil quilômetros desde que começou a fazer o trajeto.
A experiência como bolsista também foi decisiva para perceber que queria trabalhar com educação. Na escola, acompanhava professores, observava a rotina das turmas e participava do dia a dia dos estudantes. Foi nesse contato que começou a se imaginar como professor.
“Quando eu fui virar bolsista, que eu tinha que ir para escola, que eu acompanhava professor, que eu acompanhava a rotina dos alunos, eu me apaixonei pela educação”, conta.
Hoje, no 8º período de História, já trabalha na área da educação. Depois de avançar na graduação, voltou a atuar em uma escola, desta vez com estudantes do 5º ano e também com turmas do 2º e 3º anos.
Os conhecimentos adquiridos na faculdade, especialmente em História, pedagogia e didática, também mudaram sua forma de compreender as necessidades dos alunos.
A graduação, porém, precisará ser estendida por mais seis meses. O período em que ficou sem transporte fez com que perdesse disciplinas e atrasasse a conclusão do curso, inicialmente prevista para este ano.
Depois de formado, pretende buscar uma vaga como professor por meio de concurso público. A ideia é trabalhar na área enquanto continua a formação acadêmica, com planos de fazer mestrado e doutorado.
Também quer manter a produção artística, especialmente o desenho, que fazia parte dos seus planos antes mesmo de entrar na faculdade.
“Eu quero ter essa experiência, eu quero ter oportunidade assim de passar num concurso, dar aula um determinado tempo, chegar no mestrado, doutorado, conseguir conciliar isso com a ideia que eu gosto, que eu amo fazer arte, que eu amo desenhar.”
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A própria trajetória fez com que repensasse a ideia de que existe uma idade certa para estudar ou escolher uma profissão. Na turma de História, encontrou estudantes de 17, 19 e 20 anos, além de pessoas com mais de 50. A graduação começou aos 30.
Para ele, essas diferenças mostram que as pessoas não partem das mesmas condições e, por isso, também não percorrem o mesmo caminho no mesmo ritmo.
“Nem sempre as oportunidades são as mesmas e nem sempre as coisas vêm quando a gente tem 20 e poucos anos, porque isso aqui não é uma corrida. Para ser uma corrida e para ser justa, todo mundo tinha que sair do mesmo lugar.”
A mensagem que fica da própria experiência é que a idade não deve ser um impedimento para quem ainda deseja mudar de caminho.
“Se você tiver a oportunidade de voltar a estudar, se você tiver a oportunidade de correr atrás dos seus objetivos independente da sua idade, apenas vai. Nunca é tarde para recomeçar e tentar recomeçar e buscar o melhor para você”, afirma.
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