Presa após a morte do jornalista Delson Carlos Barros, a dentista Renata Almeida é citada pelo companheiro da vítima como alguém que havia se afastado do casal nos meses anteriores ao crime. Em entrevista ao Mais Goiás, Warley Oliveira disse que Renata ficou cerca de quatro meses sem responder às tentativas de contato antes de reaparecer no apartamento onde ele e Delson moravam. O jornalista foi morto a facadas no local.
Segundo Warley, a rotina da amiga era outra. Ela costumava telefonar antes das visitas e, em encontros anteriores, chegava com bebidas e tábuas de frios. “Ela sempre ligava antes perguntando se podia nos visitar. Geralmente chegava com cervejas, espumantes e tábuas de frios. Dessa vez, após quatro meses desaparecida, apareceu do nada”, afirmou.
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Warley relatou que ele e Delson procuraram Renata durante o período de afastamento, mas não receberam retorno. Quando o assunto foi tratado entre eles, ela teria dito que atravessava dificuldades pessoais e, por isso, resolveu se isolar. “Nós falamos que entrávamos em contato direto com ela, só que ela não atendia o celular. Ela disse que a vida dela estava muito difícil e que resolveu se afastar”, contou.
O companheiro do jornalista também afirmou que Renata chegou ao apartamento com uma mochila contendo quatro facas. A informação faz parte do relato dele e deve ser confrontada com os elementos reunidos pela investigação.

Relembre o caso
Delson Carlos foi morto a facadas na noite de sexta-feira (24), dentro do apartamento onde morava, no Setor Bueno, em Goiânia. Segundo as investigações, a principal suspeita é Renata de Almeida, amiga da vítima há mais de dez anos.
Conforme a Polícia Militar, uma discussão teve início enquanto quatro pessoas estavam no apartamento. Ferido, Delson ainda tentou fugir, mas morreu no corredor do quinto andar do edifício. O cachorro do jornalista também foi morto durante o episódio. Após o crime, a suspeita permaneceu trancada no imóvel por cerca de quatro horas e foi retirada por equipes do Batalhão de Operações Especiais (Bope).
A mulher teve a prisão em flagrante convertida em preventiva e permanece à disposição da Justiça. A Polícia Civil continua investigando a motivação do homicídio e busca esclarecer toda a sequência dos acontecimentos.
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