Quinta-feira, 29 de outubro de 2026
Goiás

“Cenário de guerra em Goiânia”: assista ao documentário do Mais Goiás sobre o acidente com o Césio-137

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Sobre o tema envolvendo Cenário de guerra, além disso, em setembro de 1987, Goiânia viveu uma das maiores tragédias radiológicas da história. Dessa forma, O que começou com a retirada de um aparelho de radioterapia abandonado por dois catadores de recicláveis terminou com a descoberta de uma cápsula de Césio-137, material altamente radioativo que contaminou centenas de pessoas e deixou marcas que permanecem até hoje.

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Com isso, O acidente começou em 13 de setembro de 1987, quando Roberto dos Santos e Wagner Mota Pereira retiraram o equipamento do antigo Instituto Goiano de Radioterapia. Nesse sentido, ao desmontá-lo, eles liberaram uma cápsula contendo Césio-137. Portanto, O material, que tinha um pó azul brilhante, despertou a curiosidade de adultos e crianças antes que sua periculosidade fosse conhecida.

Em seguida, A contaminação só foi identificada cerca de duas semanas depois, em 29 de setembro, quando médicos e autoridades perceberam que Goiânia enfrentava um grave acidente radiológico. De acordo com as apurações, A tragédia matou quatro pessoas e contaminou 249, segundo os registros oficiais. Por outro lado, mais de 110 mil pessoas foram monitoradas durante o processo de identificação e controle da radiação.

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“Cenário de guerra”

Vale destacar que em meio ao caos, profissionais de imprensa tiveram a missão de acompanhar a tragédia e explicar à população o que estava acontecendo. No documentário do Mais Goiás, o jornalista Carlos Magno relembra o impacto de chegar ao Estádio Olímpico, onde vítimas eram concentradas e avaliadas.

Ele conta que recebeu a pauta inicialmente como uma cobertura comum, mas encontrou uma situação completamente diferente.

“Quando cheguei ao Estádio Olímpico, vi um cenário de guerra: pessoas isoladas, ambulâncias, médicos sem saber exatamente o que fazer. Foi um choque enorme perceber que não era uma matéria comum, e sim algo muito maior, que ninguém sabia muito bem o que era.”

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O jornalista também lembra do desafio de informar em meio ao medo e à falta de conhecimento sobre os efeitos da radiação.

“A gente não falava só para Goiás, falava para o Brasil inteiro. E nesse processo presenciei histórias emocionantes, curiosas e muito tristes: famílias separadas, crianças assustadas com o isolamento, a morte de animais. Era uma mistura de dor, desespero e também de solidariedade. Eu nunca mais esqueci.”

Relatos de quem viveu o acidente

O documentário também traz o depoimento do fotojornalista Carlos Costa, que relembra os bastidores da cobertura fotográfica do acidente e os desafios enfrentados pelos profissionais que precisavam registrar uma cidade assustada e ainda pouco informada sobre os riscos da radiação.

Outro personagem é Donizethe, uma das pessoas diretamente afetadas pela contaminação. Ele fala sobre as consequências físicas e emocionais deixadas pelo acidente e sobre as dificuldades enfrentadas pelos sobreviventes décadas depois.

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Redação Foco Goiás