Como seria o horário de verão em 2025 no Brasil se não fosse suspenso pelo governo

Redação
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Como seria o horário de verão em 2025 no Brasil se não fosse suspenso pelo governo
Alterando hora conceito de horário de verão

Alterando hora conceito de horário de verão – Foto: ConstantinosZ/istock

Governo federal confirmou que o Brasil não adotará o horário de verão em 2025. A medida permanece suspensa desde 2019, conforme avaliação do Ministério de Minas e Energia em Brasília. O objetivo original era reduzir o consumo de energia elétrica nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.

Estudos indicam que o pico de demanda移 para as tardes quentes, impulsionado por aparelhos de refrigeração. Assim, o adiantamento dos relógios não gera mais os benefícios esperados para o sistema elétrico.

A decisão ocorre em meio a condições favoráveis nos reservatórios hidrelétricos. O Operador Nacional do Sistema Elétrico projeta suprimento até fevereiro de 2026 sem necessidade de ajustes emergenciais.

Relógio conceito de horário de verão
Relógio conceito de horário de verão – Foto: RomoloTavani/istock

Funcionamento histórico da medida

O horário de verão adianta os relógios em uma hora para aproveitar a luz natural. Iniciava no primeiro domingo de novembro e terminava no terceiro domingo de fevereiro, com possível adiamento por feriados como Carnaval.

Regiões Norte e Nordeste ficavam excluídas devido à pouca variação de luminosidade. A prática visava aliviar o consumo noturno, especialmente de iluminação artificial.

Razões para a suspensão em 2019

Mudanças nos hábitos de consumo deslocaram o pico para o período da tarde. O uso crescente de ar-condicionado reduziu a eficácia da medida.

Estudos do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico confirmaram baixa economia energética. O decreto presidencial extinguiu a adoção anual.

  • Pico de 103.785 MW registrado às 14h42 em fevereiro de 2025.
  • Verão 2024/2025 foi o mais quente desde 1961.
  • Estratégias alternativas incluem redução de vazão em usinas do Paraná.

Hipótese de aplicação em 2025

Se adotado, o início ocorreria em novembro de 2025. Relógios seriam adiantados à meia-noite do primeiro domingo do mês.

O término viria no terceiro domingo de fevereiro de 2026. Abrangeria estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

A medida dividiria o país em fusos horários diferentes. Setores como comércio e turismo poderiam se beneficiar de mais horas de claridade.

Estratégias alternativas para o setor elétrico

O governo prioriza preservação de reservatórios durante o período seco. Programas de eficiência energética recebem ênfase para reduzir demanda.

Diversificação da matriz elétrica avança com fontes renováveis. Monitoramento contínuo do sistema interligado nacional garante estabilidade.

A transição energética foca em adaptações às mudanças climáticas. O Ministério avalia periodicamente opções como o horário de verão para cenários excepcionais.

Avaliação permanente da política

O Comitê de Monitoramento analisa impactos sistêmicos regularmente. Decisões baseiam-se em dados de consumo e projeções hidrológicas.

A suspensão reflete configuração atual do setor elétrico. Qualquer retorno dependeria de crises como secas prolongadas.

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